A maior rede de estudos do Brasil

Resposta

Durante o julgamento de uma causa, o juiz, de ofício e sem prévia manifestação das partes, decidiu pela prescrição da pretensão do autor. O fundamento da decisão limitou-se à reprodução de um dispositivo legal, bem como à invocação de um precedente, sem identificar seus fundamentos determinantes nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta ao referido precedente. É correto afirmar que a sentença é

 

nula, de acordo com o princípio da razoável duração do processo e da adequada tutela jurisdicional.

anulável, por ofensa ao princípio da não surpresa e fundamentação das decisões judiciais.

 

nula, por ofensa ao princípio da não surpresa e fundamentação das decisões judiciais.

válida e de acordo com o princípio da celeridade e eficiência processual.

anulável, por ofensa aos princípios da imparcialidade e igualdade processual.


2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

User badge image

Carlos Eduardo Ferreira de Souza Verified user icon

Há mais de um mês

GABARITO: LETRA C.

Vedação ao efeito surpresa se refere à impossibilidade de o juiz decidir matéria sem possibilitar manifestação pelas partes interessadas. No caso de prescrição, há previsão expressa no art. 487, II e parágrafo único, do CPC:

Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz:

[...]

II - decidir, de ofício ou a requerimento, sobre a ocorrência de decadência ou prescrição;

[...]

Parágrafo único. Ressalvada a hipótese do § 1º do art. 332 , a prescrição e a decadência não serão reconhecidas sem que antes seja dada às partes oportunidade de manifestar-se.

Quanto ao princípio da fundamentação das decisões judiciais, tem-se que o juiz não pode decidir qualquer questão sem apresentar os devidos e específicos fundamentos. Em relação à invocação de precedente, nos termos descritos na questão, temos a seguinte previsão do art. 489, §1º, V, do CPC:

"Art. 489. [...]

§ 1º Não se considera fundamentada qualquer decisão judicial, seja ela interlocutória, sentença ou acórdão, que:

[...]

V - se limitar a invocar precedente ou enunciado de súmula, sem identificar seus fundamentos determinantes nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta àqueles fundamentos;"

GABARITO: LETRA C.

Vedação ao efeito surpresa se refere à impossibilidade de o juiz decidir matéria sem possibilitar manifestação pelas partes interessadas. No caso de prescrição, há previsão expressa no art. 487, II e parágrafo único, do CPC:

Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz:

[...]

II - decidir, de ofício ou a requerimento, sobre a ocorrência de decadência ou prescrição;

[...]

Parágrafo único. Ressalvada a hipótese do § 1º do art. 332 , a prescrição e a decadência não serão reconhecidas sem que antes seja dada às partes oportunidade de manifestar-se.

Quanto ao princípio da fundamentação das decisões judiciais, tem-se que o juiz não pode decidir qualquer questão sem apresentar os devidos e específicos fundamentos. Em relação à invocação de precedente, nos termos descritos na questão, temos a seguinte previsão do art. 489, §1º, V, do CPC:

"Art. 489. [...]

§ 1º Não se considera fundamentada qualquer decisão judicial, seja ela interlocutória, sentença ou acórdão, que:

[...]

V - se limitar a invocar precedente ou enunciado de súmula, sem identificar seus fundamentos determinantes nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta àqueles fundamentos;"

User badge image

Joao Pedro Oliveira

Há mais de um mês

estava precisando dessa questão

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas