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Filosofia?

Filosofia

PUC-RIO


2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Há mais de um mês

Segundo Platão, “Em decorrência de suas relações com o corpo, a alma humana não é uma unidade simples, mas é múltipla, conforme a função que realiza”, Assim, a alma tem partes e cada uma das partes tem sua função psíquica. Chauí explica que “o exame e a classificação das funções psíquicas têm como ponto de partida duas constacões: a primeira é que não sabemos se cada operação que executamos – desejar ou apetecer, irritar-se ou enraivecer-se, compreender ou conhecer – é realizada por um elemento da alma ou pela alma inteira; a segunda é que ‘o mesmo sujeito, na mesma parte e relativamente ao mesmo objeto, não pode produzir ao mesmo tempo efeitos contrários’. Ou seja, se alguém tem sede, seu corpo sequioso produz na alma o desejo de beber água e ‘a alma do sequioso, na medida em que sente a sede, não quer outra coisa que não seja beber’, sendo impossível que a alma queiram ao mesmo tempo, não beber. Em outras palavras, um sujeito não pode ser contrário consigo mesmo, sob a pena de autodestruir-se, tornando-se o não-ser de si mesmo. No entanto, a experiência mostra inúmeras situações em que, apesar da sede ou da fome, decidimos não beber nem comer. Visto que uma mesma parte não pode ser contraditória consigo mesma, querendo e não querendo ao mesmo tempo a mesma coisa, o que impele a beber e a comer e o que impede de beber e de comer não pode ser realizado pela mesma parte ou pela mesma função.” (CHAUI, 2002: 292-293). São três as partes da alma:

1) “a parte ou função apatitiva ou concupiscente, situada ‘entre o diafragma e o umbigo’, ou no baixo-ventre, busca por comida, bebida, sexo, prazeres, isto é, tudo o que é necessário para a conservação do corpo e para a geração de outros corpos. Essa parte é irracional e mortal, terminando com a morte do corpo;” (CHAUI, 2002: 293).

2) “a parte ou função colérica ou irascível, situada ‘acima do diafragma na cavidade do peito’, se irrita ou se enraivace contra tudo quanto possa ameaçar a segurança do corpo e tudo quanto lhe cause dor e sofrimento, incitando a combater os perigos contra a vida. Protetora do corpo, essa parte também mortal e irracional;” (CHAUI, 2002: 294).

3) “a parte ou função racional, situada na cabeça (face e cérebro), é a faculdade do conhecimento. Parte espiritual e imortal, é a função ativa e superior da alma, o princípio divino em nós.” (CHAUI, 2002: 294).

Fica claro então que a musica referida trata de duas partes (as partes irracionais) da alma, uma que ama e quer amar e outra que sobre pelo amor não correspondido.

Referência bibliográfica:

CHAUI, Marilena. Introdução à história da filosofia: dos pré-socráticos a Aristóteles, volume 1. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

Segundo Platão, “Em decorrência de suas relações com o corpo, a alma humana não é uma unidade simples, mas é múltipla, conforme a função que realiza”, Assim, a alma tem partes e cada uma das partes tem sua função psíquica. Chauí explica que “o exame e a classificação das funções psíquicas têm como ponto de partida duas constacões: a primeira é que não sabemos se cada operação que executamos – desejar ou apetecer, irritar-se ou enraivecer-se, compreender ou conhecer – é realizada por um elemento da alma ou pela alma inteira; a segunda é que ‘o mesmo sujeito, na mesma parte e relativamente ao mesmo objeto, não pode produzir ao mesmo tempo efeitos contrários’. Ou seja, se alguém tem sede, seu corpo sequioso produz na alma o desejo de beber água e ‘a alma do sequioso, na medida em que sente a sede, não quer outra coisa que não seja beber’, sendo impossível que a alma queiram ao mesmo tempo, não beber. Em outras palavras, um sujeito não pode ser contrário consigo mesmo, sob a pena de autodestruir-se, tornando-se o não-ser de si mesmo. No entanto, a experiência mostra inúmeras situações em que, apesar da sede ou da fome, decidimos não beber nem comer. Visto que uma mesma parte não pode ser contraditória consigo mesma, querendo e não querendo ao mesmo tempo a mesma coisa, o que impele a beber e a comer e o que impede de beber e de comer não pode ser realizado pela mesma parte ou pela mesma função.” (CHAUI, 2002: 292-293). São três as partes da alma:

1) “a parte ou função apatitiva ou concupiscente, situada ‘entre o diafragma e o umbigo’, ou no baixo-ventre, busca por comida, bebida, sexo, prazeres, isto é, tudo o que é necessário para a conservação do corpo e para a geração de outros corpos. Essa parte é irracional e mortal, terminando com a morte do corpo;” (CHAUI, 2002: 293).

2) “a parte ou função colérica ou irascível, situada ‘acima do diafragma na cavidade do peito’, se irrita ou se enraivace contra tudo quanto possa ameaçar a segurança do corpo e tudo quanto lhe cause dor e sofrimento, incitando a combater os perigos contra a vida. Protetora do corpo, essa parte também mortal e irracional;” (CHAUI, 2002: 294).

3) “a parte ou função racional, situada na cabeça (face e cérebro), é a faculdade do conhecimento. Parte espiritual e imortal, é a função ativa e superior da alma, o princípio divino em nós.” (CHAUI, 2002: 294).

Fica claro então que a musica referida trata de duas partes (as partes irracionais) da alma, uma que ama e quer amar e outra que sobre pelo amor não correspondido.

Referência bibliográfica:

CHAUI, Marilena. Introdução à história da filosofia: dos pré-socráticos a Aristóteles, volume 1. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

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Natália Santos

Há mais de um mês

O samba acima pode ser relacionado a alma irascível. Ela se localiza no peito e é a responsável pelos sentimentos e a impetuosidade, como também pela coragem.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas