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como foi o governo do Presidente Costa e Silva?

História

Oscavo De Paula E Silva Professor


4 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Há mais de um mês

b>Durante seu governo, Costa e Silva se alinhou com os setores mais conservadores da direita brasileira, argumentando que o controle militar sobre a política nacional deveria permanecer por vários anos. Costa e Silva foi eleito presidente indiretamente (por voto apenas Congress ) em julho de 1966 e assumiu o comando somente quando ele renunciou General Castelo Branco a 15 de Março de 1967. Nesse mesmo dia, entrou em vigor a Constituição de 1967 , elaborada por Castelo Branco e outros líderes militares como um conjunto de normas básicas que ampliavam os poderes repressivos do Estado brasileiro, conferindo ao Presidente da República um papel político muito superior ao do Poder Legislativo.Em março de 1968, um confronto entre estudantes e policiais no Rio de Janeiro causou a morte de um estudante, morto à queima-roupa por um policial. Protestos e distúrbios de rua que se seguiram à violência policial (particularmente A marcha dos cem mil ) gerou críticas virulentas da oposição MDB contra o regime no Congresso; esses protestos parlamentares culminaram em uma ordem de Márcio Moreira Alves legislador da oposição lançou um boicote contra as celebrações militares em 7 de setembro, em vingança pela recusa do governo para parar a violência policial contra manifestações estudantis.Costa e Silva, em seguida, exigiu que o Congresso levantar a imunidade do deputado Moreira Alves, mas, para a surpresa da opinião pública, em 11 de dezembro Congresso se recusou a ordem presidencial e insistiu que só o parlamento Moreira Alves julgado. No dia seguinte, 12 dez , Costa e Silva ordenou a fechar Parlamento pela força indefinidamente suspensos de suas funções, desalojando a reunião Congresso em Brasília com contingentes militares estacionadas no interior das câmaras.
b>Durante seu governo, Costa e Silva se alinhou com os setores mais conservadores da direita brasileira, argumentando que o controle militar sobre a política nacional deveria permanecer por vários anos. Costa e Silva foi eleito presidente indiretamente (por voto apenas Congress ) em julho de 1966 e assumiu o comando somente quando ele renunciou General Castelo Branco a 15 de Março de 1967. Nesse mesmo dia, entrou em vigor a Constituição de 1967 , elaborada por Castelo Branco e outros líderes militares como um conjunto de normas básicas que ampliavam os poderes repressivos do Estado brasileiro, conferindo ao Presidente da República um papel político muito superior ao do Poder Legislativo.Em março de 1968, um confronto entre estudantes e policiais no Rio de Janeiro causou a morte de um estudante, morto à queima-roupa por um policial. Protestos e distúrbios de rua que se seguiram à violência policial (particularmente A marcha dos cem mil ) gerou críticas virulentas da oposição MDB contra o regime no Congresso; esses protestos parlamentares culminaram em uma ordem de Márcio Moreira Alves legislador da oposição lançou um boicote contra as celebrações militares em 7 de setembro, em vingança pela recusa do governo para parar a violência policial contra manifestações estudantis.Costa e Silva, em seguida, exigiu que o Congresso levantar a imunidade do deputado Moreira Alves, mas, para a surpresa da opinião pública, em 11 de dezembro Congresso se recusou a ordem presidencial e insistiu que só o parlamento Moreira Alves julgado. No dia seguinte, 12 dez , Costa e Silva ordenou a fechar Parlamento pela força indefinidamente suspensos de suas funções, desalojando a reunião Congresso em Brasília com contingentes militares estacionadas no interior das câmaras.
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Deise Abrão

Há mais de um mês

10 - Com o fim do regime militar e a consequente reabertura democrática, as décadas de 1980 e 1990 são consideradas muito importantes para os rumos da educação do Brasil. Com base nisso, analise as asserções acerca dos caminhos da educação pós regime militar.

I. A constituição de 1988 abarcou questões relacionadas à democratização da educação, currículos, gestão escolar, ensino e aprendizagem.

II. A aproximação da universidade com o ensino básico teve considerável importância no processo de repensar os caminhos da educação brasileira e as bases curriculares do ensino escolar.

III. A LDB – Lei de diretrizes básicas – surgiu na década de 1990 como desdobramento das modificações educacionais do período de redemocratização.

IV. A LDB alterou significativamente os paradigmas do ensino das disciplinas de exatas, não modificou as estruturas curriculares das disciplinas de Geografia e História.

 Estão corretas:

Escolha uma:

a. I e II, apenas.

b. I, apenas.

c. II, III e IV, apenas.

d. III e IV, apenas.

e. I, II e III, apenas


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tatiane gênova

Há mais de um mês

A posse de Artur da Costa e Silva como presidente do Brasil aconteceu, de fato, em março de 1967, após a realização da eleição indireta da qual Costa e Silva foi o único candidato. A subida de Costa e Silva para o poder aconteceu em meio a disputas internas entre os militares.

Nessa queda de braço, o grupo dos castelistas (militares intelectualizados e próximos dos EUA) perdeu a disputa pelo poder para o grupo que defendia o endurecimento do regime a todo custo (conhecidos como linha-dura). Apesar das discordâncias internas nos meios militares, havia a concordância de que o poder do Brasil deveria permanecer nas mãos dos oficiais.

