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Qual foi a situação economica e social no seculo 19?


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Há mais de um mês

Para responder essa pergunta devemos colocar em prática nosso conhecimento sobre História e Economia.
De fato a História é uma ciência que investiga acontecimentos passados, ou seja, fatos históricos, buscando reconstruí-los da melhor maneira possível e os contanto para que esta memória não fosse perdida. Porém, a história não se limita a reconstrução de fatos importantes do passado, o que a faz ser mais do que um diário de recordações em que se pode consultar alguma dúvida ou curiosidade. A história tem a função de agir como um juízo destes fatos, o historiador deve ser crítico, deve avaliar mais de uma perspectiva a respeito de um fato para que todos os âmbitos deste fato possam ser contatos de modo adequado, não deixando as margens grupos que foram derrotados ou oprimidos.
Nesse contexto, no século XIX houve a abertura de portos e fixação de tratados econômicos com outros países, como a Inglaterra, por exemplo. Quanto à economia, a mesma consolidou-se como dependente da produção de café para a exportação.
Para responder essa pergunta devemos colocar em prática nosso conhecimento sobre História e Economia.
De fato a História é uma ciência que investiga acontecimentos passados, ou seja, fatos históricos, buscando reconstruí-los da melhor maneira possível e os contanto para que esta memória não fosse perdida. Porém, a história não se limita a reconstrução de fatos importantes do passado, o que a faz ser mais do que um diário de recordações em que se pode consultar alguma dúvida ou curiosidade. A história tem a função de agir como um juízo destes fatos, o historiador deve ser crítico, deve avaliar mais de uma perspectiva a respeito de um fato para que todos os âmbitos deste fato possam ser contatos de modo adequado, não deixando as margens grupos que foram derrotados ou oprimidos.
Nesse contexto, no século XIX houve a abertura de portos e fixação de tratados econômicos com outros países, como a Inglaterra, por exemplo. Quanto à economia, a mesma consolidou-se como dependente da produção de café para a exportação.
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Marcio Barros

Há mais de um mês

século XIX é um momento de grandes e indeléveis transformações para a população do Brasil, que, logo no início do período se depara com o episódio inédito de receber o monarca de sua metrópole. Não bastasse o acontecimento único, é estabelecida na cidade do Rio de Janeiro a capital política e econômica de todo o Império Português. Outro episódio inédito na trajetória de qualquer país do continente americano será o da independência sob um regime monárquico. É também no século XIX que o Brasil adota seu atual sistema de governo, a República.

No campo econômico, as transformações também foram de grande vulto, pois a situação vigente no final do século anterior, de acordo com Celso Furtado, era a de uma constelação de sistemas econômicos, alguns se comunicando e outros completamente isolados. As comunicações se davam em dois polos principais, o das economias do açúcar e do ouro. Acessório ao núcleo açucareiro, predominante no litoral do nordeste estava articulada a pecuária que ocupava o interior da mesma região. Ao núcleo mineiro, no sudeste, ligava-se a pecuária do sul do país, estendendo-se do atual Rio Grande do Sul até São Paulo. No Maranhão e Pará localizavam-se núcleos autônomos de desenvolvimento.

 

Na virada do século, o polo econômico baseado no ouro das Minas Gerais entraria em inexorável decadência, deixando a América Portuguesa dependente de uma prosperidade precária, baseada nas condições de anormalidade do mercado mundial de produtos tropicais (extrativismo no Pará, algodão e arroz no Maranhão e cana-de-açúcar no restante do nordeste).

A chegada da família real ao Brasil mudou fundamentalmente o cenário político local, contribuindo principalmente para reforçar as relações comerciais e sociais numa colônia que não se via e nem funcionava como uma unidade, além de liberar o território do pacto colonial. A abertura dos portos e outros tratados posteriores dariam o controle econômico efetivo do país à Inglaterra, mesmo depois de conquistada a independência.

 

A situação começaria a mudar gradualmente na metade do século, quando o sistema de tratados desiguais assinados por D. João VI e D. Pedro I, onde as potências europeias levavam vantagens esmagadoras nos acordos comerciais, chegou ao fim, com a aprovação da Tarifa Alves Branco. Tal tarifa, que levava o nome de seu idealizador, buscou eliminar as vantagens tarifárias conquistadas por muitas nações estrangeiras através de tratados assinados equivocadamente. A predominância da economia inglesa prosseguia, mas agora o Brasil começava a se organizar melhor no campo econômico.

É importante mencionar durante este período a atuação do Barão de Mauá (Irineu Evangelista de Sousa), como financista e industrial, figura que destoava do típico latifundiário da época pelo seu empreendedorismo, iniciando a atividade industrial no país, bem como a instalação das primeiras ferrovias, mas, constituindo infelizmente, uma honrosa e singular exceção ante à elite agrícola brasileira.

Durante quase todo o século prosseguiria o lucrativo e horrendo comércio de escravos, assim como ocorrera nos três séculos anteriores. O Império encontrava-se no dilema da pressão externa europeia, em especial da Inglaterra, para eliminar a escravidão e seu comércio, enquanto que no cenário interno, a abolição de tal prática significaria a perda de sua maior fonte de apoio, os grandes latifundiários escravagistas, causando consequentemente o fim da Monarquia. Assim, a situação arrastou-se até 1888, com o previsível desfecho de extinção da escravidão, e o igualmente previsível resultado de queda do Império.

O produto que marcaria o período começa a ganhar importância por volta do meio do século, constituindo-se logo no principal produto de exportação do país, chegando quase a preencher toda a pauta de exportação: esse produto era o café, e sua importância para a economia brasileira duraria ainda quase cem anos, extrapolando o século XIX, fazendo a riqueza de uma elite agrícola no sudeste do país, e efetivamente, atrasando a industrialização do Brasil.

Bibliografia:

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas