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O que foi o apogeu nazista? E de que forma esse apogeu aconteceu

História

Colegio Gentil Bittencourt


2 resposta(s)

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Bryan Coelho

Há mais de um mês

Vários mitos rondam a história da Alemanha nazista. A princípio, seria esta o Estado mais eficiente que já existiu, já que combinava a tradicional eficiência e organização alemã com o sistema político nazista, o qual seria completamente hierárquico e centralizado. Um super Estado, que funcionaria como um relógio, substituindo a anarquia da sociedade liberal democrática que ele vinha a substituir.

A pesquisa histórica dos últimos anos tem indicado como estas qualificações para o III Reich são, acima de tudo, mistificações, criadas, em parte, pela própria propaganda nazista. O Estado nazista, longe de ser hierárquico e centralizado, era uma verdadeira coleção de instituições, organizações e indivíduos disputando poder e influência. É evidente que Hitler detinha, no limite, o poder de decisão final, mas isso não implicava na formação de uma estrutura tão coesa e hierarquizada como se supunha.

Vários mitos rondam a história da Alemanha nazista. A princípio, seria esta o Estado mais eficiente que já existiu, já que combinava a tradicional eficiência e organização alemã com o sistema político nazista, o qual seria completamente hierárquico e centralizado. Um super Estado, que funcionaria como um relógio, substituindo a anarquia da sociedade liberal democrática que ele vinha a substituir.

A pesquisa histórica dos últimos anos tem indicado como estas qualificações para o III Reich são, acima de tudo, mistificações, criadas, em parte, pela própria propaganda nazista. O Estado nazista, longe de ser hierárquico e centralizado, era uma verdadeira coleção de instituições, organizações e indivíduos disputando poder e influência. É evidente que Hitler detinha, no limite, o poder de decisão final, mas isso não implicava na formação de uma estrutura tão coesa e hierarquizada como se supunha.

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Maria Fernanda Tripudi Cruz

Há mais de um mês

O grande problema, entretanto, não é o mero reconhecimento legal de uma realidade que salta aos olhos. Nenhuma pessoa minimamente racional evidentemente sustentaria que animais são coisas. O grande problema é que, mesmo a lei reconhecendo que animais não são coisas, eles continuam sendo tratados como coisas, submetidos a um regime nazista, não por um grupo político, mas por toda a coletividade.

O nazismo era um sistema político-ideológico que, entre outras barbaridades, tratava judeus como coisas. Assim como um estuprador ou um pedófilo trata suas vítimas como coisas, os nazistas “coisificaram” os judeus perante o ordenamento para que fosse possível fazer com eles o que bem entendessem. Eram presos sem qualquer culpa, apenas por serem judeus. Dormiam amontoados em galpões, comiam restos de comida ou comidas estragadas, e apenas o mínimo necessário para sobreviver. E eram submetidos a toda ordem de atrocidades.

Para se testar um novo projétil, bastava utilizar alguns judeus como alvo. Para se descobrir quanto tempo um piloto demoraria para morrer de hipotermia caso sua aeronave fosse abatida nos mares gelados do norte da Europa, jogavam judeus em tanques de água gelada e cronometravam sua morte. Experiências muito mais terríveis foram feitas. E a morte era o destino certo, enquanto os demais alemães tocavam suas vidas normalmente. Atualmente, países dominados por extremistas islâmicos tratam suas vítimas como coisas, explorando-as sexualmente, torturando, mutilando, apedrejando e, frequentemente, degolando-as. São tão nazistas quanto os alemães foram.

E em que pese o absurdo dessa realidade, o nazismo vem sendo praticado contra os animais. As pessoas seguem absorvidas em sua rotina, com seus problemas ou imersas em seu mundo virtual. Gaiolas de gestação de porcas, trituradores de filhotes de aves, bezerros imobilizados para carne ficar mais macia, vacas tratadas como máquinas de leite. Seres inteligentes e sensíveis, “coisificados”. Mais que um sistema de normas, o nazismo se caracterizou pela indiferença das pessoas com as vítimas. E, ao que parece, atingiu seu apogeu social.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes