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Como e quando surgiu a perícia trabalhista ?


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Stela

Há mais de um mês

Procedimentos para ser um perito trabalhista

RESUMO

A perícia contábil trabalhista é o ramo da contabilidade que trata da revisão de trabalhos já executados por outras pessoas na área contábil. Contudo, para a realização da perícia, é necessário que o profissional esteja sempre atualizado sobre as normas brasileiras de contabilidade, as técnicas contábeis aplicadas à perícia, a legislação pertinente a cada caso, e as normas jurídicas, com a finalidade de servir de prova consistente para o poder judiciário. O objetivo do presente trabalho é demonstrar como se desenvolve o trabalho do perito junto à justiça trabalhista. Como resultado, pode-se afirmar que a principal característica para se realizar perícias na área trabalhista durante longo tempo é o estudo e atualização permanente. Somente quem conseguir manter-se sempre atualizado, conseguirá atender bem aos objetivos da justiça trabalhista.

1. INTRODUÇÃO

O Vocábulo perícia surgiu do Latin: Peritia, que em seu sentido essencial quer dizer: “Conhecimento (adquirido pela experiência), bem como Experiência” (Sá, 2004, p.14). No dicionário Aurélio Buarque de Hollanda (1999:1545), encontra-se: “qualidade de perito; habilidade; destreza; vistoria ou exame de caráter técnico e especializado; conhecimento; ciência”.

No Brasil, no ano de 1939, foram estabelecidas, no CPC as primeiras regras sobre perícia. Mas, foi somente com o decreto-lei 9.245 de 1946, que foram definidas as atribuições dos profissionais da contabilidade e a competência para a realização de perícias. As regras sobre perícia ainda continuaram vagas até a promulgação do Código de Processo Civil de 1973, quando a legislação tornou-se mais clara, ampla e aplicável.

A perícia contábil constitui o conjunto de procedimentos técnicos e científicos destinados a levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar à justa solução do litígio, mediante laudo pericial contábil, e ou parecer pericial contábil, em conformidade com as normas jurídicas e profissionais, e a legislação específica no que for pertinente.

Segundo Lopes Sá (2004, p.14) a perícia contábil é a verificação de fatos ligados ao patrimônio individualizado visando oferecer opinião, mediante questão proposta. Para tal opinião realizam-se exames, vistorias, indagações, investigações, avaliações, arbitramentos, em suma todo e qualquer procedimento necessário à opinião.

A perícia judicial ocorre quando o juiz necessita de conhecimento técnico ou especializado de um profissional, para poder tomar certas decisões nos julgamentos. Tanto o juiz como qualquer uma das partes poderá solicitar a perícia. Assim, que o juiz compreende que haverá necessidade da prova pericial, ele nomeia o perito, que por sua vez, terá prazo de 5 (cinco) dias para fixar o valor dos seus honorários, os quais deverão ser pagos por quem solicitou a perícia ou quem o juiz determinar.

É nesse momento que surge o perito, auxiliando o juiz com seus conhecimentos técnicos ou especializados, esclarecendo o litígio de acordo com as imposições determinadas pelo juiz, visando a apresentação de um parecer técnico, ou excepcionalmente, uma apresentação verbal.

tGeralmente as perícias contábeis trabalhistas recaem a favor do trabalhador, a parte mais frágil na relação trabalhista, mas que tem seus direitos garantidos pela Constituição Federal do Brasil e pela CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas. Os direitos fundamentais são: a regulação dos períodos de trabalho e de descanso, inclusive das férias anuais; a garantia de remuneração mínima; a proibição de condições de trabalho insalubres, perigosas ou degradantes; a proteção contra acidentes, doenças, invalidez e idade; e a proteção contra demissão imotivada. Eles são irrenunciáveis, pois se a grande maioria exigir seus direitos, o preço do trabalho que prevalecerá no mercado incorporará o custo das prerrogativas legais e ninguém será forçado a trabalhar por menos.

tO Objetivo deste trabalho é contribuir para uma visão do desenvolvimento na perícia contábil trabalhista, mostrando um procedimento prático.

