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usucapião

Ana Joaquina, viúva, capaz e sem filhos, decide vender para sua amiga Daniela um apartamento de 350 m2 que tinha com o marido em área urbana, o qual não visitava havia cerca de sete anos. Após a celebração do negócio, Daniela, a nova proprietária, é surpreendida com a presença de Rodrigo Alves, um estranho, morando no imóvel. Este, por sua vez, explica para Daniela que “já se considera proprietário da casa” pela usucapião, pois, “conforme estudou”, apesar de morar ali apenas há 6 meses, “seus falecidos pais já moravam no local há mais de 5 anos”, o que seria suficiente, desde que a antiga proprietária “havia abandonado o imóvel”. Daniela, por sua vez, foi aconselhada por um vizinho a ajuizar uma ação pleiteando a sua imissão na posse para retirar Rodrigo Alves da sua casa. 

Diante do exposto, responda aos itens a seguir.

a) Rodrigo Alves tem razão ao alegar que já usucapiu o imóvel?

b) Está correta a sugestão feita pelo vizinho de Daniela? Por quê? Qual a ação judicial mais recomendável na hipótese?


4 resposta(s)

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Lavinia Lopes

Há mais de um mês

 

a) Rodrigo não pode alegar a usucapião, mesmo que seus pais já falecidos tenham morado há mais de 5 (cinco) anos no imóvel, tendo em vista que além da usucapião ser de natureza personalíssima, tratar-se neste caso, de usucapião em sua modalidade extraordinária o qual segundo o art. 1.238, caput e parágrafo único do Código Civil, mesmo que a posse do imóvel seja adquirida independentemente de título de boa-fé, deveria Rodrigo possuir o imóvel como seu por 15 (quinze) anos sem interrupção e sem oposição, e se ainda assim, estabelecesse no imóvel sua moradia habitual ou realizasse obras e serviços de caráter produtivo teria a redução para 10 (dez) anos, para usucapi-lo. Então, neste caso, como se pode observar, Rodrigo estaria em posse nova, por estar no imóvel a uns 6 meses, ou seja, menos de ano e dia não cabendo para tanto ter o imóvel como seu.  

b) Não, neste caso, Daniela deve ingressar com a ação de Reintegração de Posse em face do esbulho sofrido, tendo em vista que esta após a celebração do negócio firmado com Ana Joaquina, não possui tão somente a posse do imóvel como também possui o título de propriedade do bem imóvel, que pesa até mais do que a mera posse, tendo em vista sua faculdade de usar e gozar dos frutos que a propriedade da coisa lhe dar.  


 

a) Rodrigo não pode alegar a usucapião, mesmo que seus pais já falecidos tenham morado há mais de 5 (cinco) anos no imóvel, tendo em vista que além da usucapião ser de natureza personalíssima, tratar-se neste caso, de usucapião em sua modalidade extraordinária o qual segundo o art. 1.238, caput e parágrafo único do Código Civil, mesmo que a posse do imóvel seja adquirida independentemente de título de boa-fé, deveria Rodrigo possuir o imóvel como seu por 15 (quinze) anos sem interrupção e sem oposição, e se ainda assim, estabelecesse no imóvel sua moradia habitual ou realizasse obras e serviços de caráter produtivo teria a redução para 10 (dez) anos, para usucapi-lo. Então, neste caso, como se pode observar, Rodrigo estaria em posse nova, por estar no imóvel a uns 6 meses, ou seja, menos de ano e dia não cabendo para tanto ter o imóvel como seu.  

b) Não, neste caso, Daniela deve ingressar com a ação de Reintegração de Posse em face do esbulho sofrido, tendo em vista que esta após a celebração do negócio firmado com Ana Joaquina, não possui tão somente a posse do imóvel como também possui o título de propriedade do bem imóvel, que pesa até mais do que a mera posse, tendo em vista sua faculdade de usar e gozar dos frutos que a propriedade da coisa lhe dar.  


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Juliana Miranda

Há mais de um mês

Reintegração de posse.
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Daniele Cabral

Há mais de um mês

Reintegração de posse

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes