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microbiologia

Identifiqu entre as toxinas abaixo aquela que tem como mecansmo de ação a destruição da célula hospedera devido a sua habilidade em interferir com a síntese de proteínas, através do bloqueio da transferência de aminoácidos do RNA transportador para a cadeia peptídica nascente;


1 resposta(s)

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Amanda

Há mais de um mês

Um exemplo clinicamente importante de bloqueio da síntese proteica ocorre na doença denominada difteria, que é causada por uma bactéria, Corynebacterium diphteria, que libera uma toxina (proteína) codificada por um bacteriófago. Somente aquelas linhagens de C. diphteria lisogênicas para o bacteriófago causam essa grave doença. A toxina liga-se ao gangliosídeo GM1 na superfície de membrana plasmática das células humanas. A toxina é clivada em dois fragmentos, denominados A e B. O fragmento B se insere na membrana plasmática e parece formar um ―poro‖ por onde o fragmento A passa para as células das pessoas infectadas. Dentro da célula, o fragmento A catalisa uma reação de ADP-ribosilação do fator de elongação (eEF-2; uma translocase), inativando-o de forma irreversível. Isso impede a translocação do ribossomo e, consequentemente, a transferência do peptidil-RNAt do sítio A para o sítio P, interrompendo a síntese proteica. Um único fragmento A é capaz de bloquear 500.000 moléculas de eEF-2 em cada célula, levando a pessoa à morte. 

Um exemplo clinicamente importante de bloqueio da síntese proteica ocorre na doença denominada difteria, que é causada por uma bactéria, Corynebacterium diphteria, que libera uma toxina (proteína) codificada por um bacteriófago. Somente aquelas linhagens de C. diphteria lisogênicas para o bacteriófago causam essa grave doença. A toxina liga-se ao gangliosídeo GM1 na superfície de membrana plasmática das células humanas. A toxina é clivada em dois fragmentos, denominados A e B. O fragmento B se insere na membrana plasmática e parece formar um ―poro‖ por onde o fragmento A passa para as células das pessoas infectadas. Dentro da célula, o fragmento A catalisa uma reação de ADP-ribosilação do fator de elongação (eEF-2; uma translocase), inativando-o de forma irreversível. Isso impede a translocação do ribossomo e, consequentemente, a transferência do peptidil-RNAt do sítio A para o sítio P, interrompendo a síntese proteica. Um único fragmento A é capaz de bloquear 500.000 moléculas de eEF-2 em cada célula, levando a pessoa à morte. 

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes