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Quais os princípios implícitos e explícitos da administração pública?


4 resposta(s)

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Michelle

Há mais de um mês

1. Interesse Público

 Supremacia do Interesse Público

No choque de interesses entre o particular e a Administração Pública, vai vigorar o interesse da segunda.

Exemplo: em caso de desapropriação, a vontade do particular cede ao interesse da Administração, pois é para o bem geral, o bem de todos.

• Indisponibilidade do Interesse Público

A ideia é simples, a máquina pública é para o interesse geral e não está disponível para o agente publico, pois esse é mero gerenciador, mero agenciador.

1.1- Interesse Público (I.P.) Primário

  • Noção de Bem comum
  • Pertinente à sociedade como um todo

1.2- Interesse Público (I.P.) Secundário

  • Conveniência ao aparelho estatal (máquina pública)
  • Interesse da entidade personalizada

Então, quando planejamos Previdência Pública, Previdência Social (a ideia de ter uma estrutura pública para servir a Previdência), estamos falando em I.P. Primário.

Mas, quando um Procurador Federal defende o INSS em juízo, está fazendo uma defesa específica do patrimônio daquela autarquia.

Então, por se tratar de conveniência daquela própria estrutura estatal, estamos falando em I.P. Secundário.

2- Razoabilidade

  • Bom senso
  • Proibição de excesso

3- Proporcionalidade

Sempre que for realizado um ato administrativo, principalmente se for uma ato discricionário, é necessário analisar se o ato possui:

• Adequação

• Necessidade

• Proporcionalidade em sentido estrito: é negar Maquiavel, aqui os fins justificam os meios. Os atos, meios e recursos utilizados para determinada meta ou finalidade pública devem ser tão proporcionais, tão razoáveis quanto o resultado final.

Obs2: Alguns bons doutrinadores acreditam que a Razoabilidade e a Proporcionalidade são o mesmo princípio, talvez por um erro de tradução, pois ambos eram estudos concomitantes realizados na Europa, principalmente na Inglaterra e na Alemanha.

O próprio professor Rodrigo Cavalheiro acredita que ambos tratam da mesma coisa, portanto, é um só princípio.

Contudo, o professor aconselha que, para o exame da OAB, sejam tratados como conceitos distintos.

4- Autotutela

  • A Administração Pública pode atuar por si, envolvendo o poder de polícia em alguns momentos, em outros há a necessidade de revogar ou anular os seus próprios atos.
  • A Administração Pública não fica na dependência do Poder Judiciário para realizar e dar eficácia aos seus atos.

5- Finalidade

  •  Todo ato administrativo, toda conduta pública deve visar o bem comum e o interesse público.

6- Motivação

  •  Todo ato deve ser justificado.

7- Segurança Jurídica

  • Novas interpretações da Administração Pública, bem como novos atos normativos da Administração Pública não podem retroagir aplicando-se a fatos pretéritos.
  • Toda conduta da Administração deve ser feita da maneira que menos prejudique o administrado.

Obs3: Os princípios, como não estão expressos e são extraídos de interpretação da Constituição Federal, podem varias de doutrinador para doutrinador.

1. Interesse Público

 Supremacia do Interesse Público

No choque de interesses entre o particular e a Administração Pública, vai vigorar o interesse da segunda.

Exemplo: em caso de desapropriação, a vontade do particular cede ao interesse da Administração, pois é para o bem geral, o bem de todos.

• Indisponibilidade do Interesse Público

A ideia é simples, a máquina pública é para o interesse geral e não está disponível para o agente publico, pois esse é mero gerenciador, mero agenciador.

1.1- Interesse Público (I.P.) Primário

  • Noção de Bem comum
  • Pertinente à sociedade como um todo

1.2- Interesse Público (I.P.) Secundário

  • Conveniência ao aparelho estatal (máquina pública)
  • Interesse da entidade personalizada

Então, quando planejamos Previdência Pública, Previdência Social (a ideia de ter uma estrutura pública para servir a Previdência), estamos falando em I.P. Primário.

Mas, quando um Procurador Federal defende o INSS em juízo, está fazendo uma defesa específica do patrimônio daquela autarquia.

Então, por se tratar de conveniência daquela própria estrutura estatal, estamos falando em I.P. Secundário.

2- Razoabilidade

  • Bom senso
  • Proibição de excesso

3- Proporcionalidade

Sempre que for realizado um ato administrativo, principalmente se for uma ato discricionário, é necessário analisar se o ato possui:

• Adequação

• Necessidade

• Proporcionalidade em sentido estrito: é negar Maquiavel, aqui os fins justificam os meios. Os atos, meios e recursos utilizados para determinada meta ou finalidade pública devem ser tão proporcionais, tão razoáveis quanto o resultado final.

Obs2: Alguns bons doutrinadores acreditam que a Razoabilidade e a Proporcionalidade são o mesmo princípio, talvez por um erro de tradução, pois ambos eram estudos concomitantes realizados na Europa, principalmente na Inglaterra e na Alemanha.

O próprio professor Rodrigo Cavalheiro acredita que ambos tratam da mesma coisa, portanto, é um só princípio.

Contudo, o professor aconselha que, para o exame da OAB, sejam tratados como conceitos distintos.

4- Autotutela

  • A Administração Pública pode atuar por si, envolvendo o poder de polícia em alguns momentos, em outros há a necessidade de revogar ou anular os seus próprios atos.
  • A Administração Pública não fica na dependência do Poder Judiciário para realizar e dar eficácia aos seus atos.

5- Finalidade

  •  Todo ato administrativo, toda conduta pública deve visar o bem comum e o interesse público.

6- Motivação

  •  Todo ato deve ser justificado.

7- Segurança Jurídica

  • Novas interpretações da Administração Pública, bem como novos atos normativos da Administração Pública não podem retroagir aplicando-se a fatos pretéritos.
  • Toda conduta da Administração deve ser feita da maneira que menos prejudique o administrado.

Obs3: Os princípios, como não estão expressos e são extraídos de interpretação da Constituição Federal, podem varias de doutrinador para doutrinador.

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Adelcio

Há mais de um mês

Os princípios podem ser expressos ou implícitos, os primeiros vêm claramente expostos no caput do art. 37 da Constituição Federal do Brasil e nos remete aos princípios da legalidade, moralidade, impessoalidade ou finalidade, publicidade, eficiência, razoabilidade, e os implícitos, em sua maioria, estão dispostos em lei infraconstitucional.

Os Princípios implícitos da Administração Pública de maior relevância para o nosso ordenamento jurídico são: princípio da finalidade, princípio da proporcionalidade, princípio do devido processo legal, princípio da supremacia do interesse público, princípio da indisponibilidade, princípio da continuidade, princípio da autotutela, princípio da especialidade, princípio da razoabilidade, princípio do controle jurisdicional da administração pública, princípio da motivação, princípio da segurança jurídica e princípio da isonomia.

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SOUSA

Há mais de um mês

Princípio da Legalidade, Princípio da Moralidade, Princípio da Impessoalidade, Princípio da Publicidade Administrativa e da Eficiencia

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes