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COMO SE CONSIDERA UMA OBRIGACAO DE FAZER

Direito Civil II

ESTÁCIO


2 resposta(s)

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Raiana Avelino

Há mais de um mês

Obrigação de fazer fungível e infungível

A disciplina jurídica das obrigações de fazer varia de acordo com a sua fungibilidade.

Obrigação fungível é aquela que qualquer um pode cumprir. Pintar uma parede, dirigir um carro. O devedor não é necessariamente uma pessoa específica, podendo ser substituído.

Já a obrigação infungível só pode ser cumprida pelo devedor: ter a parede pintada por Tarsila do Amaral, ter o carro dirigido por alguém famoso que dirija carros.

Uma obrigação naturalmente fungível pode ser transformada em infungível pelas partes, por convenção. O pintor de paredes é o seu Antenor, que não é um pintor famoso, mas eu quero que seja ele o pintor da minha parede; assim, convencionamos que apenas ele pode executar a prestação. Nestes casos, as regras referentes às obrigações infungíveis se aplicam, sem distinção.

Vemos, portanto, que a obrigação de fazer infungível é mais específica. Nesse sentido, em caso de descumprimento (um não fazer), a questão é de buscar obter exatamente aquilo a que o credor tem direito por meio da execução específica, ou recorrer à indenização:

Art. 247. Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele só imposta, ou só por ele exeqüível.

Obrigação de fazer fungível e infungível

A disciplina jurídica das obrigações de fazer varia de acordo com a sua fungibilidade.

Obrigação fungível é aquela que qualquer um pode cumprir. Pintar uma parede, dirigir um carro. O devedor não é necessariamente uma pessoa específica, podendo ser substituído.

Já a obrigação infungível só pode ser cumprida pelo devedor: ter a parede pintada por Tarsila do Amaral, ter o carro dirigido por alguém famoso que dirija carros.

Uma obrigação naturalmente fungível pode ser transformada em infungível pelas partes, por convenção. O pintor de paredes é o seu Antenor, que não é um pintor famoso, mas eu quero que seja ele o pintor da minha parede; assim, convencionamos que apenas ele pode executar a prestação. Nestes casos, as regras referentes às obrigações infungíveis se aplicam, sem distinção.

Vemos, portanto, que a obrigação de fazer infungível é mais específica. Nesse sentido, em caso de descumprimento (um não fazer), a questão é de buscar obter exatamente aquilo a que o credor tem direito por meio da execução específica, ou recorrer à indenização:

Art. 247. Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele só imposta, ou só por ele exeqüível.
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Marcella Mello

Há mais de um mês

Trata-se da obrigação que abrange o serviço humano em geral, como a realização de obras ou a prestação de fatos que tenham utilidade para o credor. Consiste, portanto, em atos ou serviços a serem executados pelo devedor. Nas obrigações de fazer o serviço é medido pelo tempo, gênero ou qualidade, portanto, esses predicados são relevantes e decisivos. Há três espécies de obrigação de fazer: Obrigação de fazer infungível, personalíssima ou intuitu personae (quando for convencionado que o devedor cumpra pessoalmente a prestação); obrigação de fazer fungível ou impessoal (quando não há exigência expressa, nem se trata de ato ou serviço cuja execução dependa de qualidades pessoais do devedor ou dos usos e costumes locais, podendo ser realizado por terceiro); e obrigação de fazer consistente em emitir declaração de vontade (deriva de um contrato preliminar).

 

Fonte: https://www.direitonet.com.br/dicionario/exibir/1258/Obrigacao-de-fazer-Novo-CPC-Lei-no-13105-15

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes