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Teste de Orientação Vocacional/Profissional?

Alguém tem um teste de Orientação Vocacional / Profssional (seja muito, ou pouco elaborado/detalhado, não importa)?

 

Obrigada!


1 resposta(s)

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Antônia de Fátima

Há mais de um mês

Demorou pouco mais de um ano para Beatriz Passaro Chaguri, 20, ter certeza de que estava no lugar errado. Tudo no curso superior de direito a desagradava. "As matérias eram chatas, as pessoas não tinham nada a ver comigo. Eu achava que iria melhorar no segundo ano, mas nada mudou", ela conta. O fim da linha aconteceu durante a entrevista para um estágio, em abril. "Quando começaram a me explicar as funções que eu teria de exercer, entrei em pânico. Tranquei a faculdade e voltei correndo para o cursinho." 

Três meses depois, Beatriz prestou outro vestibular e matriculou-se num segundo curso -publicidade. Mas entre abandonar as aulas de direito e começar "vida nova", ela passou três semanas fazendo orientação vocacional para escolher, dessa vez com mais certeza e segurança, que profissão quer seguir. 

"A orientação para mim foi excelente, reveladora. Eu não tinha a menor idéia do que queria fazer, embora já gostasse de publicidade. O mais legal é que as sessões eram em grupo. Troquei idéias com muita gente que enfrenta o mesmo problema que eu", diz a estudante, que, incentivada pela clínica e pelos pais, fez um estágio de uma semana numa agência de publicidade, antes de se inscrever para o segundo vestibular. 

O processo de ajuda especializada para descobrir a carreira certa parece ter ganho uma cara nova, aposentando a bateria de questionários destinados a encontrar uma resposta. Jogos, dinâmicas de grupo, discussões e até entrevistas junto com os pais são atividades combinadas que substituíram o modelo tradicional.

O Serviço de Orientação Profissional do Instituto de Psicologia da USP, por exemplo, atendeu no ano passado 600 pessoas. Este ano, serão 900. O público-alvo são alunos do terceiro ano do ensino médio, universitários em fase de segunda opção e até uma pequena parcela de profissionais indecisos/insatisfeitos com a profissão que exercem. O atendimento é gratuito, mas é necessário fazer inscrição.

É preciso, porém, encarar com uma boa dose de cuidado as clínicas e consultorias que prometem uma "fórmula mágica". O primeiro passo é evitar fazer testes vocacionais avulsos, ou seja, que não incluem um trabalho mais complexo e detalhado de orientação. "Sozinho, o teste não serve para avaliar nada. Não é o instrumento mais adequado porque é limitado, baseia-se em correspondências inexistentes entre o perfil do aluno e o da profissão", afirma Fabiano Fonseca de Silva, psicólogo do Serviço de Orientação Profissional da USP. 

Fonseca explica que os profissionais da universidade nem trabalham com testes, e que o processo inteiro, que pode ser individual ou em grupo, dura de 15 a 20 horas, em média, mas pode ser ainda maior. No Nace (Núcleo de Atendimento em Consultoria Educacional), clínica coordenada pelo pedagogo Silvio Bock, são 30 horas para atendimento em grupo. O Nace também aboliu os testes para investir em atividades mais dinâmicas. "Uma resposta 'mágica' exclui do sujeito a capacidade de escolher, que sempre será fundamental", explica Fabiano Fonseca. 

Na orientação vocacional há mais de 50 anos, a Colméia (Instituição a Serviço da Juventude) também deixou para trás a abordagem tradicional e adotou um sistema voltado para o auto-conhecimento. O objetivo, segundo Nina Knaus, psicóloga do instituto, é que o jovem aprenda a escolher por si mesmo, depois de um profundo processo de reflexão.

"Eles precisam parar, pensar e tomar a sua própria decisão, e não ficar esperando que um simples teste ou um profissional lhes dêem a resposta para todas as dúvidas", diz. Para ela, métodos que levam em conta apenas os testes, oferecidos por muitos colégios no ensino médio, são "extremamente arcaicos". "Pouca gente ainda pensa a orientação vocacional de maneira tão simplificada."

Indecisa entre sete carreiras -turismo, psicologia, engenharia genética, educação física, teatro, farmácia e nutrição-, Maria Isabel da Silva Ribeiro, 17, que cursa o segundo ano, fez no início do mês um teste vocacional com cerca de cem questões. 

"Eu já fazia terapia nessa clínica havia três anos, então resolvi finalizar o acompanhamento com esse teste", conta. O resultado não foi muito satisfatório. "Apareceram como recomendadas algumas carreiras que eu detestaria fazer, como moda, direito, engenharia florestal. Mas pensando bem, pelo menos eu já sei o que eu não faria de jeito algum, né."

 

FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO.

Demorou pouco mais de um ano para Beatriz Passaro Chaguri, 20, ter certeza de que estava no lugar errado. Tudo no curso superior de direito a desagradava. "As matérias eram chatas, as pessoas não tinham nada a ver comigo. Eu achava que iria melhorar no segundo ano, mas nada mudou", ela conta. O fim da linha aconteceu durante a entrevista para um estágio, em abril. "Quando começaram a me explicar as funções que eu teria de exercer, entrei em pânico. Tranquei a faculdade e voltei correndo para o cursinho." 

Três meses depois, Beatriz prestou outro vestibular e matriculou-se num segundo curso -publicidade. Mas entre abandonar as aulas de direito e começar "vida nova", ela passou três semanas fazendo orientação vocacional para escolher, dessa vez com mais certeza e segurança, que profissão quer seguir. 

"A orientação para mim foi excelente, reveladora. Eu não tinha a menor idéia do que queria fazer, embora já gostasse de publicidade. O mais legal é que as sessões eram em grupo. Troquei idéias com muita gente que enfrenta o mesmo problema que eu", diz a estudante, que, incentivada pela clínica e pelos pais, fez um estágio de uma semana numa agência de publicidade, antes de se inscrever para o segundo vestibular. 

O processo de ajuda especializada para descobrir a carreira certa parece ter ganho uma cara nova, aposentando a bateria de questionários destinados a encontrar uma resposta. Jogos, dinâmicas de grupo, discussões e até entrevistas junto com os pais são atividades combinadas que substituíram o modelo tradicional.

O Serviço de Orientação Profissional do Instituto de Psicologia da USP, por exemplo, atendeu no ano passado 600 pessoas. Este ano, serão 900. O público-alvo são alunos do terceiro ano do ensino médio, universitários em fase de segunda opção e até uma pequena parcela de profissionais indecisos/insatisfeitos com a profissão que exercem. O atendimento é gratuito, mas é necessário fazer inscrição.

É preciso, porém, encarar com uma boa dose de cuidado as clínicas e consultorias que prometem uma "fórmula mágica". O primeiro passo é evitar fazer testes vocacionais avulsos, ou seja, que não incluem um trabalho mais complexo e detalhado de orientação. "Sozinho, o teste não serve para avaliar nada. Não é o instrumento mais adequado porque é limitado, baseia-se em correspondências inexistentes entre o perfil do aluno e o da profissão", afirma Fabiano Fonseca de Silva, psicólogo do Serviço de Orientação Profissional da USP. 

Fonseca explica que os profissionais da universidade nem trabalham com testes, e que o processo inteiro, que pode ser individual ou em grupo, dura de 15 a 20 horas, em média, mas pode ser ainda maior. No Nace (Núcleo de Atendimento em Consultoria Educacional), clínica coordenada pelo pedagogo Silvio Bock, são 30 horas para atendimento em grupo. O Nace também aboliu os testes para investir em atividades mais dinâmicas. "Uma resposta 'mágica' exclui do sujeito a capacidade de escolher, que sempre será fundamental", explica Fabiano Fonseca. 

Na orientação vocacional há mais de 50 anos, a Colméia (Instituição a Serviço da Juventude) também deixou para trás a abordagem tradicional e adotou um sistema voltado para o auto-conhecimento. O objetivo, segundo Nina Knaus, psicóloga do instituto, é que o jovem aprenda a escolher por si mesmo, depois de um profundo processo de reflexão.

"Eles precisam parar, pensar e tomar a sua própria decisão, e não ficar esperando que um simples teste ou um profissional lhes dêem a resposta para todas as dúvidas", diz. Para ela, métodos que levam em conta apenas os testes, oferecidos por muitos colégios no ensino médio, são "extremamente arcaicos". "Pouca gente ainda pensa a orientação vocacional de maneira tão simplificada."

Indecisa entre sete carreiras -turismo, psicologia, engenharia genética, educação física, teatro, farmácia e nutrição-, Maria Isabel da Silva Ribeiro, 17, que cursa o segundo ano, fez no início do mês um teste vocacional com cerca de cem questões. 

"Eu já fazia terapia nessa clínica havia três anos, então resolvi finalizar o acompanhamento com esse teste", conta. O resultado não foi muito satisfatório. "Apareceram como recomendadas algumas carreiras que eu detestaria fazer, como moda, direito, engenharia florestal. Mas pensando bem, pelo menos eu já sei o que eu não faria de jeito algum, né."

 

FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO.

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