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Positivismo?

Sociologia

PUC-RIO


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LR

Há mais de um mês

Genericamente, a doutrina determinista compreende que há uma relação de conexão causal entre “todos os fenômenos da natureza” (HOUAISS, 2009: 675). A rigidez dessa conexão é mediada por “leis universais que excluem o acaso e a indeterminação”, o que significa afirmar ao se tomar conhecimento do presente passa a ser possível “prever o futuro e reconstituir o passado” (HOUAISS, 2009: 675). Por todos os fenômenos inclui-se também “a vontade humana”, ou seja, a predeterminação dos limites comportamentais do homem mediante uma ralação de submissão “a leis necessárias e imutáveis” (HOUAISS, 2009: 675).

Em Comte o conceito de determinismo mantém-se próximo ao debate a respeito do ambiente, da “influência das condições físicas, especialmente do clima, sobre a vida dos animais, em geral, e do homem em particular, e até sobre a vida política do homem” ABBAGNANO, 2007: 36). Assumir-se determinista não significa necessariamente negar a existência “da ‘consciência’, do ‘espírito’ ou dos ‘estados interiores’”, e sim apenas negar a “introspecção como instrumento legítimo de investigação” (ABBAGNANO, 2007: 119-120), significa então que deve-se observar o ambiente e não o comportamento humano, é no ambiente que encontraremos as leis gerais, e o comportamento humana é apenas expressão dessas leis gerais ao passo que o homem está invariavelmente em condição de submissão ao universo que lhe é externo, a natureza.

O positivismo é um “sistema criado por Auguste Comte (1798 – 1857) que se propõe a ordenar as ciências experimentais, considerando-as o modelo por excelência do conhecimento humano, em detrimento das especulações metafisicas ou teológicas” (HOUAISS, 2009: 1531). A no positivismo um aspecto de “romantização da ciência”, de “devoção como único guia da vida individual e social do homem, único conhecimento, única moral, única religião possível” (ABBAGNANO, 2007: 909). São três os princípio positivistas: “1.° A ciência é o único conhecimento possível, e o método da ciência é o único válido: portanto, o recurso a causa ou princípios não acessíveis ao método da ciência não dá origem a conhecimentos; a metafísica, que recorre a tal método, não tem nenhum valor. 2.° O método da ciência é puramente descritivo, no sentido de descrever os fatos e mostrar as relações constantes entre os fatos expressos pelas leis, que permitem a previsão dos próprios fatos (...). 3.° O método da ciência, por ser o único válido, deve ser estendido a todos os campos da indagação e da atividade humana; toda a vida humana, individual ou social, deve ser guiada por ele.” (ABBAGNANO, 2007: 909).

O positivismo determinista de Comte tem como chave a relação de causalidade. Substituindo as explicações transcendentais tradicionais da metafisicas, pelas leis gerais determinadas pelo ambiente, estabelece-se que há um vinculo causal entre todos os fenômenos. A causa é para Comte uma “relação invariável de sucessão e semelhança entre os fatos”, e é também a centralidade do fazer científico que tem como função “prever os fenômenos para poder utiliza-los: a relação constante uma vez reconhecida e formulada em uma lei, possibilita prever um fenômeno quando se verifica aquele ao qual ele está ligado; e a previsão por sua vez possibilita agir sobre os próprios fenômenos” (ABBAGNANO, 2007: 146). Não é a causa em si o objeto perseguido por Comte, e sim a redução delas a tal ponto de se torna possível visualizar as leis gerais da natureza.

Referências bibliográficas:

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles; FRANCO, Francisco Manoel de Messo. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.

Genericamente, a doutrina determinista compreende que há uma relação de conexão causal entre “todos os fenômenos da natureza” (HOUAISS, 2009: 675). A rigidez dessa conexão é mediada por “leis universais que excluem o acaso e a indeterminação”, o que significa afirmar ao se tomar conhecimento do presente passa a ser possível “prever o futuro e reconstituir o passado” (HOUAISS, 2009: 675). Por todos os fenômenos inclui-se também “a vontade humana”, ou seja, a predeterminação dos limites comportamentais do homem mediante uma ralação de submissão “a leis necessárias e imutáveis” (HOUAISS, 2009: 675).

Em Comte o conceito de determinismo mantém-se próximo ao debate a respeito do ambiente, da “influência das condições físicas, especialmente do clima, sobre a vida dos animais, em geral, e do homem em particular, e até sobre a vida política do homem” ABBAGNANO, 2007: 36). Assumir-se determinista não significa necessariamente negar a existência “da ‘consciência’, do ‘espírito’ ou dos ‘estados interiores’”, e sim apenas negar a “introspecção como instrumento legítimo de investigação” (ABBAGNANO, 2007: 119-120), significa então que deve-se observar o ambiente e não o comportamento humano, é no ambiente que encontraremos as leis gerais, e o comportamento humana é apenas expressão dessas leis gerais ao passo que o homem está invariavelmente em condição de submissão ao universo que lhe é externo, a natureza.

O positivismo é um “sistema criado por Auguste Comte (1798 – 1857) que se propõe a ordenar as ciências experimentais, considerando-as o modelo por excelência do conhecimento humano, em detrimento das especulações metafisicas ou teológicas” (HOUAISS, 2009: 1531). A no positivismo um aspecto de “romantização da ciência”, de “devoção como único guia da vida individual e social do homem, único conhecimento, única moral, única religião possível” (ABBAGNANO, 2007: 909). São três os princípio positivistas: “1.° A ciência é o único conhecimento possível, e o método da ciência é o único válido: portanto, o recurso a causa ou princípios não acessíveis ao método da ciência não dá origem a conhecimentos; a metafísica, que recorre a tal método, não tem nenhum valor. 2.° O método da ciência é puramente descritivo, no sentido de descrever os fatos e mostrar as relações constantes entre os fatos expressos pelas leis, que permitem a previsão dos próprios fatos (...). 3.° O método da ciência, por ser o único válido, deve ser estendido a todos os campos da indagação e da atividade humana; toda a vida humana, individual ou social, deve ser guiada por ele.” (ABBAGNANO, 2007: 909).

O positivismo determinista de Comte tem como chave a relação de causalidade. Substituindo as explicações transcendentais tradicionais da metafisicas, pelas leis gerais determinadas pelo ambiente, estabelece-se que há um vinculo causal entre todos os fenômenos. A causa é para Comte uma “relação invariável de sucessão e semelhança entre os fatos”, e é também a centralidade do fazer científico que tem como função “prever os fenômenos para poder utiliza-los: a relação constante uma vez reconhecida e formulada em uma lei, possibilita prever um fenômeno quando se verifica aquele ao qual ele está ligado; e a previsão por sua vez possibilita agir sobre os próprios fenômenos” (ABBAGNANO, 2007: 146). Não é a causa em si o objeto perseguido por Comte, e sim a redução delas a tal ponto de se torna possível visualizar as leis gerais da natureza.

Referências bibliográficas:

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles; FRANCO, Francisco Manoel de Messo. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.

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morena morena

Há mais de um mês

Positivismo , é uma corrente de pensamentos filosfico, sociologico  e politico, que surgiu em meada do seculo xix na Fraça.A principal ideia do positivismo ,era de que o conhecimento científico, devia ser reconhecido como o único conhecimento verdadeiro.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes