Eu tenho dois problemas com a OTAN. Número 1, ela é obsoleta. Quando a OTAN foi criada várias décadas atrás, nós éramos um país diferente. Havia uma

Eu tenho dois problemas com a OTAN. Número 1, ela é obsoleta. Quando a OTAN foi criada várias décadas atrás, nós éramos um país diferente. Havia uma ameaça diferente. A União Soviética era (…) certamente muito mais poderosa do que a Rússia atualmente. (…) E eu acho que a OTAN é obsoleta porque nesse exato momento não temos alguém cuidando do terrorismo, e nós deveríamos estar preocupados com o terrorismo. (…) A OTAN é economicamente injusta para nós, os Estados Unidos. Porque ela de fato os beneficia [os demais países-membros] mais do que aos Estados Unidos, e nós pagamos uma parte desproporcional [dos custos]. (…) Então a OTAN é algo que naquela época [da Guerra Fria] era excelente. Hoje, ela precisa ser mudada. Ela tem que ser mudada para incluir o terrorismo. Ela tem que ser alterada do ponto de vista [da divisão] dos custos porque os Estados Unidos carregam de longe a maior parte dos custos da OTAN. (TRUMP, 2016, s.p.) A declaração do presidente norte-americano Donald Trump não é original, como se poderia imaginar. As críticas norte-americanas à funcionalidade e relevância da OTAN remontam ao governo do presidente Clinton. Além disso, dúvidas sobre o futuro da OTAN não se limitavam aos Estados Unidos. Do outro lado do Atlântico Norte, igualmente, os países europeus nutriam sérias dúvidas sobre o futuro da Organização após a Guerra Fria. Em que se fundamentavam as dúvidas desses países europeus? Assinale a alternativa CORRETA: 1. Londres acreditava que a OTAN fortalecia militarmente países de menor expressão econômica como Grécia e Portugal, ao passo que Paris temia que a expansão bélica significaria um perigo para a paz mundial. 2. Londres acreditava que a OTAN fortalecia o poder de barganha das nações que mantinham um relacionamento diplomático mais estreito com os EUA, ao passo que Paris temia chantagens feitas pelos norte-americanos. 3. Londres temia que uma expansão diluísse a aliança, ao passo que Paris acreditava que a incorporação das ex-repúblicas soviéticas ampliaria excessivamente a influência dos EUA sobre a Europa. 4. Londres torcia pelo fim de todo e qualquer laço militar com os EUA e os seus pares da EU temendo um endividamento coletivo, ao passo que Paris acreditava que a OTAN limitava os investimentos internos em armamentos. 5. Londres temia que uma expansão afastaria os países periféricos da américa-latina, África e Ásia, ao passo que Paris acreditava que a OTAN poderia significar a falência militar das nações europeias.

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