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Sobre o sistema de escravidão e a presença dos negros africanos em nossas raízes, é correto afirmar:

Direitos Humanos

UNIFACVEST


5 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Há mais de um mês

Na visão eurocêntrica, diversas teorias supostamente “científicas” consideravam os negros e toda sua bagagem cultural: crenças, religião, linguagem como estranha e inferior.
Nos Escritos Bíblicos, doutrinas eclesiásticas e Literatura dos filósofos greco-romanos a escravidão parecia se justificar.
A tonalidade escura da pele e os traços físicos diferenciados passaram a classificá-los como algo entre humanos e animais.
Africanos, levados à força durante a colonização do continente americano foram a base da economia da metrópole, realizando trabalhos braçais extenuantes, sustentando o luxo da elite. Esse “comércio de gente” se estendia da Índia às Américas.
O tráfico negreiro foi um dos comércios mais rentáveis da Idade Média. A aquisição de escravos era símbolo de riqueza e poder. A venda de seres humanos era tolerada pela igreja católica e incentivada pelo governo de alguns países.
Os escravos que chegaram no Brasil eram pelo menos de dois grupos africanos de diferentes línguas e culturas: os Sudaneses e Bantos provenientes da África Ocidental, para trabalhar principalmente nos engenhos de açúcar. Considerados “propriedade privada” podiam ser vendidos, alugados, emprestados ao bel prazer do seu dono.
A presença negra na formação da sociedade brasileira trouxe grandes contribuições à cultura como um todo: nas artes, na música, na culinária, no campo léxico incorporando novas palavras ao vocabulário, e na literatura.

 

Na visão eurocêntrica, diversas teorias supostamente “científicas” consideravam os negros e toda sua bagagem cultural: crenças, religião, linguagem como estranha e inferior.
Nos Escritos Bíblicos, doutrinas eclesiásticas e Literatura dos filósofos greco-romanos a escravidão parecia se justificar.
A tonalidade escura da pele e os traços físicos diferenciados passaram a classificá-los como algo entre humanos e animais.
Africanos, levados à força durante a colonização do continente americano foram a base da economia da metrópole, realizando trabalhos braçais extenuantes, sustentando o luxo da elite. Esse “comércio de gente” se estendia da Índia às Américas.
O tráfico negreiro foi um dos comércios mais rentáveis da Idade Média. A aquisição de escravos era símbolo de riqueza e poder. A venda de seres humanos era tolerada pela igreja católica e incentivada pelo governo de alguns países.
Os escravos que chegaram no Brasil eram pelo menos de dois grupos africanos de diferentes línguas e culturas: os Sudaneses e Bantos provenientes da África Ocidental, para trabalhar principalmente nos engenhos de açúcar. Considerados “propriedade privada” podiam ser vendidos, alugados, emprestados ao bel prazer do seu dono.
A presença negra na formação da sociedade brasileira trouxe grandes contribuições à cultura como um todo: nas artes, na música, na culinária, no campo léxico incorporando novas palavras ao vocabulário, e na literatura.

 

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Alcione De Castro

Há mais de um mês

foram 12 milhoes de africanos que desembarcaram na america, sendo somente 40% no brasil

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Andressa Claro

Há mais de um mês

ESCRAVIDÃO, ESCRAVO NEGRO: a chamada "escravidão moderna, ou escravidão negra" começou com o tráfico africano no século XV, por iniciativa dos portugueses (em 1444, estes começam a adquirir escravos negros no Sudão), com a exploração da costa da África e a colonização das Américas. Os demais impérios coloniais rapidamente aderiram à prática da compra e venda de seres humanos, no célebre "comércio triangular" entre a África (captura de escravos) a América (venda e troca por matéria prima) e a Europa (para a venda das riquezas obtidas e a retomada do empreendimento, em futuras viagens).

A escravidão moderna, alicerce da colonização no Novo Mundo e do capitalismo mercantilista, foi um fenômeno absolutamente inédito no mundo conhecido por basear-se, com astúcia inovadora, na conjunção indispensável de três componentes: a - baseava-se no fator racial, mesmo antes que o termo "raça" adquirisse um estatuto supostamente científico, em inícios do século XIX (escravizavam-se os negros africanos e seus descendentes enquanto que, na Antigüidade, a escravidão em geral havia resultado de outros fatores, como o não cumprimento de dívidas ou o resultado de guerras); b - a escravidão era hereditária, seguindo a linha matrilinear; c - a escravidão se dava por toda a vida (mais uma vez diferentemente da escravidão antiga, freqüentemente temporária).

O apogeu do tráfico negreiro foi atingido no século XVIII, com a crescente demanda de produtos tropicais na Europa. Entre 1781 e 1790, importaram-se mais de 80.000 escravos por ano, estando envolvidos no tráfico ingleses, franceses, espanhóis, portugueses, holandeses e dinamarqueses. Foi também durante o século XVIII que surgiram coletivamente os primeiros abolicionistas, por motivos religiosos e humanitários (como entre os quakers), intelectuais (por influência do novo pensamento esclarecido do "Século das Luzes") e, sobretudo, porque a partir da Revolução Industrial e de suas fundamentais transformações na produção e no mercado de trabalho, a escravidão tornou-se obsoleta no mundo moderno ou que almejasse a modernização.

Em 1803, a Dinamarca aboliu o comércio de escravos, seguindo-se a Inglaterra em 1807, a França em 1817, a Holanda em 1818 a Espanha em 1820 e a Suécia em 1824. Nas colônias britânicas, a escravidão foi finalmente abolida em 1833, nas holandesas em 1863.

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SIMONE GUERRA

Há mais de um mês

Nos mais de trezentos anos de existência da escravidão africana na América, e nos anos em que existiu a escravidão indígena, as populações escravizadas resistiram de diferentes formas ao processo de escravidão. Resistir, entretanto, não significa aqui suportar, mas sim lutar contra a dominação imposta, buscar a liberdade.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas