A maior rede de estudos do Brasil

Qual a conseqüência da inscrição na dívida ativa, no que tange à prescrição e à decadência?


2 resposta(s)

User badge image

Paduan Seta Advocacia

Há mais de um mês

Não há consequência relacionada à prescrição ou à decadência.

A decadência está prevista no Código Tributário Nacional (CTN), em seu artigo 173:

Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados:

I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado;

II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado.

Sendo assim, as duas hipóteses que interferem na decadência, previstas nos incisos I e II, não se relacionam com a inscrição na dívida ativa e, portanto, não interferem no prazo decadencial.

O mesmo ocorre com a prescrição, que está prevista no artigo 174, do CTN:

Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da data da sua constituição definitiva.

Parágrafo único. A prescrição se interrompe:

I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal;

II - pelo protesto judicial;

III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;

IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito pelo devedor.

Portanto, como visto, não há qualquer interferência da inscrição da dívida ativa nem para se iniciar o prazo de prescrição e nem para interrompê-la.

Não há consequência relacionada à prescrição ou à decadência.

A decadência está prevista no Código Tributário Nacional (CTN), em seu artigo 173:

Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados:

I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado;

II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado.

Sendo assim, as duas hipóteses que interferem na decadência, previstas nos incisos I e II, não se relacionam com a inscrição na dívida ativa e, portanto, não interferem no prazo decadencial.

O mesmo ocorre com a prescrição, que está prevista no artigo 174, do CTN:

Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da data da sua constituição definitiva.

Parágrafo único. A prescrição se interrompe:

I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal;

II - pelo protesto judicial;

III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;

IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito pelo devedor.

Portanto, como visto, não há qualquer interferência da inscrição da dívida ativa nem para se iniciar o prazo de prescrição e nem para interrompê-la.

User badge image

Stefany Fernandes

Há mais de um mês

Se o devedor for notificado da dívida pela PGFN e não fizer o pagamento em até 75 dias após a notificação, seu nome será inserido no CADIN. Nessa situação, o contribuinte fica impossibilitado de abrir contas e tomar empréstimos na rede bancária, de utilizar o limite do seu cheque especial e de participar de licitações públicas. Além disso, uma eventual restituição do Imposto de Renda fica bloqueada, só sendo liberada após o pagamento total do débito ou o seu parcelamento.

O art. 174 do CTN (4) dispõe que a ação de cobrança do crédito tributário (para o Fisco) prescreve em cinco anos, contados da data da sua constituição definitiva. Essa fixação do dies a quo, em regra geral, remete às noções de lançamento do art. 142 do CTN. Tem-se o lançamento como definitivo quando sobre ele não paire mais dúvidas, imune a impugnação por parte do contribuinte e a revisão pela Administração.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes