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Alguém sabe a diferença da relação terapêutica da Gestalt com Humanista?


1 resposta(s)

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viviana oliveira

Há mais de um mês

O humanismo é um movimento que se inicia no século XV com a ideia renascentista de dignidade do homem, considerando-o como centro do Universo. A visão humanista não rompe a relação entre homem e natureza, mas considera o homem um ser natural diferente dos demais, afinal é racional e livre, sendo assim, agente ético, político, técnico e artístico (CHAUI, 2000). Neste momento histórico, começa uma mudança de perspectiva, onde o foco de estudo e preocupação deixa de ser os Deuses e a natureza e passa a ser o humano.

Tempos depois, por volta das décadas de 1950 e 1960, a psicologia se apropria da concepção humanista, utilizando seus conceitos e forma de compreensão do ser humano na atuação psicológica e no embasamento de diversas abordagens. Surge então essa terceira via em contrapartida com o Behaviorismo e a Psicanálise.

A Gestalt-terapia é uma das abordagens consideradas humanista, que por sua vez, faz uso dos princípios do humanismo no fundamento de seu conceito de pessoa. Assim o humanismo se apresenta como uma filosofia de base da Gestalt-terapia.

Uma das principais características do humanismo que embasam a Gestalt-terapia (GT) é a admiração e apreço pelo ser humano, uma visão positiva deste ser, como alguém que sempre busca progredir e se aperfeiçoar. Este princípio também fundamenta a visão de patologia dentro da GT, onde acreditamos na sabedoria organísmica e consideramos as “doenças” como ajustamentos criativos, ou seja, a melhor forma que o indivíduo encontrou de lidar com determinada situação, que passa a ser patológico quando provoca sofrimento. Esse sofrimento é gerado muitas vezes, devido ao ajustamento criativo tornar-se desatualizado ou cristalizado, ou seja, foi útil em algum momento passado, mas passa a não ser mais.

Segundo a teoria humanista o ser humano é o senhor de si mesmo, cada pessoa é única, singular e deve ser respeitada dentro desta visão.  Essa teoria reconhece a totalidade do ser humano, como um ser formado de alma e corpo, assim sendo uma totalidade harmoniosa pertencente ao universo (RIBEIRO,2011).

O humanismo considera o ser humano como destinado a viver no mundo e dominá-lo, entretanto a Gestalt-terapia não mantém a visão de que o ser humano deve dominar o mundo, pois considera o homem criatura do Universo,  compelindo a ele ser o seu guardião e defensor (RIBEIRO,2011).

Em Gestalt-terapia consideramos o ser humano como pessoa-universo, de forma que não é possível compreender o universo e o ser como algo separado, já que somos pessoas-no-universo. Pensar o ser humano fora deste universo, não é realmente possível, a não ser através de uma abstração teórica, mas nunca a partir de uma prática.

Ênio Brito Pinto (2009) apresenta que, a partir das raízes do humanismo, a Gestalt-terapia não nega o trágico da vida, mas privilegia o belo e positivo do ser humano, enfatizando seu potencial criativo e transformador, o considerando um ser de possibilidades. Desta forma, a visão humanista enfatiza a condição do homem, de ser inacabado e imperfeito, entretanto destacando sua capacidade de se aperfeiçoar.

Nesta perspectiva o ser humano é visto como um eterno vir-a-ser. Assim, todo ser é dotado de potencial que, por sua vez, precisa ser descoberto, atenciosamente olhado e cuidadosamente desenvolvido.

 

O humanismo é um movimento que se inicia no século XV com a ideia renascentista de dignidade do homem, considerando-o como centro do Universo. A visão humanista não rompe a relação entre homem e natureza, mas considera o homem um ser natural diferente dos demais, afinal é racional e livre, sendo assim, agente ético, político, técnico e artístico (CHAUI, 2000). Neste momento histórico, começa uma mudança de perspectiva, onde o foco de estudo e preocupação deixa de ser os Deuses e a natureza e passa a ser o humano.

Tempos depois, por volta das décadas de 1950 e 1960, a psicologia se apropria da concepção humanista, utilizando seus conceitos e forma de compreensão do ser humano na atuação psicológica e no embasamento de diversas abordagens. Surge então essa terceira via em contrapartida com o Behaviorismo e a Psicanálise.

A Gestalt-terapia é uma das abordagens consideradas humanista, que por sua vez, faz uso dos princípios do humanismo no fundamento de seu conceito de pessoa. Assim o humanismo se apresenta como uma filosofia de base da Gestalt-terapia.

Uma das principais características do humanismo que embasam a Gestalt-terapia (GT) é a admiração e apreço pelo ser humano, uma visão positiva deste ser, como alguém que sempre busca progredir e se aperfeiçoar. Este princípio também fundamenta a visão de patologia dentro da GT, onde acreditamos na sabedoria organísmica e consideramos as “doenças” como ajustamentos criativos, ou seja, a melhor forma que o indivíduo encontrou de lidar com determinada situação, que passa a ser patológico quando provoca sofrimento. Esse sofrimento é gerado muitas vezes, devido ao ajustamento criativo tornar-se desatualizado ou cristalizado, ou seja, foi útil em algum momento passado, mas passa a não ser mais.

Segundo a teoria humanista o ser humano é o senhor de si mesmo, cada pessoa é única, singular e deve ser respeitada dentro desta visão.  Essa teoria reconhece a totalidade do ser humano, como um ser formado de alma e corpo, assim sendo uma totalidade harmoniosa pertencente ao universo (RIBEIRO,2011).

O humanismo considera o ser humano como destinado a viver no mundo e dominá-lo, entretanto a Gestalt-terapia não mantém a visão de que o ser humano deve dominar o mundo, pois considera o homem criatura do Universo,  compelindo a ele ser o seu guardião e defensor (RIBEIRO,2011).

Em Gestalt-terapia consideramos o ser humano como pessoa-universo, de forma que não é possível compreender o universo e o ser como algo separado, já que somos pessoas-no-universo. Pensar o ser humano fora deste universo, não é realmente possível, a não ser através de uma abstração teórica, mas nunca a partir de uma prática.

Ênio Brito Pinto (2009) apresenta que, a partir das raízes do humanismo, a Gestalt-terapia não nega o trágico da vida, mas privilegia o belo e positivo do ser humano, enfatizando seu potencial criativo e transformador, o considerando um ser de possibilidades. Desta forma, a visão humanista enfatiza a condição do homem, de ser inacabado e imperfeito, entretanto destacando sua capacidade de se aperfeiçoar.

Nesta perspectiva o ser humano é visto como um eterno vir-a-ser. Assim, todo ser é dotado de potencial que, por sua vez, precisa ser descoberto, atenciosamente olhado e cuidadosamente desenvolvido.

 

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