Durante o processo de transição em que Costa e Silva era apontado como sucessor de Castello Branco, o discurso proferido por Costa e Silva afirmava a necessidade de restabelecer a democracia no Brasil, por isso o marechal foi visto por muitos grupos da sociedade como uma esperança de liberalização/democratização do regime.

No entanto, contrariamente ao discurso proferido, o governo de Costa e Silva consolidou a transição para o período de maior repressão da ditadura. Os mecanismos repressivos foram ampliados, e movimentos, como o estudantil e o operário, foram duramente perseguidos e desmobilizados. Esse processo de endurecimento foi concretizado com o decreto do Ato Institucional nº 5 em 1968.

Política econômica

A política econômica praticada durante o governo Costa e Silva rompeu, em certa medida, com a que havia sido praticada pelo governo Castello Branco. A austeridade foi substituída por um projeto desenvolvimentista alinhado a outros interesses ideológicos. A política desenvolvimentista de Costa e Silva visava a estabilizar o crescimento industrial a longo prazo, assim como planejava estimular o consumo e o investimento público.

Essa política econômica deu origem ao que ficou convencionado como “milagre econômico”, ocorrido no período de 1968 a 1973. O “milagre econômico” caracterizou-se por um período de rápido aquecimento da economia e de crescimento econômico. A média de crescimento da economia durante esse período foi de 11%.

Durante os anos do governo de Costa e Silva, os resultados logo se fizeram perceber, e, em 1968, o PIB brasileiro cresceu 11,2%, enquanto que, em 1969, o crescimento havia sido de 10%1. Apesar do desenvolvimento expressivo da economia, o milagre econômico também foi marcado pelo crescimento da desigualdade social e pela disparada da dívida externa brasileira.

Crescimento da oposição e endurecimento do regime

As manifestações de oposição ao regime militar cresceram durante os anos do governo Costa e Silva. Esse confronto de diversas camadas da sociedade contra a ditadura fez com que os militares tomassem o caminho do endurecimento e do aumento da repressão. Isso concretizou um processo que estava em andamento desde 1964. Para ler sobre o processo de endurecimento do regime, acesse este, que aborda sobre os anos do governo de Humberto Castello Branco.

No campo da política, uma das demonstrações mais consideráveis de oposição ao regime deu-se com o rompimento daqueles que haviam defendido o Golpe de 1964 e, consequentemente, a ditadura. Um nome de destaque nesse sentido foi o de Carlos Lacerda, grande conservador brasileiro e ardoroso defensor do golpe.

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Carlos Lacerda rompeu com a ditadura em decorrência da suspensão da eleição presidencial de 1965 e da cassação de seus direitos políticos em 1966. Com isso, ele criou a Frente Ampla, grupo de oposição que defendia a continuidade do desenvolvimento econômico do país e o retorno da democracia ao Brasil. A Frente Ampla também contou com o apoio de JK e de João Goulart, mas o governo proibiu, em 1968, sua atuação.

movimento estudantil foi o de maior repercussão durante os anos do governo Costa e Silva e, consequentemente, foi o que mais sofreu com a repressão. Os protestos organizados pelos estudantes contra Costa e Silva iniciaram-se em janeiro de 1968 e ganharam força a partir de março, quando o estudante Edson Luís de Lima Souto foi morto pela polícia durante um protesto no Rio de Janeiro.

A morte de Edson Luís gerou uma grande comoção e mobilizou os estudantes durante todo o primeiro semestre de 1968, fazendo com que dezenas de manifestações acontecessem. A manifestação mais expressiva aconteceu em junho, quando ocorreu a Passeata dos Cem Mil, que contou com a participação de intelectuais e artistas de expressão do cenário nacional.

A resposta do governo foi a perseguição implacável aos movimentos estudantis. Em julho, foram proibidas manifestações nas ruas, e logo as universidades foram invadidas pelas forças policiais do governo. A repressão aos movimentos estudantis fez com que muitos estudantes aderissem à luta armada como forma de resistência.

Houve perseguição também contra o movimento operário. Greves que aconteceram em Minas Gerais e São Paulo foram reprimidas, e diversos manifestantes foram presos. A repressão do governo fez o movimento operário adormecer por quase uma década, ganhando nova força no final da década de 1970.

Ato Institucional nº 5

Diante desse cenário de oposição dos movimentos sociais e dos meios políticos, a opção dos militares foi institucionalizar a repressão. Para isso, foi criado o Ato Institucional nº 5 em decreto de 13 de dezembro de 1968. O estopim para que o AI-5 fosse decretado foi a negativa dos parlamentares em punir o deputado Márcio Moreira Alves.

Esse deputado disse, em sessão parlamentar de setembro de 1968, que o Exército era um “valhacouto de torturadores”. Os militares exigiram um processo contra Márcio Moreira Alves. Como os parlamentares negaram-se a processá-lo, o governo militar reagiu. Essa reação foi uma resposta ao temor dos militares sobre um suposto quadro de insubordinação política.

Essa reação fez com que o AI-5 fosse decretado, dando início ao período mais violento da ditadura militar. O AI-5 dotou os militares de novos direitos para perseguir e prender opositores, assim como para censurar meios de comunicação. Além disso, tornou a tortura uma prática comum dos militares.

Fim do governo Costa e Silva

Artur da Costa e Silva foi presidente do Brasil até março de 1969 e foi afastado do cargo após sofrer um derrame que o levou a óbito poucos meses depois. A sucessão presidencial foi realizada por uma junta militar que transmitiu o poder para Emílio Garrastazu Médici meses depois.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas