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qual foi o maior motivo da Guerra do Paragua?i

Geografia

Escola Do Saber


5 resposta(s)

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Evandro Azevedo

Há mais de um mês

A Guerra do Paraguai foi resultado do processo de formação das nações platinas (Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai) e dos diferentes interesses econômicos e políticos que cada nação possuía durante a segunda metade do século XIX. A relação entre elas, sobretudo entre Brasil e Paraguai, agravou-se durante a disputa de interesses travada na Guerra Civil Uruguaia.

A Guerra do Paraguai é assunto que sempre causou fortes divergências entre os historiadores. No entanto, estudos realizados a partir da década de 1990 levaram ao surgimento de uma nova interpretação sobre as causas do conflito. Essas novas pesquisas foram realizadas com base em documentação inédita e levaram ao surgimento do que os historiadores chamam de uma nova historiografia do conflito.

As causas da Guerra do Paraguai concentravam-se, principalmente, na década de 1860, quando os diferentes interesses defendidos pelos governos paraguaio e brasileiro levaram a desentendimentos que fizeram o Paraguai atacar o Brasil. Esses desentendimentos intensificaram-se a partir da posse de Francisco Solano López como ditador do Paraguai, em 1862.

A posse de Solano López fez com que o governo paraguaio se aproximasse de um grupo rebelde argentino conhecido como federalistas. Esse grupo era liderado por Urquiza e concentrava-se nas províncias de Entre Rios e Corrientes. A aproximação do Paraguai com os federalistas possibilitou uma aliança do governo paraguaio com o governo uruguaio, representado pelo partido Blanco.

A aproximação paraguaia com os blancos abriu uma possibilidade importante para o Paraguai de utilizar o porto de Montevidéu como saída para o mar, uma vez que não havia possibilidade de os paraguaios utilizarem o de Buenos Aires. A aproximação paraguaia com os federalistas desagradou o governo argentino, representado pelo então presidente Bartolomé Mitre, e a aproximação paraguaia com os blancos no Uruguai desagradou tanto a Argentina quanto o Brasil.

A tensão entre os governos brasileiro e paraguaio já existia em virtude das negociações a respeito dos direitos de navegação no Rio Paraguai. O governo brasileiro exigia a livre navegação nos rios da Bacia Platina que cortavam o Paraguai, pois eram o único meio viável de chegar-se a Cuiabá (não havia estradas que ligavam a capital, Rio de Janeiro, àquela cidade). Além disso, havia uma disputa de território entre os dois países (a disputa era por um pedaço de terra que hoje corresponde ao Mato Grosso do Sul).

A relação entre Brasil e Paraguai azedou de vez quando aquele interveio na guerra travada no Uruguai, em 1864. Este país, conforme mencionado, era governado pelos blancos — integrantes do partido político aliado do governo paraguaio. No entanto, a política econômica do governo blanco prejudicava os interesses econômicos dos estancieiros gaúchos que atuavam no Uruguai.

Esses passaram a pressionar o governo brasileiro para que se posicionasse em defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros no Uruguai. Assim, o governo apoiou Venancio Flores, líder do partido colorado, adversário político que travava conflito contra os blancos desde 1863. Além disso, indicou que interviria diretamente no conflito a favor dos colorados.

A possibilidade de uma invasão brasileira no Uruguai em favor dos colorados desagradou profundamente o governo paraguaio, que ameaçou atacar o Brasil caso o país interviesse no conflito uruguaio. Essa postura firme do governo paraguaio era parte de uma estratégia, praticada por Solano López, de impor o Paraguai como potência alternativa na América do Sul em uma tentativa de rivalizar com Brasil e Argentina.

O governo brasileiro ignorou o ultimato paraguaio e, em setembro de 1864, conduziu a invasão do Uruguai. A ação brasileira contribuiu para destituir o governo blanco e colocar o líder colorado, Venancio Flores, como presidente uruguaio.


A Guerra do Paraguai foi resultado do processo de formação das nações platinas (Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai) e dos diferentes interesses econômicos e políticos que cada nação possuía durante a segunda metade do século XIX. A relação entre elas, sobretudo entre Brasil e Paraguai, agravou-se durante a disputa de interesses travada na Guerra Civil Uruguaia.

A Guerra do Paraguai é assunto que sempre causou fortes divergências entre os historiadores. No entanto, estudos realizados a partir da década de 1990 levaram ao surgimento de uma nova interpretação sobre as causas do conflito. Essas novas pesquisas foram realizadas com base em documentação inédita e levaram ao surgimento do que os historiadores chamam de uma nova historiografia do conflito.

As causas da Guerra do Paraguai concentravam-se, principalmente, na década de 1860, quando os diferentes interesses defendidos pelos governos paraguaio e brasileiro levaram a desentendimentos que fizeram o Paraguai atacar o Brasil. Esses desentendimentos intensificaram-se a partir da posse de Francisco Solano López como ditador do Paraguai, em 1862.

A posse de Solano López fez com que o governo paraguaio se aproximasse de um grupo rebelde argentino conhecido como federalistas. Esse grupo era liderado por Urquiza e concentrava-se nas províncias de Entre Rios e Corrientes. A aproximação do Paraguai com os federalistas possibilitou uma aliança do governo paraguaio com o governo uruguaio, representado pelo partido Blanco.

A aproximação paraguaia com os blancos abriu uma possibilidade importante para o Paraguai de utilizar o porto de Montevidéu como saída para o mar, uma vez que não havia possibilidade de os paraguaios utilizarem o de Buenos Aires. A aproximação paraguaia com os federalistas desagradou o governo argentino, representado pelo então presidente Bartolomé Mitre, e a aproximação paraguaia com os blancos no Uruguai desagradou tanto a Argentina quanto o Brasil.

A tensão entre os governos brasileiro e paraguaio já existia em virtude das negociações a respeito dos direitos de navegação no Rio Paraguai. O governo brasileiro exigia a livre navegação nos rios da Bacia Platina que cortavam o Paraguai, pois eram o único meio viável de chegar-se a Cuiabá (não havia estradas que ligavam a capital, Rio de Janeiro, àquela cidade). Além disso, havia uma disputa de território entre os dois países (a disputa era por um pedaço de terra que hoje corresponde ao Mato Grosso do Sul).

A relação entre Brasil e Paraguai azedou de vez quando aquele interveio na guerra travada no Uruguai, em 1864. Este país, conforme mencionado, era governado pelos blancos — integrantes do partido político aliado do governo paraguaio. No entanto, a política econômica do governo blanco prejudicava os interesses econômicos dos estancieiros gaúchos que atuavam no Uruguai.

Esses passaram a pressionar o governo brasileiro para que se posicionasse em defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros no Uruguai. Assim, o governo apoiou Venancio Flores, líder do partido colorado, adversário político que travava conflito contra os blancos desde 1863. Além disso, indicou que interviria diretamente no conflito a favor dos colorados.

A possibilidade de uma invasão brasileira no Uruguai em favor dos colorados desagradou profundamente o governo paraguaio, que ameaçou atacar o Brasil caso o país interviesse no conflito uruguaio. Essa postura firme do governo paraguaio era parte de uma estratégia, praticada por Solano López, de impor o Paraguai como potência alternativa na América do Sul em uma tentativa de rivalizar com Brasil e Argentina.

O governo brasileiro ignorou o ultimato paraguaio e, em setembro de 1864, conduziu a invasão do Uruguai. A ação brasileira contribuiu para destituir o governo blanco e colocar o líder colorado, Venancio Flores, como presidente uruguaio.


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Suellen Sousa

Há mais de um mês

Rivalidades entre a Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, causadas pelos desentendimentos quanto às fronteiras entre os países.

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Gabriel Muller

Há mais de um mês

Antes de tudo já havia acontecido a guerra do Prata, e apesar da vitória do Uruguai, Argentina e Brasil, o Paraguai não se contentou e a rivalidade só aumentou, e a disputa de territórios e rios gerou a nova guerra.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes