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ALGUÉM ME AJUDA NESSA QUESTÃO POR FAVOR ?

Maria ajuizou reclamação trabalhista, em 16.11.2017, em face de sua ex-empregadora doméstica Fátima pleiteando:

a) o pagamento de horas extras superiores a 8ª diária e 44ª semanal e b) indenização por dano material decorrente de acidente de trabalho. De acordo com a inicial, os valores dos pedidos seriam delimitados na fase de liquidação.

Diante do caso, responda: A petição inicial está de acordo com os requisitos legais? Explique e justifique. Considerando-se o previsto na CLT, quais providências podem ser tomadas pelo juiz diante da reclamação trabalhista ajuizada? Explique e justifique.


2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Paduan Seta Advocacia Verified user icon

Há mais de um mês

Os requisitos legais da petição inicital trabalhista são, segundo a CLT:

"Art. 840 - A reclamação poderá ser escrita ou verbal.

§ 1o  Sendo escrita, a reclamação deverá conter a designação do juízo, a qualificação das partes, a breve exposição dos fatos de que resulte o dissídio, o pedido, que deverá ser certo, determinado e com indicação de seu valor, a data e a assinatura do reclamante ou de seu representante."

O juíz providenciaria a remuneração devida das horas extras, ou seja, de pelo menos 50% superior do valor da hora normal. 

Quanto à indenização, esta será devida se o contrato tiver durado tempo superior a um ano. Ademais, cabe a indenização sempre que houver dolo ou culpa da empregadora. Após ser encaminhada a perito da previdência social e este comprovar a gravidade do acidente, empregada terá direito a receber auxílio-doença acidentário

Os requisitos legais da petição inicital trabalhista são, segundo a CLT:

"Art. 840 - A reclamação poderá ser escrita ou verbal.

§ 1o  Sendo escrita, a reclamação deverá conter a designação do juízo, a qualificação das partes, a breve exposição dos fatos de que resulte o dissídio, o pedido, que deverá ser certo, determinado e com indicação de seu valor, a data e a assinatura do reclamante ou de seu representante."

O juíz providenciaria a remuneração devida das horas extras, ou seja, de pelo menos 50% superior do valor da hora normal. 

Quanto à indenização, esta será devida se o contrato tiver durado tempo superior a um ano. Ademais, cabe a indenização sempre que houver dolo ou culpa da empregadora. Após ser encaminhada a perito da previdência social e este comprovar a gravidade do acidente, empregada terá direito a receber auxílio-doença acidentário

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Morgana

Há mais de um mês

Maria tem direito ao pagamento de horas extras, tendo em vista terem sido estendidos aos empregados domésticos, conforme art. 7, XVI e parágrafo único da Constituição Federal e art. 2, parágrafo primeiro, da LC 150/2015, bem como pode pleitear dano material decorrente de acidente do trabalo. No entanto, a Reforma Trabalhista estipulou que reclamações trabalhistas precisam conter pedido certo, determinado, com indicação do valor de cada um deles, conforme art. 840, §1º da CLT e o documento do TST determina que essa exigência, chamada no meio jurídico de “liquidação da inicial” seja feita apenas para as ações ajuizadas depois que a Reforma Trabalhista passou a valer. E, mesmo assim, o valor da causa envolve apenas a estimativa do valor de cada pedido, não havendo necessidade de sua indicação exata e tampouco de apresentação de planilha de cálculos segundo entendimento do TST. Logo, a petição apresentada por Maria não está de acordo com os requisitos legais. Quanto às providências a serem tomadas pelo juiz diante da reclamação trabalhista ajuizada, com base no princípio da primazia do julgamento de mérito, deve determinar a emenda à inicial, conforme art. 321 do CPC, para que sejam corrigidas as irregularidades sanáveis. Não havendo manifestação, os autos serão conclusos para extinção dos pedidos ilíquidos sem resolução de mérito.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas