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Qual é o custo energético (em ATPs) para transformação da glicose em piruvato através da via glicolítica e de ele voltar à glicólise

Qual é o custo energético (em ATPs) para transformação da glicose em piruvato através da via glicolítica e de ele voltar à glicólise através da gliconeogênese?


1 resposta(s)

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Karine Muller

Há mais de um mês

  •  GLICÓLISE    


A glicólise é o metabolismo da glicose para obtenção de energia, no qual a molécula de Glicose (C6H12O6) é quebrada para formar duas moléculas de piruvato. 

Durante a Glicólise acontecem dez reações divididas em duas fases, a fase preparatória e a fase de pagamento (ou de extração).

Na fase preparatória (aprisionamento e desestabilização), a molécula de glicose vai sofrer fosforilação e sua conversão em Gliceraldeído-3-fosfato, com investimento de duas moléculas de ATP. Já na fase de pagamento (ou extração) vai ocorrer a conversão oxidativa do Gliceraldeído-3-fosfato em piruvato e formação acoplada de ATP e NADH. 


Figura 1: Etapas da glicólise 

Podemos observar a partir do esquema acima, que o gasto energético na fase preparatória da glicólise é de 2 ATPs e na fase de pagamento, na oxidação da glicólise, são gerados 4 moléculas de ATP e 2 moléculas de NADH. Obtendo um saldo energético de 2 ATPs ao final da reação. 


  •   GLICONEOGÊNESE


Após uma ingestão de alimentos ricos em carboidrato, os níveis de glicose no sangue aumentam, liberando insulina para facilitar a captação dessa glicose pelas células, o qual podem seguir três caminhos. Um desses caminhos é o armazenamento da glicose em forma de glicogênio, que pode ser degradado posteriormente com a liberação de glucagon para fornecer energia. Em um jejum prolongado, esse mecanismo pode ser útil, pois o organismo vai buscar meios de obter energia utilizando a gliconeogênese ou a lipólise.

Portanto, a gliconeogênese é a formação de glicose a partir de substâncias que não são carboidratos, como o piruvato, o lactato, a alanina e o glicerol. Ocorre assim como a glicólise, por meio de 10 reações, no qual a primeira se dá no percurso inverso da segunda, no qual teremos o piruvato dando origem a glicose. As reações reversíveis da glicólise são utilizadas e as reações irreversíveis são substituídas.

O glicogênio é quebrado pela via glicolítica (glicólise) até formar piruvato (muscular) que posteriormente transforma-se em lactato pela enzima lactato desidrogenase. O mesmo cai na corrente sanguínea para ser novamente transformado em piruvato no fígado pela mesma enzima, para seguir a via gliconeogênese, transformando-se em Glicose-6-fosfato.

Figura 2: Etapas da gliconeogênese 



O balanço energético da gliconeogênese usa um percursor de três carbonos para um produto final de 6 carbonos. É um processo que consome energia, utilizando 6 ATPs para cada glicose formada


Figura 3: esquema glicólise e gliconeogênese



  •  GLICÓLISE    


A glicólise é o metabolismo da glicose para obtenção de energia, no qual a molécula de Glicose (C6H12O6) é quebrada para formar duas moléculas de piruvato. 

Durante a Glicólise acontecem dez reações divididas em duas fases, a fase preparatória e a fase de pagamento (ou de extração).

Na fase preparatória (aprisionamento e desestabilização), a molécula de glicose vai sofrer fosforilação e sua conversão em Gliceraldeído-3-fosfato, com investimento de duas moléculas de ATP. Já na fase de pagamento (ou extração) vai ocorrer a conversão oxidativa do Gliceraldeído-3-fosfato em piruvato e formação acoplada de ATP e NADH. 


Figura 1: Etapas da glicólise 

Podemos observar a partir do esquema acima, que o gasto energético na fase preparatória da glicólise é de 2 ATPs e na fase de pagamento, na oxidação da glicólise, são gerados 4 moléculas de ATP e 2 moléculas de NADH. Obtendo um saldo energético de 2 ATPs ao final da reação. 


  •   GLICONEOGÊNESE


Após uma ingestão de alimentos ricos em carboidrato, os níveis de glicose no sangue aumentam, liberando insulina para facilitar a captação dessa glicose pelas células, o qual podem seguir três caminhos. Um desses caminhos é o armazenamento da glicose em forma de glicogênio, que pode ser degradado posteriormente com a liberação de glucagon para fornecer energia. Em um jejum prolongado, esse mecanismo pode ser útil, pois o organismo vai buscar meios de obter energia utilizando a gliconeogênese ou a lipólise.

Portanto, a gliconeogênese é a formação de glicose a partir de substâncias que não são carboidratos, como o piruvato, o lactato, a alanina e o glicerol. Ocorre assim como a glicólise, por meio de 10 reações, no qual a primeira se dá no percurso inverso da segunda, no qual teremos o piruvato dando origem a glicose. As reações reversíveis da glicólise são utilizadas e as reações irreversíveis são substituídas.

O glicogênio é quebrado pela via glicolítica (glicólise) até formar piruvato (muscular) que posteriormente transforma-se em lactato pela enzima lactato desidrogenase. O mesmo cai na corrente sanguínea para ser novamente transformado em piruvato no fígado pela mesma enzima, para seguir a via gliconeogênese, transformando-se em Glicose-6-fosfato.

Figura 2: Etapas da gliconeogênese 



O balanço energético da gliconeogênese usa um percursor de três carbonos para um produto final de 6 carbonos. É um processo que consome energia, utilizando 6 ATPs para cada glicose formada


Figura 3: esquema glicólise e gliconeogênese



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