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Conceitue o Direito Administrativo, bem como elenque as fontes e o histórico do Direito Administrativo.?


4 resposta(s)

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Remy Saito

Há mais de um mês

Para Hely: é o conjunto harmônico de regras e princípios (chamado de regime jurídico administrativo). Ele rege os órgãos, entidades e agentes no exercício da atividade administrativa independente se for Poder Judiciário, Legislativo ou Executivo – tendentes a realizar de forma direta, concreta e imediata os fins desejados pelo Estado. Ora, os fins desejados pelo Estado são previstos pelo Direito Constitucional, mas quem o realiza é o Direito Administrativo. Isso quer dizer que essas duas matérias estão sempre juntas e conectadas.



Fontes do Direito Administrativo
São situações ou normas que levam à definição de uma regra de direito administrativo.
Há uma certa divergência doutrinária. A Lei é a primeira fonte do direito administrativo (mas estamos no sentido amplo – art. 59, CF, vale dizer, qualquer espécie normativa). A Lei é uma fonte primária, de modo a observar a hierarquia ou escalonamento de Kelsen. O STF chamou isso de relação de compatibilidade vertical.
A doutrina nada mais é do que o resultado dos estudiosos e também se trata de fonte. Igualmente a jurisprudência (repetição) que são decisões reiteradas no mesmo sentido. Há muita divergência doutrinária em razão desta disciplina não ter um código consolidado (leis esparsas).
Jurisprudência são julgamentos reiterados no mesmo sentido. Obs.: súmula é a jurisprudência consolidada. Lembrando que há uma de suas modalidades que vincula que é a súmula vinculante.
E os costumes? É fonte, mas não cria e nem exime da obrigação. Trata-se de prática habitual acreditando ser obrigatória (embora nos países common law seja diferente). Ex.: O sujeito não tem o hábito de pagar o tributo e isso, não quer dizer que ele não tenha a obrigação de fazer.
E os princípios? São as regras que estão na base do ordenamento jurídico. Eles podem estar expressos (digitados no texto) ou implícitos (decorrente de interpretações do texto). O princípio pode também ser geral, ou seja, permeia o direito administrativo em todos os capítulos. O exemplo é a boa-fé. Afinal, ele é exigido no contrato administrativo, na licitação, no processo administrativo e no exercício do poder de polícia.
Praticado um ato administrativo quem pode rever ou controlar? No mecanismo de controle do ato administrativo temos:
a) Sistema do Contencioso Administrativo ou Sistema Francês: praticado um ato administrativo que o revê é a própria administração. No entanto, os franceses também admitem que excepcionalmente o Judiciário também faça o controle nos casos de atividades públicas de caráter privado (O Estado exerce, mas o regime é privado, a exemplo, contrato de locação); estado e a capacidade das pessoas; repressão penal; propriedade privada.
Para Hely: é o conjunto harmônico de regras e princípios (chamado de regime jurídico administrativo). Ele rege os órgãos, entidades e agentes no exercício da atividade administrativa independente se for Poder Judiciário, Legislativo ou Executivo – tendentes a realizar de forma direta, concreta e imediata os fins desejados pelo Estado. Ora, os fins desejados pelo Estado são previstos pelo Direito Constitucional, mas quem o realiza é o Direito Administrativo. Isso quer dizer que essas duas matérias estão sempre juntas e conectadas.



Fontes do Direito Administrativo
São situações ou normas que levam à definição de uma regra de direito administrativo.
Há uma certa divergência doutrinária. A Lei é a primeira fonte do direito administrativo (mas estamos no sentido amplo – art. 59, CF, vale dizer, qualquer espécie normativa). A Lei é uma fonte primária, de modo a observar a hierarquia ou escalonamento de Kelsen. O STF chamou isso de relação de compatibilidade vertical.
A doutrina nada mais é do que o resultado dos estudiosos e também se trata de fonte. Igualmente a jurisprudência (repetição) que são decisões reiteradas no mesmo sentido. Há muita divergência doutrinária em razão desta disciplina não ter um código consolidado (leis esparsas).
Jurisprudência são julgamentos reiterados no mesmo sentido. Obs.: súmula é a jurisprudência consolidada. Lembrando que há uma de suas modalidades que vincula que é a súmula vinculante.
E os costumes? É fonte, mas não cria e nem exime da obrigação. Trata-se de prática habitual acreditando ser obrigatória (embora nos países common law seja diferente). Ex.: O sujeito não tem o hábito de pagar o tributo e isso, não quer dizer que ele não tenha a obrigação de fazer.
E os princípios? São as regras que estão na base do ordenamento jurídico. Eles podem estar expressos (digitados no texto) ou implícitos (decorrente de interpretações do texto). O princípio pode também ser geral, ou seja, permeia o direito administrativo em todos os capítulos. O exemplo é a boa-fé. Afinal, ele é exigido no contrato administrativo, na licitação, no processo administrativo e no exercício do poder de polícia.
Praticado um ato administrativo quem pode rever ou controlar? No mecanismo de controle do ato administrativo temos:
a) Sistema do Contencioso Administrativo ou Sistema Francês: praticado um ato administrativo que o revê é a própria administração. No entanto, os franceses também admitem que excepcionalmente o Judiciário também faça o controle nos casos de atividades públicas de caráter privado (O Estado exerce, mas o regime é privado, a exemplo, contrato de locação); estado e a capacidade das pessoas; repressão penal; propriedade privada.
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Remy Saito

Há mais de um mês

b) Sistema Inglês ou Jurisdição Única: quem controle em regra é o Poder Judiciário. Excepcionalmente, a administração pode rever os seus atos, mas revisíveis pelo judiciário. Ora, até porque na própria CF/88 está consagrado o princípio do acesso à jurisdição.
E no regime brasileiro? Adotamos a jurisdição única (embora a EC 7/77 tentou expressamente introduzir, mas não deu certo). Não é possível o sistema misto, pois a mistura já é natural dos dois sistemas, ora pendendo mais para um ou mais para outro.


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Remy Saito

Há mais de um mês

Conceito de Direito Administrativo: Os autores não se resolvem bem quanto ao objeto da matéria, ora sob o aspecto amplo, e, outras vezes mais restrita.
O primeiro conceito a surgir foi a Legalista ou a Exegética no qual tinha por objeto somente o estudo das Leis. Atualmente, não há como firmar este conceito porque não inclui os princípios. Atualmente, os princípios são muito considerados.
A segunda escola foi a do Serviço Público, tendo este por objeto. O seu conceito reunia toda a atuação do Estado. É dizer, portanto, tudo o que o Estado faz. Então o que faríamos com os demais ramos, como o tributário ou penal? Ora, por ser ampla demais excluiria as outras. Não foi acolhida, porque era ampla demais.
A terceira escola foi a do Critério do Poder Executivo tendo por objeto somente a atuação deste poder. Contudo, não foi pensado nos atos administrativos exercido pelos demais poderes (judiciário ou legislativo). Também não foi acolhido por ser restrito demais, afinal, todos os setores, por exemplo, fazem procedimento de concurso público para contratar servidores ou licitação.
A seguir surgiu o Critério das Relações Jurídicas em que o direito administrativo estuda todas as relações jurídicas do Estado (ora, então como ficariam os demais ramos do direito?). É abrangente demais novamente, assim como a teoria do serviço público, por isso não é aceito.
Daqui em diante, todos os critérios foram adotados no Brasil.
Critério Teleológico defende que o direito administrativo é um sistema de princípios que se preocupa em regular a atividade administrativa do Estado. Esse sistema é o acolhido (CABM), não obstante alguns doutrinadores pedem algo a mais. Parece que, este critério, embora correto, não está completo.
Daí surgiu o Critério Residual ou Negativo (ele é elaborado por exclusão): o direito administrativo se preocupa com a atuação do Estado, excluindo a atuação judicial e legislativa (isto é verdadeiro, porque não estudamos a atuação destes). Ainda assim, embora aceito, pareceu insuficiente.
O próximo critério foi chamado de Distinção da Atividade Jurídica e Distinção Social do Estado no qual se preocupa com a atividade jurídica do Estado, excluindo a atividade social (política pública) – por exemplo, definir as bolsas auxílios, e demais prestações positivas pelo Estado. Mas cuidado, a partir do momento que essa prestação positiva pelo Estado passa a ser lei, cuja norma a obrigue pelo cumprimento, a administração pública deverá observar, por exemplo, a Lei do Idoso que concede tratamento diferenciado aos idosos e estabelece dentre outros, reserva uma quantidade “x” de assentos gratuitos.
Com todos estes conceitos, qual o mais aceito no Brasil? Hely criou o critério da Administração Pública, somando todas as anteriores. Esse é o mais aceito, apesar de toda a divergência.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes