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Existe medida cautelar administrativa?


6 resposta(s)

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Remy

Há mais de um mês

Se vc quer um exemplo, para melhor elucidar, temos o art. 147 da Lei 8112/90, que dispõe :

Do Afastamento Preventivo
Art. 147.  Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade, a          autoridade instauradora do processo disciplinar poderá determinar o seu afastamento do exercício do cargo, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da remuneração.
Se vc quer um exemplo, para melhor elucidar, temos o art. 147 da Lei 8112/90, que dispõe :

Do Afastamento Preventivo
Art. 147.  Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade, a          autoridade instauradora do processo disciplinar poderá determinar o seu afastamento do exercício do cargo, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da remuneração.
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Mayara

Há mais de um mês

Sim, as medidas cautelares estão presentes tanto no processo judicial como no administrativo. É utilizada como a medida que elimina a ameaça ao direito ou interesse dos litigantes, no caso do administrativo, do interesse público. As medidas cautelares estão presentes em todas as fases do processo na instauração, na instrução e no julgamento.
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Andre

Há mais de um mês



A aplicação de medidas cautelares no processo administrativo sancionador

Publicado em 05/2014. Elaborado em 05/2014.

 

DIREITO ADMINISTRATIVO

PROCESSO ADMINISTRATIVO (DIREITO ADMINISTRATIVO)

TUTELAS DE URGÊNCIA (ANTIGO CPC)

PROCESSO ADMINISTRATIVO SANCIONADOR

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A utilização de medidas cautelares no bojo de processos administrativos sancionadores encontra-se entrelaçada à própria noção de processo como mero instrumento de realização de direitos.

1. INTRODUÇÃO.

O presente artigo tem por escopo analisar o regime jurídico das medidas acautelatórias no âmbito do Processo Administrativo Sancionador. Nesse sentido, busca-se analisar a aplicabilidade e abrangência do instituto processual de acordo com o arcabouço normativo de regência, a práxis administrativa e o entendimento jurisprudencial dos tribunais.
Sem pretensão de esgotar o assunto, a análise em espeque abordará aspectos conceituais da tutela cautelar no direito processual, suas modalidades e espécies; seus princípios reitores; as peculiaridades existentes no rito processual administrativo e, em especial, os requisitos necessários ao seu deferimento à luz da legislação vigente. Ante a necessária contextualização do tema proposto, far-se-á perfunctórias considerações sobre a ritualística do Processo Administrativo Sancionador.

2. PROCESSO ADMINISTRATIVO SANCIONADOR.

Nas precisas linhas de Carvalho Filho[2], pode-se definir processo como a “relação jurídica integrada por algumas pessoas, que nela exercem várias atividades direcionadas para determinado fim”. Portanto, a ideia de processo reflete função dinâmica, em que os atos processuais se apresentam em sequência ordenada tendentes à materialização de um resultado teleológico.
O processo é normalmente qualificado como instituto inerente à jurisdição, identificado como legítimo instrumento da função jurisdicional. Entretanto, deve haver uma necessária subclassificação do processo de acordo com a função estatal básica em que o processo é desenvolvido. Se a função é a administrativa, o desenvolvimento ordenado de atos tem por escopo a prática de um ato administrativo final.
Assim, Sérgio Ferraz e Adilson Abreu Dallari[3] conceituam processo administrativo como sendo uma “série de atos, lógica e juridicamente concatenados, dispostos com o propósito de ensejar a manifestação de vontade da Administração”. Se essa manifestação de vontade estiver relacionada ao exercício do poder punitivo, estar-se-á diante de processo administrativo de natureza sancionatória, preordenando-se a fornecer a precondição legal para formalização do ato punitivo interno, conforme as nuances do regime processual aplicável.
Consoante acurada lição de José Armando da Costa[4], pode-se definir esta espécie de processo administrativo como a série ordenada de atos procedimentais, formalizados em respeito à ritualística traçada pelas regras e princípios de regência, inaugurados no sentido de apurar a verdade real dos fatos, fornecendo, então, base legítima

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