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Pelo Novo Código de Processo Civil de 2015, o que diferencia a execução definitiva da provisória?

Processo Civil - Processo de Execução


2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Júnior Oliveira Verified user icon

Há mais de um mês

A execução provisória no processo civil se refere ao cumprimento provisório de sentença.

Com a formação de título executivo judicial é possível que haja 3 desdobramentos, a saber:

a) Recurso não é interposto ou não cabe mais recurso contra a decisão – Com o trânsito em julgado, a execução passa a ser definitiva.

b) Recurso com efeito suspensivo – Não há geração de efeitos. Não cabe, portanto, cumprimento provisório de sentença.

c) Recurso sem efeito suspensivo - Cabe a execução provisória. Enquanto o recurso estiver pendente de julgamento, não é possível ter certeza quanto à manutenção do título executivo judicial. Assim, portanto, o cumprimento de sentença será provisório.

O artigo 587 do CPC/73 autorizava a execução de título executivo extrajudicial provisoriamente. No NCPC, ao contrário, não há execução provisória de título executivo extrajudicial.

Quanto à prestação de caução no momento de propositura da execução provisória da sentença, esta será desnecessária, isto é, a parte poderá dar início da mesma maneira que daria ao cumprimento definitivo. A dispensa da caução, no entanto, não torna essa execução definitiva.

O Art. 521 do NCPC lista tais hipóteses. A exigência da caução será mantida quando a dispensa puder gerar manifesto risco de grave dano, de difícil e certa reparação.

Quanto à cobrança de multa, pelo entendimento atual e pacífico do STJ, não é aceitável em sede de execução provisória. Entretanto, através das disposições dos artigos 520, §§ 2º e 3º, a multa será cabível no cumprimento provisório de sentença.

Já no cumprimento de sentença definitivo só o pagamento do débito afasta a multa. Na execução provisória, deve haver depósito para garantia do juízo e afastamento da incidência da multa.

Por fim, na execução de fazer, não fazer ou entregar coisa contra a Fazenda Pública é permitida execução provisória.

Na obrigação de pagar quantia certa, entretanto, o § 1º do art. 100 da CF dispõe ser necessário o trânsito em julgado da decisão para satisfação do débito, através de precatório ou requisição de pequeno valor. Desta forma, conclui-se que na execução de pagar quantia não é permitida a execução provisória. Pois, em havendo trânsito em julgado, o título judicial ensejará execução definitiva.

A execução provisória no processo civil se refere ao cumprimento provisório de sentença.

Com a formação de título executivo judicial é possível que haja 3 desdobramentos, a saber:

a) Recurso não é interposto ou não cabe mais recurso contra a decisão – Com o trânsito em julgado, a execução passa a ser definitiva.

b) Recurso com efeito suspensivo – Não há geração de efeitos. Não cabe, portanto, cumprimento provisório de sentença.

c) Recurso sem efeito suspensivo - Cabe a execução provisória. Enquanto o recurso estiver pendente de julgamento, não é possível ter certeza quanto à manutenção do título executivo judicial. Assim, portanto, o cumprimento de sentença será provisório.

O artigo 587 do CPC/73 autorizava a execução de título executivo extrajudicial provisoriamente. No NCPC, ao contrário, não há execução provisória de título executivo extrajudicial.

Quanto à prestação de caução no momento de propositura da execução provisória da sentença, esta será desnecessária, isto é, a parte poderá dar início da mesma maneira que daria ao cumprimento definitivo. A dispensa da caução, no entanto, não torna essa execução definitiva.

O Art. 521 do NCPC lista tais hipóteses. A exigência da caução será mantida quando a dispensa puder gerar manifesto risco de grave dano, de difícil e certa reparação.

Quanto à cobrança de multa, pelo entendimento atual e pacífico do STJ, não é aceitável em sede de execução provisória. Entretanto, através das disposições dos artigos 520, §§ 2º e 3º, a multa será cabível no cumprimento provisório de sentença.

Já no cumprimento de sentença definitivo só o pagamento do débito afasta a multa. Na execução provisória, deve haver depósito para garantia do juízo e afastamento da incidência da multa.

Por fim, na execução de fazer, não fazer ou entregar coisa contra a Fazenda Pública é permitida execução provisória.

Na obrigação de pagar quantia certa, entretanto, o § 1º do art. 100 da CF dispõe ser necessário o trânsito em julgado da decisão para satisfação do débito, através de precatório ou requisição de pequeno valor. Desta forma, conclui-se que na execução de pagar quantia não é permitida a execução provisória. Pois, em havendo trânsito em julgado, o título judicial ensejará execução definitiva.

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Elisson Peres

Há mais de um mês

Se a antecipação da tutela, que é de forma provisória, não for atacada em contestação, ela se torna efetiva, podeser ser já executada antes de sentenciado o processo.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas