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Qual a diferença entre a fenomenologia de Hurssell e Heidegger?


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Talita Nolasco JS

Há mais de um mês

Edmund Hurssel (1883 – 1969) aprofundou as ideias de seu professor sobre a psicologia do ato e funda o movimento de pensamento conhecido como Fenomenologia (GILES, 1989). 

Este pensamento para Hurssel seria a descrição dos fenômenos na sua intencionalidade de entendimento, sendo apresentada como um estudo descritivo dos fatos vivenciais do pensamento originado nas observações (GILES, 1975). Para ele consciência não é uma substância (alma), mas uma atividade constituída por ações, percepções e imaginações e os chama de noesis e o objetivo do ato é a noema (MOREIRA, 2010). Hurssel (1900), cria a redução fenomenológica, um método, que consiste em suspender todas as teorias pré-existentes para ir ao encontro do fenômeno, tendo como resultado não só o que se pensa, mas a correlação entre o pensamento e o objeto do pensamento (apud DARTIGUES, 2013). 

 estudos de Hurssel influenciaram autores como Jean-Paul Satre, Merleau-Ponty e Martin Heidegger, sendo este o sucessor do pensamento fenomenológico e futuramente criador do próprio método filosófico, que escolhemos para fundamentar esse trabalho (PRADO, 2005). 

Martin Heidegger (1889 – 1976) foi aluno de Hurssel e um dos seus melhores comentadores e críticos. Pensava diferente de seu professor, compreendendo a fenomenologia e a filosofia de modo diferente, sendo provocado por pensamentos e questionamentos como: qual o sentido e o que é ser? Como é possível conhecer? E nessa busca percebe que é preciso primeiro compreender o homem, que nomeia como Dasein, ou ser-aí que se fundamenta no ser-no-mundo e questiona (PRADO, 2005). 

Martin Heidegger (1889-1976) abandonou os termos de consciência e intencionalidade de Hurssel e passou a desenvolver a própria fenomenologia e publica em 1927 “Ser e tempo”, superando o conceito de consciência e fundamenta o conceito de Dasein (MOREIRA, 2010 apud MORAN 2000). 

Em Ser e Tempo, Heidegger nos diz que o termo fenômeno deriva do phenestai, que significa mostrar-se, o que se revela. Ele preserva o fenômeno como se mostra. Ao examinar logo dá a ele o sentido de discurso, sendo este com a função e o significado de ‘deixar e fazer ver’. 

A fenomenologia mostra aquilo que não é manifestado, o que está escondido, mas é capaz de expressar o sentido e o fenômeno estudado é o ser dos entes, sendo este também o seu método. Prado (2005) nos explica que esse caminho de estudo acessa o ser-no-mundo, o Dasein.  


Edmund Hurssel (1883 – 1969) aprofundou as ideias de seu professor sobre a psicologia do ato e funda o movimento de pensamento conhecido como Fenomenologia (GILES, 1989). 

Este pensamento para Hurssel seria a descrição dos fenômenos na sua intencionalidade de entendimento, sendo apresentada como um estudo descritivo dos fatos vivenciais do pensamento originado nas observações (GILES, 1975). Para ele consciência não é uma substância (alma), mas uma atividade constituída por ações, percepções e imaginações e os chama de noesis e o objetivo do ato é a noema (MOREIRA, 2010). Hurssel (1900), cria a redução fenomenológica, um método, que consiste em suspender todas as teorias pré-existentes para ir ao encontro do fenômeno, tendo como resultado não só o que se pensa, mas a correlação entre o pensamento e o objeto do pensamento (apud DARTIGUES, 2013). 

 estudos de Hurssel influenciaram autores como Jean-Paul Satre, Merleau-Ponty e Martin Heidegger, sendo este o sucessor do pensamento fenomenológico e futuramente criador do próprio método filosófico, que escolhemos para fundamentar esse trabalho (PRADO, 2005). 

Martin Heidegger (1889 – 1976) foi aluno de Hurssel e um dos seus melhores comentadores e críticos. Pensava diferente de seu professor, compreendendo a fenomenologia e a filosofia de modo diferente, sendo provocado por pensamentos e questionamentos como: qual o sentido e o que é ser? Como é possível conhecer? E nessa busca percebe que é preciso primeiro compreender o homem, que nomeia como Dasein, ou ser-aí que se fundamenta no ser-no-mundo e questiona (PRADO, 2005). 

Martin Heidegger (1889-1976) abandonou os termos de consciência e intencionalidade de Hurssel e passou a desenvolver a própria fenomenologia e publica em 1927 “Ser e tempo”, superando o conceito de consciência e fundamenta o conceito de Dasein (MOREIRA, 2010 apud MORAN 2000). 

Em Ser e Tempo, Heidegger nos diz que o termo fenômeno deriva do phenestai, que significa mostrar-se, o que se revela. Ele preserva o fenômeno como se mostra. Ao examinar logo dá a ele o sentido de discurso, sendo este com a função e o significado de ‘deixar e fazer ver’. 

A fenomenologia mostra aquilo que não é manifestado, o que está escondido, mas é capaz de expressar o sentido e o fenômeno estudado é o ser dos entes, sendo este também o seu método. Prado (2005) nos explica que esse caminho de estudo acessa o ser-no-mundo, o Dasein.  


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