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A embriaguez patológica é excludente? Defina concurso de pessoas e que teoria o ampara. Quando a omissão é penalmente relevante, dê um exemplo.

Direito Penal IESTÁCIO

3 resposta(s)

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michel

Há mais de um mês

DEPENDE. SE O SUJEITO ABSOLUTAMENTE NAO COMPREENDER A EMBRIAGUEZ, AFASTA A CULPABILIDADE, ELE FICA ISENTO DE PENA, POREM, SE ELE TINHAR CONHECIMENTO RELATIVO DE SUA EMBRIAGUEZ, ELE TEM UMA DIMINUIÇÃO DA PENA. 

DEPENDE. SE O SUJEITO ABSOLUTAMENTE NAO COMPREENDER A EMBRIAGUEZ, AFASTA A CULPABILIDADE, ELE FICA ISENTO DE PENA, POREM, SE ELE TINHAR CONHECIMENTO RELATIVO DE SUA EMBRIAGUEZ, ELE TEM UMA DIMINUIÇÃO DA PENA. 

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Jesreel

Há mais de um mês

Sim de forma que não é possível explicar a diferença inquestinável que outrara era dada como jusrisprudencial, modo em que é correto afirmar que as divergencias doutrinarias dizem respeito a totalidades de princípios guarnecidos pela carta magma

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Estudante

Há mais de um mês

A embriaguez patológica segundo a doutrina majoritária é excludente de culpabilidade, isto é, elimina um elemento do conceito analítico de crime dependendo do caso concreto, pois, aqui se equipara à doença mental conforme o artigo 26 do Código Penal. 

O concurso de pessoas pode ser definido como o conjunto de indivíduos unidos pelo liame subjetivo para a prática de uma conduta típica. No concurso de pessoas há três teorias. A teoria pluralista, dualista e a teoria monista. A teoria pluralista menciona que cada indivíduo deve ser punido pela sua própria conduta, independentemente do crime que em conjunto eles fossem praticar. A teoria dualista menciona que há um crime para os autores e outros para os partícipes. Por fim, a teoria adotada pelo Código Penal é a teoria monista mitigada em que todos que concorrem para o crime incidem nas penas nele cominadas, sendo que, a pena irá mudar de acordo com a culpabilidade de cada um. 

Isso pode ser visto com a leitura do artigo 29 do código penal que dispõe: "Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade".

O crime comissivo por omissão também chamado de omissivo impróprio está previsto no artigo 13 §2º do Código Penal que dispõe:  A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem:

        a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; 

        b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado; 

        c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado. 

Com a leitura observa-se a figura do garantidor, isto é, a pessoa que segundo a lei tem a obrigação e pode evitar o resultado. O crime comissivo por omissão em seu tipo legal menciona uma ação que é violada por uma omissão praticada por um agente descrito na lei. Exemplificando: A mãe em relação ao seu filho tem o dever legal segundo o poder familiar de dar alimentação adequada. Diante disso, se uma mãe dolosa ou culposamente deixa de alimentar o seu filho ela poderá responder por homicídio doloso ou culposo caso seu filho venha a morrer em virtude de sua omissão imprópria. 

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes