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Sobre o art.5°, LII C.F Por que o Brasil não concede extradição por crime político ou de opinião?

Direito Constitucional IHumanas / Sociais

3 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Carlos Eduardo Ferreira de Souza Verified user icon

Há mais de um mês

Foi uma escolha política do Poder Constituinte Originário, expresso pela Assembleia Nacional Constituinte.

Como visto largamente em nossa Constituição, a dignidade da pessoa humana, mais especificamente traduzida na liberdade de opinião, manifestação, expressão, pensamento, etc. norteia todo ordenamento jurídico, razão pela qual não é concebível que o Brasil extradite um ser humano que aqui se encontre por ser vítima de perseguição injusta em razão de opiniões ou convicção política.

Assim, o Brasil somente determinará a extradição quando houver o respeito aos direitos e para aplicação da legislação penal do país de forma humana e respeitando garantias do extraditando.

Foi uma escolha política do Poder Constituinte Originário, expresso pela Assembleia Nacional Constituinte.

Como visto largamente em nossa Constituição, a dignidade da pessoa humana, mais especificamente traduzida na liberdade de opinião, manifestação, expressão, pensamento, etc. norteia todo ordenamento jurídico, razão pela qual não é concebível que o Brasil extradite um ser humano que aqui se encontre por ser vítima de perseguição injusta em razão de opiniões ou convicção política.

Assim, o Brasil somente determinará a extradição quando houver o respeito aos direitos e para aplicação da legislação penal do país de forma humana e respeitando garantias do extraditando.

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Flavio

Há mais de um mês

A resposta da sua pergunta está na história do Brasil. Porque acredito eu quando foi escrito a CF de 1988 o Brasil tinha acabado de sair de um regime militar onde vários politicos, jornalista, artista, pessoas em geral que era contra o governo sofreram com a opressão. Tanto que muitos foram extraditado do país. 

Na verdade se você pegar para ler a Constituição de forma geral você irá perceber que muitos Arts estão lá para evitar que o erro do passado se repita.

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Camila

Há mais de um mês

Como funcionam as leis de extradição?

Beatriz Nogueira Cada governo pode aplicar suas próprias leis a quem comete um crime em seu território, mesmo que a pessoa seja estrangeira. A isso dá-se o nome de soberania nacional, um conceito que data de 1648, quando Holanda e França assinaram o tratado de Westfalia. “Esse tratado marca o início do que hoje chamamos […]

Por Da Redação

31 out 2016, 18h50 - Publicado em 31 out 2004, 22h00

Beatriz Nogueira

Cada governo pode aplicar suas próprias leis a quem comete um crime em seu território, mesmo que a pessoa seja estrangeira. A isso dá-se o nome de soberania nacional, um conceito que data de 1648, quando Holanda e França assinaram o tratado de Westfalia. “Esse tratado marca o início do que hoje chamamos de diplomacia”, explica Maria Ester Bueno, professora de direito internacional da PUC-SP.

É por isso que, se você entrar na Indonésia com cocaína, é provável que seja condenado a encerrar sua vida com um tiro na cabeça autorizado pelo governo local. E, por mais esforço que façam, advogados e diplomatas brasileiros não vão poder remediar a decisão. A prova mais recente disso é a decisão da corte indonésia de executar o brasileiro Marcos Archer. Em 2003, ele foi preso com 13 quilos de cocaína na bagagem. Ainda há prazos para recursos e a embaixada pode interceder, pedindo que ele cumpra pena no Brasil, mas a decisão final fica a cargo do governo do país asiático.

Se o episódio com Archer tivesse acontecido no México, é bem provável que ele fosse mandado de volta. Isso porque México e Brasil assinaram um tratado de extradição em 1933, comprometendo-se a cooperar um com o outro.

Quando não há acordo estabelecido previamente, a decisão de extraditar o preso depende das relações diplomáticas entre os países envolvidos. Os pedidos são julgados com base na reciprocidade de tratamento. Ou seja, um país só acata pedidos de extradição de países que agiriam da mesma forma em uma situação parecida. Mas nem sempre é assim que funciona. “Na prática, a decisão final vai depender da força econômica e da influência de um país sobre outro”, diz Maria Ester.

O Brasil segue a lei 6 815, conhecida como Estatuto do Estrangeiro, e os pedidos de extradição são avaliados pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ). O envio do preso ao país requerente depende de vários fatores, mas o STJ não acata pedidos quando: o crime em questão não é considerado delito no Brasil; a lei brasileira impõe punição igual ou inferior a um ano de prisão; o pedido se refere a um crime pelo qual o acusado já tenha cumprido pena no Brasil, e quando se trata de crimes políticos. E sob hipótese nenhuma o Brasil extradita um brasileiro.

Contando presos

Segundo o Itamaraty, existem aproximadamente 2 500 brasileiros presos fora do país. O órgão informa que é impossível saber o número exato, já que muitas vezes o próprio preso não quer que a família, no Brasil, seja avisada de sua prisão.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas