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No direito penal brasileiro, como é aplicado alei no tempo?


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João Filho

Há mais de um mês

Conflito de leis no tempo - No processo penal vige sempre a aplicabilidade da lei mais benigna (lex mitior);

·        A lei mais benéfica se afere sempre no caso concreto, nunca no plano abstrato;

Conflito de leis no tempo no Processo Penal – O processo é regido pela lei ao tempo do ato (tempus regit actum);

·        Normas processuais com relevantes características materiais – Quando as normas processuais tratarem do ius puniendi estatal (pacífico) ou de direitos e garantias fundamentais (controvertido) estas recebem o tratamento de normas penais;

Combinação de leis – Vedado, pois nessa hipótese estaria o julgador legislando e também por ferir o princípio da isonomia, logo a comparação das leis deve ser feita em bloco, não podendo haver fatiamento;

Abolitio Criminis A descriminalização da conduta consiste numa causa de extinção da punibilidade;

·        Não é causa de atipicidade, pois esta é aferida no momento da conduta;

·        Apaga todos os efeitos penais principais e secundários da condenação, mas não apaga efeitos cíveis;

Leis excepcionais e temporárias - A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência (ultratividade).

Norma penal em branco e conflito de leis no tempo – Se a modificação no complemento do tipo penal tiver pretensão de vigência indeterminada esta retroagirá em benefício do réu;

Ultratividade de entendimento jurisprudencial mais benéfico – Posicionamentos:

a)     Tradicional - A retroatividade/ultratividade se aplica somente a lei segundo o comando constitucional, não podendo a jurisprudência ser equiparada em razão da separação dos poderes;

b)     Roxin - Não se pode equiparar a jurisprudência à lei, mas pode se utilizar da ideia de erro de proibição quando a mudança jurisprudencial versar sobre a ilicitude da conduta;

c)     Juarez Tavares – É possível o uso da jurisprudência mais benéfica sempre que esta não for meramente interpretativa;

d)    Liberal - Haveria equiparação pura e simples de lei e jurisprudência, podendo haver a aplicação do entendimento anterior e mais benéfico, mesmo que não seja mais predominante nas Cortes Superiores;

Tempo do Crime (Teoria da atividade) - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado;

·        Crime permanente – Conduta única que se prolonga no tempo, considera-se tempo do crime todo o tempo em que esse subsiste, aplicando-se a lei vigente no momento do último ato, mesmo que mais gravosa;

·        Crime habitual – A habitualidade é característica de alguns crimes onde há a intenção de repetir o ato, sendo as ações vistas como uma unidade pela lei, aplicando-se a lei vigente no momento do último ato, mesmo que mais gravosa;

·        Crime continuado – Forma de cometimento de crime, onde o agente se aproveita de forma múltipla de uma mesma situação originária que facilita a conduta, constituindo cada conduta separada um crime autônomo, aplicando-se a lei vigente no momento do último ato, mesmo que mais gravosa (S.711 STF);

·        Participação e autoria mediata – Vigora a lei do tempo da atuação destes mesmo que anterior ao tempo da prática da ação ou omissão principal;Conflito de leis no tempo - No processo penal vige sempre a aplicabilidade da lei mais benigna (lex mitior);

·        A lei mais benéfica se afere sempre no caso concreto, nunca no plano abstrato;

Conflito de leis no tempo no Processo Penal – O processo é regido pela lei ao tempo do ato (tempus regit actum);

·        Normas processuais com relevantes características materiais – Quando as normas processuais tratarem do ius puniendi estatal (pacífico) ou de direitos e garantias fundamentais (controvertido) estas recebem o tratamento de normas penais;

Combinação de leis – Vedado, pois nessa hipótese estaria o julgador legislando e também por ferir o princípio da isonomia, logo a comparação das leis deve ser feita em bloco, não podendo haver fatiamento;

Abolitio Criminis A descriminalização da conduta consiste numa causa de extinção da punibilidade;

·        Não é causa de atipicidade, pois esta é aferida no momento da conduta;

·        Apaga todos os efeitos penais principais e secundários da condenação, mas não apaga efeitos cíveis;

Leis excepcionais e temporárias - A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência (ultratividade).

Norma penal em branco e conflito de leis no tempo – Se a modificação no complemento do tipo penal tiver pretensão de vigência indeterminada esta retroagirá em benefício do réu;

Ultratividade de entendimento jurisprudencial mais benéfico – Posicionamentos:

a)     Tradicional - A retroatividade/ultratividade se aplica somente a lei segundo o comando constitucional, não podendo a jurisprudência ser equiparada em razão da separação dos poderes;

b)     Roxin - Não se pode equiparar a jurisprudência à lei, mas pode se utilizar da ideia de erro de proibição quando a mudança jurisprudencial versar sobre a ilicitude da conduta;

c)     Juarez Tavares – É possível o uso da jurisprudência mais benéfica sempre que esta não for meramente interpretativa;

d)    Liberal - Haveria equiparação pura e simples de lei e jurisprudência, podendo haver a aplicação do entendimento anterior e mais benéfico, mesmo que não seja mais predominante nas Cortes Superiores;

Tempo do Crime (Teoria da atividade) - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado;

·        Crime permanente – Conduta única que se prolonga no tempo, considera-se tempo do crime todo o tempo em que esse subsiste, aplicando-se a lei vigente no momento do último ato, mesmo que mais gravosa;

·        Crime habitual – A habitualidade é característica de alguns crimes onde há a intenção de repetir o ato, sendo as ações vistas como uma unidade pela lei, aplicando-se a lei vigente no momento do último ato, mesmo que mais gravosa;

·        Crime continuado – Forma de cometimento de crime, onde o agente se aproveita de forma múltipla de uma mesma situação originária que facilita a conduta, constituindo cada conduta separada um crime autônomo, aplicando-se a lei vigente no momento do último ato, mesmo que mais gravosa (S.711 STF);

·        Participação e autoria mediata – Vigora a lei do tempo da atuação destes mesmo que anterior ao tempo da prática da ação ou omissão principal;


Conflito de leis no tempo - No processo penal vige sempre a aplicabilidade da lei mais benigna (lex mitior);

·        A lei mais benéfica se afere sempre no caso concreto, nunca no plano abstrato;

Conflito de leis no tempo no Processo Penal – O processo é regido pela lei ao tempo do ato (tempus regit actum);

·        Normas processuais com relevantes características materiais – Quando as normas processuais tratarem do ius puniendi estatal (pacífico) ou de direitos e garantias fundamentais (controvertido) estas recebem o tratamento de normas penais;

Combinação de leis – Vedado, pois nessa hipótese estaria o julgador legislando e também por ferir o princípio da isonomia, logo a comparação das leis deve ser feita em bloco, não podendo haver fatiamento;

Abolitio Criminis A descriminalização da conduta consiste numa causa de extinção da punibilidade;

·        Não é causa de atipicidade, pois esta é aferida no momento da conduta;

·        Apaga todos os efeitos penais principais e secundários da condenação, mas não apaga efeitos cíveis;

Leis excepcionais e temporárias - A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência (ultratividade).

Norma penal em branco e conflito de leis no tempo – Se a modificação no complemento do tipo penal tiver pretensão de vigência indeterminada esta retroagirá em benefício do réu;

Ultratividade de entendimento jurisprudencial mais benéfico – Posicionamentos:

a)     Tradicional - A retroatividade/ultratividade se aplica somente a lei segundo o comando constitucional, não podendo a jurisprudência ser equiparada em razão da separação dos poderes;

b)     Roxin - Não se pode equiparar a jurisprudência à lei, mas pode se utilizar da ideia de erro de proibição quando a mudança jurisprudencial versar sobre a ilicitude da conduta;

c)     Juarez Tavares – É possível o uso da jurisprudência mais benéfica sempre que esta não for meramente interpretativa;

d)    Liberal - Haveria equiparação pura e simples de lei e jurisprudência, podendo haver a aplicação do entendimento anterior e mais benéfico, mesmo que não seja mais predominante nas Cortes Superiores;

Tempo do Crime (Teoria da atividade) - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado;

·        Crime permanente – Conduta única que se prolonga no tempo, considera-se tempo do crime todo o tempo em que esse subsiste, aplicando-se a lei vigente no momento do último ato, mesmo que mais gravosa;

·        Crime habitual – A habitualidade é característica de alguns crimes onde há a intenção de repetir o ato, sendo as ações vistas como uma unidade pela lei, aplicando-se a lei vigente no momento do último ato, mesmo que mais gravosa;

·        Crime continuado – Forma de cometimento de crime, onde o agente se aproveita de forma múltipla de uma mesma situação originária que facilita a conduta, constituindo cada conduta separada um crime autônomo, aplicando-se a lei vigente no momento do último ato, mesmo que mais gravosa (S.711 STF);

·        Participação e autoria mediata – Vigora a lei do tempo da atuação destes mesmo que anterior ao tempo da prática da ação ou omissão principal;Conflito de leis no tempo - No processo penal vige sempre a aplicabilidade da lei mais benigna (lex mitior);

·        A lei mais benéfica se afere sempre no caso concreto, nunca no plano abstrato;

Conflito de leis no tempo no Processo Penal – O processo é regido pela lei ao tempo do ato (tempus regit actum);

·        Normas processuais com relevantes características materiais – Quando as normas processuais tratarem do ius puniendi estatal (pacífico) ou de direitos e garantias fundamentais (controvertido) estas recebem o tratamento de normas penais;

Combinação de leis – Vedado, pois nessa hipótese estaria o julgador legislando e também por ferir o princípio da isonomia, logo a comparação das leis deve ser feita em bloco, não podendo haver fatiamento;

Abolitio Criminis A descriminalização da conduta consiste numa causa de extinção da punibilidade;

·        Não é causa de atipicidade, pois esta é aferida no momento da conduta;

·        Apaga todos os efeitos penais principais e secundários da condenação, mas não apaga efeitos cíveis;

Leis excepcionais e temporárias - A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência (ultratividade).

Norma penal em branco e conflito de leis no tempo – Se a modificação no complemento do tipo penal tiver pretensão de vigência indeterminada esta retroagirá em benefício do réu;

Ultratividade de entendimento jurisprudencial mais benéfico – Posicionamentos:

a)     Tradicional - A retroatividade/ultratividade se aplica somente a lei segundo o comando constitucional, não podendo a jurisprudência ser equiparada em razão da separação dos poderes;

b)     Roxin - Não se pode equiparar a jurisprudência à lei, mas pode se utilizar da ideia de erro de proibição quando a mudança jurisprudencial versar sobre a ilicitude da conduta;

c)     Juarez Tavares – É possível o uso da jurisprudência mais benéfica sempre que esta não for meramente interpretativa;

d)    Liberal - Haveria equiparação pura e simples de lei e jurisprudência, podendo haver a aplicação do entendimento anterior e mais benéfico, mesmo que não seja mais predominante nas Cortes Superiores;

Tempo do Crime (Teoria da atividade) - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado;

·        Crime permanente – Conduta única que se prolonga no tempo, considera-se tempo do crime todo o tempo em que esse subsiste, aplicando-se a lei vigente no momento do último ato, mesmo que mais gravosa;

·        Crime habitual – A habitualidade é característica de alguns crimes onde há a intenção de repetir o ato, sendo as ações vistas como uma unidade pela lei, aplicando-se a lei vigente no momento do último ato, mesmo que mais gravosa;

·        Crime continuado – Forma de cometimento de crime, onde o agente se aproveita de forma múltipla de uma mesma situação originária que facilita a conduta, constituindo cada conduta separada um crime autônomo, aplicando-se a lei vigente no momento do último ato, mesmo que mais gravosa (S.711 STF);

·        Participação e autoria mediata – Vigora a lei do tempo da atuação destes mesmo que anterior ao tempo da prática da ação ou omissão principal;


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Jéssica Beyer

Há mais de um mês

Em regra, aplica-se a lei penal vigente ao tempo da prática do fato criminoso, de acordo com o princípio do tempus regit actum. Quer-se dizer que a lei penal produzirá efeitos, em regra, no período da sua vigência, de acordo com a lei vigente na época do fato. Assim, praticado um crime, por exemplo, na data de 22 de julho de 2013, reger-se-á a pretensão punitiva estatal, a princípio, de acordo com as regras vigentes nesta data. Exceção à regra supracitada ocorre nos casos de extra-atividade da lei penal, em que abrange a retroatividade da lei mais benéfica e sua ultra-atividade.

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João Santos

Há mais de um mês

Em regra, aplica-se a lei penal vigente ao tempo da prática do fato criminoso, de acordo com o princípio do tempus regit actum. Quer-se dizer que a lei penal produzirá efeitos, em regra, no período da sua vigência, de acordo com a lei vigente na época do fato. Assim, praticado um crime, por exemplo, na data de 22 de julho de 2013, reger-se-á a pretensão punitiva estatal, a princípio, de acordo com as regras vigentes nesta data. Exceção à regra supracitada ocorre nos casos de extra-atividade da lei penal, em que abrange a retroatividade da lei mais benéfica e sua ultra-atividade.

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