2. A PROVA PERÍCIAL

tA perícia é um meio de prova, portanto esta tem que ser verdadeira, pois é através dela que se tomará certa a decisão, quando o contrário poderá prejudicar uma das partes, sento o perito o responsável pelos erros tomados pelos julgadores, que tiveram como base a prova pericial, para a tomada de decisões.

tA prova é um instrumento colocado à disposição dos litigantes para demonstrar a existência dos fatos alegados, tendo como finalidade a formação da convicção em torno dos mesmos fatos. A prova destina-se ao juiz, pois é ele quem precisa formar o convencimento sobre da verdade dos fatos a fim de dar solução ao litígio existente entre as partes, podendo, para tanto, o perito utilizar-se de todos os meios legais em busca dessa verdade. O código de processo civil em seu artigo 429 diz que:

Para o desempenho de sua função, pode o perito e os assistentes técnicos utilizar-se de todos os meios necessários, ouvindo testemunhas, obtendo informações, solicitando documentos que estejam em poder de parte ou em repartições públicas, bem como instruir o laudo com plantas, desenhos, fotografias e outras quaisquer peças.

tO art. 332 do CPC explica para que servem esses meios legais:

Todos os meios legais bem como os moralmente legítimos, ainda que não especificados neste Código, são hábeis para provar a verdade dos fatos, em que se funda a ação ou defesa.

tOs meios de prova encontrados no CPC são:

a)tdepoimento pessoal, tratado nos artigos 342 a 347;

b)tconfissão, tratada nos artigos 348 a 354;

c)texibição de documento ou coisa, tratada nos artigos 355 e 363;

d)tprova documental, tratada nos artigos 363 a 391;

e)tprova testemunhal, tratada nos artigos 400 a 419;

f)tprova pericial, tratada nos artigos 420 a 439; e

g)tinspeção judicial, tratada nos artigos 440 a 443.

tSegundo o art. 420 do CPC, a prova pericial consiste em: exame; vistoria; e avaliação.

tO exame é a inspeção judicial feita por perito que tem por objeto pessoas, animais ou coisa móveis de qualquer espécie.

tVistoria é a inspeção judicial feita por perito que tem por objeto bem imóvel para constatar sua localização, estado ou outra circunstância qualquer.

tAvaliação ou Arbitramento é a apuração do valor em dinheiro, de coisas, direitos ou obrigações em litígio.

tA função primordial da prova é a de transformar os fatos relativos à lide, de natureza técnica ou científica, em verdade formal ou certeza jurídica.

tA prova pericial tem por função afiançar que os fatos técnico-científicos e os fatos contábeis venham a se constituir na certeza jurídica, excluindo a decisão do magistrado de suas convicções pessoais ou suposições: sua convicção é adquirida com base nas provas produzidas nos autos.

tAo perito contábil é vedado externar sua opinião pessoal sobre o que se debate nos autos do processo judicial, deve se restringir ao relato dos fatos contábeis, objeto da lide tal qual os tenha analisado, em conformidade aos princípios fundamentalmente aceitos da contabilidade e sua boa técnica.

tQuanto ao ônus da prova, este é dever de quem alega ou nega determinado fato no interesse de fortalecer e validar tais alegações. Quem oferecer as provas mais convincentes, certamente obterá sucesso.

tNinguém está obrigado a produzir provas, portanto, não fazendo arcará com as conseqüências.

tNa produção da prova pericial, é necessário o expert debruçar-se sobre a matéria objeto da causa, ater-se aos dispositivos legais, estudá-la e planejar os caminhos técnicos aceitáveis para o descobrimento da verdade.

3. O PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO

tNo campo de atuação, para a solução de problemas é preciso um processo de raciocínio mais complexo e não uma atividade rotineira.t

Segundo Glass e Holyack (1986), para solucionarmos problemas de uma forma adequada teríamos de atender aos seguintes componentes básicos:

•tum objetivo claro ou a formulação de etapas que iremos cumprir para a solução do problema;

•trecursos materiais e humanos que serão necessários para a solução;

•to estabelecimento de uma série de operações e ações que devem ser tomadas de forma metodológica;

•tuma série de regras que não podem ser violadas durante a solução do problema.

t

A forma pela qual será conduzida a investigação estará relacionada com a capacidade das pessoas envolvidas solucionarem problemas. Caso as pessoas envolvidas não possuam habilidades necessárias para solucionarem os problemas, não serão capazes de resolverem o caso.tConforme Cavalcanti et al (2001), o processo de implementação de inteligência competitiva é composto de cinco fases:

1ª- planejar e identificar as necessidades de informações;

2ª- coletar e tratar a informação;

3ª- analisar e validar a informação;

4ª- disseminar e utilizar estrategicamente a informação e;

5ª- avaliar.

Procedimentos para ser um perito trabalhista

RESUMO

A perícia contábil trabalhista é o ramo da contabilidade que trata da revisão de trabalhos já executados por outras pessoas na área contábil. Contudo, para a realização da perícia, é necessário que o profissional esteja sempre atualizado sobre as normas brasileiras de contabilidade, as técnicas contábeis aplicadas à perícia, a legislação pertinente a cada caso, e as normas jurídicas, com a finalidade de servir de prova consistente para o poder judiciário. O objetivo do presente trabalho é demonstrar como se desenvolve o trabalho do perito junto à justiça trabalhista. Como resultado, pode-se afirmar que a principal característica para se realizar perícias na área trabalhista durante longo tempo é o estudo e atualização permanente. Somente quem conseguir manter-se sempre atualizado, conseguirá atender bem aos objetivos da justiça trabalhista.

1. INTRODUÇÃO

O Vocábulo perícia surgiu do Latin: Peritia, que em seu sentido essencial quer dizer: “Conhecimento (adquirido pela experiência), bem como Experiência” (Sá, 2004, p.14). No dicionário Aurélio Buarque de Hollanda (1999:1545), encontra-se: “qualidade de perito; habilidade; destreza; vistoria ou exame de caráter técnico e especializado; conhecimento; ciência”.

No Brasil, no ano de 1939, foram estabelecidas, no CPC as primeiras regras sobre perícia. Mas, foi somente com o decreto-lei 9.245 de 1946, que foram definidas as atribuições dos profissionais da contabilidade e a competência para a realização de perícias. As regras sobre perícia ainda continuaram vagas até a promulgação do Código de Processo Civil de 1973, quando a legislação tornou-se mais clara, ampla e aplicável.

A perícia contábil constitui o conjunto de procedimentos técnicos e científicos destinados a levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar à justa solução do litígio, mediante laudo pericial contábil, e ou parecer pericial contábil, em conformidade com as normas jurídicas e profissionais, e a legislação específica no que for pertinente.

Segundo Lopes Sá (2004, p.14) a perícia contábil é a verificação de fatos ligados ao patrimônio individualizado visando oferecer opinião, mediante questão proposta. Para tal opinião realizam-se exames, vistorias, indagações, investigações, avaliações, arbitramentos, em suma todo e qualquer procedimento necessário à opinião.

A perícia judicial ocorre quando o juiz necessita de conhecimento técnico ou especializado de um profissional, para poder tomar certas decisões nos julgamentos. Tanto o juiz como qualquer uma das partes poderá solicitar a perícia. Assim, que o juiz compreende que haverá necessidade da prova pericial, ele nomeia o perito, que por sua vez, terá prazo de 5 (cinco) dias para fixar o valor dos seus honorários, os quais deverão ser pagos por quem solicitou a perícia ou quem o juiz determinar.

É nesse momento que surge o perito, auxiliando o juiz com seus conhecimentos técnicos ou especializados, esclarecendo o litígio de acordo com as imposições determinadas pelo juiz, visando a apresentação de um parecer técnico, ou excepcionalmente, uma apresentação verbal.

tGeralmente as perícias contábeis trabalhistas recaem a favor do trabalhador, a parte mais frágil na relação trabalhista, mas que tem seus direitos garantidos pela Constituição Federal do Brasil e pela CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas. Os direitos fundamentais são: a regulação dos períodos de trabalho e de descanso, inclusive das férias anuais; a garantia de remuneração mínima; a proibição de condições de trabalho insalubres, perigosas ou degradantes; a proteção contra acidentes, doenças, invalidez e idade; e a proteção contra demissão imotivada. Eles são irrenunciáveis, pois se a grande maioria exigir seus direitos, o preço do trabalho que prevalecerá no mercado incorporará o custo das prerrogativas legais e ninguém será forçado a trabalhar por menos.

tO Objetivo deste trabalho é contribuir para uma visão do desenvolvimento na perícia contábil trabalhista, mostrando um procedimento prático.

2. A PROVA PERÍCIAL

tA perícia é um meio de prova, portanto esta tem que ser verdadeira, pois é através dela que se tomará certa a decisão, quando o contrário poderá prejudicar uma das partes, sento o perito o responsável pelos erros tomados pelos julgadores, que tiveram como base a prova pericial, para a tomada de decisões.

tA prova é um instrumento colocado à disposição dos litigantes para demonstrar a existência dos fatos alegados, tendo como finalidade a formação da convicção em torno dos mesmos fatos. A prova destina-se ao juiz, pois é ele quem precisa formar o convencimento sobre da verdade dos fatos a fim de dar solução ao litígio existente entre as partes, podendo, para tanto, o perito utilizar-se de todos os meios legais em busca dessa verdade. O código de processo civil em seu artigo 429 diz que:

Para o desempenho de sua função, pode o perito e os assistentes técnicos utilizar-se de todos os meios necessários, ouvindo testemunhas, obtendo informações, solicitando documentos que estejam em poder de parte ou em repartições públicas, bem como instruir o laudo com plantas, desenhos, fotografias e outras quaisquer peças.

tO art. 332 do CPC explica para que servem esses meios legais:

Todos os meios legais bem como os moralmente legítimos, ainda que não especificados neste Código, são hábeis para provar a verdade dos fatos, em que se funda a ação ou defesa.

tOs meios de prova encontrados no CPC são:

a)tdepoimento pessoal, tratado nos artigos 342 a 347;

b)tconfissão, tratada nos artigos 348 a 354;

c)texibição de documento ou coisa, tratada nos artigos 355 e 363;

d)tprova documental, tratada nos artigos 363 a 391;

e)tprova testemunhal, tratada nos artigos 400 a 419;

f)tprova pericial, tratada nos artigos 420 a 439; e

g)tinspeção judicial, tratada nos artigos 440 a 443.

tSegundo o art. 420 do CPC, a prova pericial consiste em: exame; vistoria; e avaliação.

tO exame é a inspeção judicial feita por perito que tem por objeto pessoas, animais ou coisa móveis de qualquer espécie.

tVistoria é a inspeção judicial feita por perito que tem por objeto bem imóvel para constatar sua localização, estado ou outra circunstância qualquer.

tAvaliação ou Arbitramento é a apuração do valor em dinheiro, de coisas, direitos ou obrigações em litígio.

tA função primordial da prova é a de transformar os fatos relativos à lide, de natureza técnica ou científica, em verdade formal ou certeza jurídica.

tA prova pericial tem por função afiançar que os fatos técnico-científicos e os fatos contábeis venham a se constituir na certeza jurídica, excluindo a decisão do magistrado de suas convicções pessoais ou suposições: sua convicção é adquirida com base nas provas produzidas nos autos.

tAo perito contábil é vedado externar sua opinião pessoal sobre o que se debate nos autos do processo judicial, deve se restringir ao relato dos fatos contábeis, objeto da lide tal qual os tenha analisado, em conformidade aos princípios fundamentalmente aceitos da contabilidade e sua boa técnica.

tQuanto ao ônus da prova, este é dever de quem alega ou nega determinado fato no interesse de fortalecer e validar tais alegações. Quem oferecer as provas mais convincentes, certamente obterá sucesso.

tNinguém está obrigado a produzir provas, portanto, não fazendo arcará com as conseqüências.

tNa produção da prova pericial, é necessário o expert debruçar-se sobre a matéria objeto da causa, ater-se aos dispositivos legais, estudá-la e planejar os caminhos técnicos aceitáveis para o descobrimento da verdade.

3. O PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO

tNo campo de atuação, para a solução de problemas é preciso um processo de raciocínio mais complexo e não uma atividade rotineira.t

Segundo Glass e Holyack (1986), para solucionarmos problemas de uma forma adequada teríamos de atender aos seguintes componentes básicos:

•tum objetivo claro ou a formulação de etapas que iremos cumprir para a solução do problema;

•trecursos materiais e humanos que serão necessários para a solução;

•to estabelecimento de uma série de operações e ações que devem ser tomadas de forma metodológica;

•tuma série de regras que não podem ser violadas durante a solução do problema.

t

A forma pela qual será conduzida a investigação estará relacionada com a capacidade das pessoas envolvidas solucionarem problemas. Caso as pessoas envolvidas não possuam habilidades necessárias para solucionarem os problemas, não serão capazes de resolverem o caso.tConforme Cavalcanti et al (2001), o processo de implementação de inteligência competitiva é composto de cinco fases:

1ª- planejar e identificar as necessidades de informações;

2ª- coletar e tratar a informação;

3ª- analisar e validar a informação;

4ª- disseminar e utilizar estrategicamente a informação e;

5ª- avaliar.

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