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Qual é a diferença entre a relação Deus/conhecimento para os medievais e para Descartes???

Filosofia

Colegio Dom Oton Mota


2 resposta(s)

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Willian Gomes

Há mais de um mês

A filosofia de Descartes é essencialmente dualista, isto é, ele admite a existência de duas realidades paralelas. Nesse sistema, o mundo é formado por duas substâncias independentes entre sí: a alma (o sujeito = substância pensante) e a o corpo (o objeto = substância extensa).



Descartes foi muito influenciado pela escola filosófica que o precedeu, a cética, que afirmava, em suma, não ser possível alcançar qualquer certeza ou conhecimento verdadeiro acerca do mundo. Os céticos duvidavam de todo conhecimento, inclusive sobre a existência do mundo e do próprio sujeito. Descartes desenvolveu a ideia de um gênio maligno e enganador com poderes para nos enganar e nos fazer crer num mundo totalmente falso. O exercício da dúvida, no entanto, revela pelo menos uma existência indubitável: a do pensamento, uma vez que é através do pensamento que se torna possível duvidar. Há então a confirmação da existência do sujeito, da substância pensante (penso, logo existo). Mas a descoberta do sujeito não resolve o problema do objeto, da substância extensa, que pode ainda ser apenas uma ilusão coerente. Descartes sente então a necessidade de pensar em um Deus não enganador, já que, sem o conhecimento de Deus seria impossível ter certeza de qualquer coisa que se refira ao mundo exterior, ou substância extensa. Para Descartes, a representação que temos de nossas ideias é efeito de alguma causa. De onde viria então a ideia de infinitude, se não somos infinitos? O efeito só pode ter, no máximo, o mesmo grau da causa, então a causa da ideia de infinito só pode ser uma: Deus (infinitamente sábio, onipotente, onisciente e onipresente). Deus passa a ser então, na filosofia de Descartes, não apenas a causa da própria ideia de infinitude, mas também a causa de tudo o que existe. Deus é, para Descartes, o fundamento da verdade, de forma que todas as representações que temos de ideias claras e distintas tem sua verdade garantida por Deus. Deus é a razão de todas as verdades e o “Eu pensante” é a razão de todos os pensamentos.

A filosofia de Descartes é essencialmente dualista, isto é, ele admite a existência de duas realidades paralelas. Nesse sistema, o mundo é formado por duas substâncias independentes entre sí: a alma (o sujeito = substância pensante) e a o corpo (o objeto = substância extensa).



Descartes foi muito influenciado pela escola filosófica que o precedeu, a cética, que afirmava, em suma, não ser possível alcançar qualquer certeza ou conhecimento verdadeiro acerca do mundo. Os céticos duvidavam de todo conhecimento, inclusive sobre a existência do mundo e do próprio sujeito. Descartes desenvolveu a ideia de um gênio maligno e enganador com poderes para nos enganar e nos fazer crer num mundo totalmente falso. O exercício da dúvida, no entanto, revela pelo menos uma existência indubitável: a do pensamento, uma vez que é através do pensamento que se torna possível duvidar. Há então a confirmação da existência do sujeito, da substância pensante (penso, logo existo). Mas a descoberta do sujeito não resolve o problema do objeto, da substância extensa, que pode ainda ser apenas uma ilusão coerente. Descartes sente então a necessidade de pensar em um Deus não enganador, já que, sem o conhecimento de Deus seria impossível ter certeza de qualquer coisa que se refira ao mundo exterior, ou substância extensa. Para Descartes, a representação que temos de nossas ideias é efeito de alguma causa. De onde viria então a ideia de infinitude, se não somos infinitos? O efeito só pode ter, no máximo, o mesmo grau da causa, então a causa da ideia de infinito só pode ser uma: Deus (infinitamente sábio, onipotente, onisciente e onipresente). Deus passa a ser então, na filosofia de Descartes, não apenas a causa da própria ideia de infinitude, mas também a causa de tudo o que existe. Deus é, para Descartes, o fundamento da verdade, de forma que todas as representações que temos de ideias claras e distintas tem sua verdade garantida por Deus. Deus é a razão de todas as verdades e o “Eu pensante” é a razão de todos os pensamentos.

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