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Segundo Behares, 1993 (In: Góes, 1996), os estudos sobre a aquisição da língua de sinais pela criança surda são necessários para se entender que ...

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Ruicherly Magda

Há mais de um mês

Os trabalhos de Souza (1996), Lacerda (1996) e Góes e Souza (1997) nos mostram que a situação comumente observada em sala de aula é semelhante à lenda bíblica de Babel, pelo fato de professor e aluno surdo não compartilharem a mesma língua, o que acarreta sérias consequências para o processo de construção de conhecimento. Portanto, a situação ensino-aprendizagem aparece, sem dúvida, comprometida e com inúmeras lacunas pois torna-se muito improvável que as trocas comunicativas assim constituídas possam propiciar reflexão sobre o mundo, decorrendo disso a limitação tanto das operações de ensinar como das de aprender (Souza, 1997).

Estas reflexões enfatizam a necessidade de um repensar sobre a realidade de sala de aula, para que possamos esboçar as possíveis soluções. Apesar de vários educadores estarem, hoje em dia, buscando uma prática de ensino bilíngüe, aceitando a língua de sinais como língua natural e primeira língua a ser adquirida pelo surdo, parece que tem sido difícil abandonar por completo as práticas de ensino baseadas em concepções estruturalistas da língua assim como a visão terapêutica da educação especial, ainda tão presentes em nosso cotidiano. Já no início deste século encontramos críticas à subordinação do educacional ao terapêutico (como em Vygotsky, 1989) e essa problemática ainda perdura no âmbito da educação de surdos (conforme aponta Behares, 1993).
 

Os trabalhos de Souza (1996), Lacerda (1996) e Góes e Souza (1997) nos mostram que a situação comumente observada em sala de aula é semelhante à lenda bíblica de Babel, pelo fato de professor e aluno surdo não compartilharem a mesma língua, o que acarreta sérias consequências para o processo de construção de conhecimento. Portanto, a situação ensino-aprendizagem aparece, sem dúvida, comprometida e com inúmeras lacunas pois torna-se muito improvável que as trocas comunicativas assim constituídas possam propiciar reflexão sobre o mundo, decorrendo disso a limitação tanto das operações de ensinar como das de aprender (Souza, 1997).

Estas reflexões enfatizam a necessidade de um repensar sobre a realidade de sala de aula, para que possamos esboçar as possíveis soluções. Apesar de vários educadores estarem, hoje em dia, buscando uma prática de ensino bilíngüe, aceitando a língua de sinais como língua natural e primeira língua a ser adquirida pelo surdo, parece que tem sido difícil abandonar por completo as práticas de ensino baseadas em concepções estruturalistas da língua assim como a visão terapêutica da educação especial, ainda tão presentes em nosso cotidiano. Já no início deste século encontramos críticas à subordinação do educacional ao terapêutico (como em Vygotsky, 1989) e essa problemática ainda perdura no âmbito da educação de surdos (conforme aponta Behares, 1993).
 

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