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Há inconstitucionalidade do IRDR?


3 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Júnior Oliveira Verified user icon

Há mais de um mês

A ministra Laurita Vaz do STJ, em decisão monocrática, não conheceu de um IRDR, alegando ser cabível apenas no âmbito dos TJ's e TRF's quando houver repetição de processos sobre a mesma questão de direito ou nas situações de risco à isonomia ou à segurança jurídica.

Mas, o ministro João Otávio de Noronha entendeu pelo cabimento do IRDR junto ao STJ, diante da ausência de proibição legal.

Nesse sentido, há forte discussão doutrinária e jurisprudencial quanto à caracterização de inconstitucionalidade decorrente de uma descentralização da função normativa do Poder Judiciário. Para os críticos, o incidente nada mais é do que uma forma de atenuar a sobrecarga de trabalho do Judiciário.

É imprescindível que o objeto tenha sido discutido em mais de um processo, com posições divergentes no mesmo tribunal, em questões materiais e processuais.

Caso haja algum processo em trâmite quando da instauração do incidente de demandas repetitivas, aquele deverá ser suspenso.

Aqui aponta-se inconstitucionalidade, pois haveria supressão de instância e afronta à liberdade de julgar do juiz, decorrente da avocação do processo pelo tribunal onde instaurado o IRDR.

Os defensores da instauração do IRDR se baseiam no emprego do princípio da isonomia no momento de aplicar a lei.  

No entanto, a garantia da constitucionalidade na aplicação da lei não se faz de forma independente, é preciso que se respeite e assegure o devido processo legal, a separação dos poderes, a competência do juiz natural e sua independência funcional.

Ao revés, deveria ser estabelecido como requisito para instaurar-se o IRDR a existência de decisões antagônicas acerca da mesma matéria, mas o que se tem visto é a inadequada e inconstitucional função legiferante dos tribunais.

A ministra Laurita Vaz do STJ, em decisão monocrática, não conheceu de um IRDR, alegando ser cabível apenas no âmbito dos TJ's e TRF's quando houver repetição de processos sobre a mesma questão de direito ou nas situações de risco à isonomia ou à segurança jurídica.

Mas, o ministro João Otávio de Noronha entendeu pelo cabimento do IRDR junto ao STJ, diante da ausência de proibição legal.

Nesse sentido, há forte discussão doutrinária e jurisprudencial quanto à caracterização de inconstitucionalidade decorrente de uma descentralização da função normativa do Poder Judiciário. Para os críticos, o incidente nada mais é do que uma forma de atenuar a sobrecarga de trabalho do Judiciário.

É imprescindível que o objeto tenha sido discutido em mais de um processo, com posições divergentes no mesmo tribunal, em questões materiais e processuais.

Caso haja algum processo em trâmite quando da instauração do incidente de demandas repetitivas, aquele deverá ser suspenso.

Aqui aponta-se inconstitucionalidade, pois haveria supressão de instância e afronta à liberdade de julgar do juiz, decorrente da avocação do processo pelo tribunal onde instaurado o IRDR.

Os defensores da instauração do IRDR se baseiam no emprego do princípio da isonomia no momento de aplicar a lei.  

No entanto, a garantia da constitucionalidade na aplicação da lei não se faz de forma independente, é preciso que se respeite e assegure o devido processo legal, a separação dos poderes, a competência do juiz natural e sua independência funcional.

Ao revés, deveria ser estabelecido como requisito para instaurar-se o IRDR a existência de decisões antagônicas acerca da mesma matéria, mas o que se tem visto é a inadequada e inconstitucional função legiferante dos tribunais.

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Jefferson

Há mais de um mês

Sim, pois ofende princípios essenciais da constituição.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas