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Qual a importância da garatuja?

Pedagogia

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5 resposta(s)

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Shirlei Shirlei

Há mais de um mês

As garatujas que as crianças pequenas desenham é a tentativa de representar o que interpretam do mundo à sua volta. Nos primeiros anos de escolaridade é importante explorar esse tipo de produção. O objeto desenhado é modificado em função do significado que lhe é atribuído, de forma semelhante ao que acontece com o brinquedo simbólico, como por exemplo o canudinho do suco vira uma espada.

A criança no início produz um emaranhado de traços e círculos. Aos poucos, começam a tomar formas mais complexas. Para ela é prazeroso desenhar, colocar a imaginação em exercício, brincar com cores e espaço. No maternal III é tabalhado o  desenho para investir no registro da criança no mundo que a cerca, valorizando sua forma de desenhar, estimulando cada aluno a perceber que o registro tem o seu valor e evoluir nas produções do desenho, bem como iniciar os registros de palavras.

As garatujas que as crianças pequenas desenham é a tentativa de representar o que interpretam do mundo à sua volta. Nos primeiros anos de escolaridade é importante explorar esse tipo de produção. O objeto desenhado é modificado em função do significado que lhe é atribuído, de forma semelhante ao que acontece com o brinquedo simbólico, como por exemplo o canudinho do suco vira uma espada.

A criança no início produz um emaranhado de traços e círculos. Aos poucos, começam a tomar formas mais complexas. Para ela é prazeroso desenhar, colocar a imaginação em exercício, brincar com cores e espaço. No maternal III é tabalhado o  desenho para investir no registro da criança no mundo que a cerca, valorizando sua forma de desenhar, estimulando cada aluno a perceber que o registro tem o seu valor e evoluir nas produções do desenho, bem como iniciar os registros de palavras.

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Luciene Fontes

Há mais de um mês

Garatuja

Rabiscos de criança são expressões da curiosidade, são tentativas e descobertas. Você não vai querer reprimir essa força criativa, certo?

É experimentando traços aparentemente sem nexo – as chamadas garatujas – que as crianças pequenas desenham na tentativa de representar o que interpretam do mundo à sua volta. Nos primeiros anos de escolaridade, é particularmente importante explorar sem amarras esse tipo de produção. Muitas vezes, porém, os rabiscos não recebem a devida atenção dos professores. Há certa ansiedade em direcionar o traço dos pequenos.                                                                    “Esse cerco, ao contrário do que se imagina, fecha portas para o fazer artístico”, afirma Mirian Celeste Martins, professora do curso de pós-graduação em Educação, Arte e Cultura da Universidade Presbiteriana Mackenzie. “Muitas crianças chegam ao Ensino Fundamental com a expressividade bloqueada justamente por conta do direcionamento que tiveram na infância para atividades como reproduzir ou colorir desenhos prontos”, diz Mirian. Nesse caso, a atenção da criança se volta para a dúvida se o trabalho é reconhecível ou não, em vez de estar no desenho em si.Desde a década de 1970, a pesquisadora americana Rhoda Kellog estuda os primeiros traços das crianças. Em suas pesquisas, ela observou e analisou quase 300 mil desenhos de crianças de todo o mundo e identificou padrões de estrutura, como rabiscos básicos e áreas de aplicação dos traços no papel (veja quadro abaixo).Kellog mapeou 20 tipos de rabiscos de crianças de até dois anos de idade, produzidos de maneira bastante primitiva em variadas combinações. Um tempo adiante, essas linhas convergem para seis diagramas básicos: círculo ou oval, quadrado ou retângulo, triângulo, cruz ou X e formas irregulares. A eles, depois são agregados elementos como sóis, linhas radiais, perímetros e figuras humanas.Embora apresentadas de maneira evolutiva, essas classificações não devem ser consideradas fases de desenvolvimento a ser perseguidas. “Elas são representações da ação da criança, de acordo com suas descobertas e com a interpretação que faz do mundo”, afirma a professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Rosa Iavelberg.Com muita sutileza, portanto, as garatujas revelam o olhar da criança. Observadores, os pequenos experimentam enquanto desenham e acabam estabelecendo relações que ficam na memória. Descobrem os resultados dos movimentos que fazem com o braço, buscam as possibilidades das formas – para depois dominá-las – e encontram os limites do papel. Assim, criam de forma autônoma. “É com a exploração desses rabiscos que a criança vai construir sua produção autoral”, acrescenta Rosa.Além de ficar atento ao desenho das crianças, é importante criar um ambiente em que o desenho possa ser cultivado (Dois exemplos de atividades: Desenho na sombra e Criação com desafio). Quando possível, oferecer diversidade de materiais e suportes colabora para ampliar o repertório e estimula a viagem criativa da meninada. “A força que faz inventar os modos de desenhar, de jogar com a percepção, de brincar com linhas, formas e cores tem de ser potencializada pelo educador. Abrir esse espaço é mais do que simplesmente deixar fazer”, acrescenta Miriam. É preciso instigar a competência simbólica, provocar o aluno a ir além e não apenas ensinar a ele regras práticas da figuração. Com isso, foge-se do controle rígido da representação, que faz os pequenos reproduzir de forma sistemática os modelos estereotipados

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Mirian Alves

Há mais de um mês

Através da garatuja as crianças se expressam. E ai que ela interpreta o seu mundo. E também uma forma de produção de escrita. Furos professores não desprezem este momento. Deixe o seu aluno se expressar de sua maneira.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes