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Comente sobre comenius ⬇? O que ele defendia? Quais suas contribuições para a educação? Compare com a dos dias atuais , algo mudou ?

Pedagogia

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4 resposta(s)

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Maria Lopes

Há mais de um mês

O métod o nat ura l do métod o deste autor é a i déi a de que tod os são d otados

da mesma nat ure za humana , embora tenha m i nte li gênci as di ferentes , u ma ve z que

a di versi dad e de i nteligê nci as é a penas um excesso o u u ma defi ci ênci a da

i nteligê nci a, ha rmo nia e xi ste nte na huma ni d ade. O temp o p a ra reme di ar esses

excessos e ins ufi ci ênci as ocor re q ua ndo as i nte li gê nci as sã o no vas.

O trabal ho de C ome nius é um pa radig ma de conheci me nto sobre a educação

de crianças e jove ns , utiliza ndo para i sso um luga r privi le gi ad o: a escola. S ua ob ra

i magi nati va , a Magia D i d áti ca, escri ta entre 162 8 e 1 632, apresenta co mo

caracter ís tic as fu ndame ntai s d a esco la moderna : - a co ns tr ução da i nfâ ncia mo der na

como fo r ma de pe dago gi a dessa i nfâ ncia po r mei o d a ed ucação forma l, p oi s a té

então as cria nças fo ram tratadas ad ultos .

Isso fari a uma aliança e nt re a fam íli a e a escola atra vés da qua l a cria nça

seria li b ertada da i nfl uê nci a d a ó rbi ta da fam íli a na órbita da e scola, ha veri a uma

manei ra de organi zar a t ra nsmi ssão d e co nheci mento ba sead o em método de

ensi no si m ultâne o de a gr upame nto d e alunos e - cons tr ução d e um l ugar de

educador, p rofesso r , reser vad o para ad ul to s co m co nheci me nto leg íti mo . Mas de ve -

se enfa ti za r q ue a c ri ança preparada pe la d i dá ti ca de C omeni us esta ria preparada

para a vi da em o utro mundo, o A lé m, i sto é , q ue a educação, seg und o o autor, é o

caminho d a sa lvação d o homem ca ído. O te mpo presente era uma expecta ti va

momentâ nea e a nsio sa da vi da e te r na. P orta nto , ele di sse que a educação é

uni ve rsal , na medi da em q ue de ve a ti ngi r todos os home ns, poi s todos de vem ser

salvos do p ecad o e cair .

A finalidade da e ducação cr istã

C omenius (2006, p . 29) afirma q ue " a educação é a cu ra para a corr upção da

huma ni d ade" . Isso si gnifica q ue o a uto r d o d esen ho di dático consi dero u a e d uca ção

como um meio efeti vo de m udar a socie dad e.

Assi m, para C o meni us, a educaçã o não pode atingi r este o bjetivo sem as

segui ntes t r íade s de p receitos i n terdepe nd entes: educação , mo rali dad e e pied ade .

Pa ra ele, o homem de ve adq ui ri r o con heci mento de tod as a s coi sas, dominar as

coi sas e trazer-se d e vol ta a si mesmo, levar co nsi g o todas a s coi sas p ara D eus,

que é a fo nte de todas as coisas (C O MEN IUS, 200 6, p .5 5) . .

Neste ponto, o ho me m que é cond uzid o po r e ste tri pé , a b ase da sua vi d a

presente e f utura, é cons ti t uído: "Q ua nto mai s traba l hamos nes ta vi d a para a

educação, a vi r t ude, a pi e dad e, mai s nos aproxi ma mos do fi m " . (COME N IUS, 2 006 ,

p.56).

No enta nto , e nte ndemos q ue na co ncep ção de C omeni us, a mora li da de é a

arte de forma r os cost umes f u ndame ntai s, porq ue para ele o home m é uma i magem

de Deus, preci sando se r ve rdadei rame nte trei nado p ara se r um homem .

Para i sso, C omenius (2006 , pp . 26 3 -270) mostra que o homem de ve ap rende r

as vi rtude s: pr udê nci a, temp era nça, força e j usti ça. A lém di sso, de vemo s a prend e r a

cultiva r virt udes po r mei o d e ações e não a pe nas pa la vras. E sse e nsi name nto deve

começar ced o, e tamb é m é f unção dos precepto re s d ar e xemplo s d e vi da co nfiando

nas e scrit u ras, ma nte ndo as cri anças em más companhi as e di sci p li na ndo -as para

se defend e re m co nt ra os ma us cost u mes. .

A pi e dade de C o meni us si gnifica o coração d o homem i mbuído do se nso

correto de fé e reli gi ã o, de spertando no homem o d esejo de buscar a D e us em todos

os luga res, para " segui r o nd e q uer q ue te nha estado e pa ra desfr utar" ( C OME N IUS

2006, p.270).

Todas as coi sas de ve m co nvergi r em D eus, pensame n to , lo uvo r e amor; A lém

di sso, a ra zão para a vid a huma na é adorar a D e us. P ara e xtra i r a p i eda de,

C omenius (2006 , p.272) a prese nta três fo ntes na di dática d a Magna : o te xto b íbli co,

que e m s ua co ncepção é sagrado , o m undo e nós mesmo s.

As fontes s ão as Sagradas Es c rituras , o m undo e

nós m esm os , ou s eja, a pala vra de Deus , s uas

obras e nos s o s entim ento interior. D as Es c rituras

haurem a c onsc iência e o am or de Deus . Q ue,

depois , a partir do m undo e da s ábia c ontem plaç ão

das admiráveis obras divinas nele exis tentes

s ejam os c onduz idos para um s entim ento de

piedade.

C omenius (2006 , p . 27 3) ainda p ropõe um mé to do pa ra ha urirmos a

pi edade:

O m odo de haurir a pied ade d es s as fontes é

trípl ic e: Medi tação, Prece e Tent aç ão. Es s as três

c ois as faz em o teólogo, c omo afirm a M. Lutero ,

m as tam bém s ão ess ênc ias para faz er o c ristão. A

Me ditação é a ref lexão c ont ínua, ac urada e devot a

s obre as obras , as palavras e os dons de D eus [...]

A prec e é a tensão freqüe nte e c ont ín ua em direção

a Deus e s úplic a por s ua m is eric órdia, para que nos

am pare e guie c om s eu Es pírito. A tentaç ão, enfim,

c ons is te no freqüente tente ar, nos s o e alhei o, dos

progress os que realiz amos na piedad e; aqu i

tam bém c abem , a s eu m odo, as tentaç ões

humanas , diabólic as e divinas.

C omo o ensi no da mo rali dad e, a pi e dade deve se r i nc uti d o de sde a

i nfâ nci a, é i mpor ta nte e nsi nar as c ri anças a i déi a de q ue e les não estão lá p a ra a

vi da presente , mas p ara se preparar para entra r na di gni da de eterno e se preparar

adeq uadamente (C OMEN IUS, 2006 , 2 75) .

Po rtanto, C ome ni us e nfati zo u a i mpor tâ nci a de ensi na r a e nsi nar todas a s

coi sas gradual mente e sucessi vame nte , seg ui ndo o próprio c urso da nat u reza .

Na concepção d e C omeni us, o ensi no deve estar mai s p róxi mo da reali d ade

da criança de acordo com sua faixa e tári a e d o ensi no d i reto pa ra que a cria nça

aprenda coi sas simple s (co ncre tas) às coisas comple xas.

D e acordo com C omenius, as esco las não de ve m s ufocar o e sp írito de

estuda ntes a lta mente compete nte s a pre nder sem ca usar co nfusão no se nti d o de

que "aq ue les que p restar a te nção a coi sas di fere ntes tê m me nos se nsibi li d ade a

cada um deles" (C omeni us de 2006 a apre ndi zagem não se tor na signi ficati va .

A preocupação d e e nsinar qualq uer méto do de e nsino será g rad ualme n te

perfei ta se você p reparar os ho mens não ape nas para a ci ênci a, mas ta mbém

para a vi da pi ed os a. C omeni us (2006: 2 27) d i z que " nada é apre ndi do ap enas

para a escola , mas p ara a vid a, então q ua ndo você va i p ara a e scola , tudo nã o é

levado embora" .

C om o p ressupo s to de uma ação grad ual no desenvo l vi me nto huma no ,

C omenius propõe a o rganização escolar de acordo com o desenvo l vi mento f ísi co

do i ndi víd uo até os 24 a nos, di vi di d o em q ua tro etapas de sei s a nos cad a. E sta

di stri bui çã o se gui ria os n íve i s e ducaci onai s na seg uin te ordem : crec he, esco la

ve r nac ular e escola lati na o u gi nási o e acad emia.

Na práti c a e ducati va de C omenius , todos d evem te r acesso à ed ucação

porque ele vê o homem como a cri at ura mai s e splê ndi da já cria da e co mo tal deve

ser ensi nado: " Todo s têm a tarefa de treina r home ns, ed ucá - los sobre s ua

di gni da de e exce lê ncia , pa ra q ue procurem di reci onar se us esforço s p ara esse fi m

supremo ”(C O ME N IUS , 2 006, 42 ) .

Esse resumo fala muito bem de sua pergunta.Espero ter ajudado

O métod o nat ura l do métod o deste autor é a i déi a de que tod os são d otados

da mesma nat ure za humana , embora tenha m i nte li gênci as di ferentes , u ma ve z que

a di versi dad e de i nteligê nci as é a penas um excesso o u u ma defi ci ênci a da

i nteligê nci a, ha rmo nia e xi ste nte na huma ni d ade. O temp o p a ra reme di ar esses

excessos e ins ufi ci ênci as ocor re q ua ndo as i nte li gê nci as sã o no vas.

O trabal ho de C ome nius é um pa radig ma de conheci me nto sobre a educação

de crianças e jove ns , utiliza ndo para i sso um luga r privi le gi ad o: a escola. S ua ob ra

i magi nati va , a Magia D i d áti ca, escri ta entre 162 8 e 1 632, apresenta co mo

caracter ís tic as fu ndame ntai s d a esco la moderna : - a co ns tr ução da i nfâ ncia mo der na

como fo r ma de pe dago gi a dessa i nfâ ncia po r mei o d a ed ucação forma l, p oi s a té

então as cria nças fo ram tratadas ad ultos .

Isso fari a uma aliança e nt re a fam íli a e a escola atra vés da qua l a cria nça

seria li b ertada da i nfl uê nci a d a ó rbi ta da fam íli a na órbita da e scola, ha veri a uma

manei ra de organi zar a t ra nsmi ssão d e co nheci mento ba sead o em método de

ensi no si m ultâne o de a gr upame nto d e alunos e - cons tr ução d e um l ugar de

educador, p rofesso r , reser vad o para ad ul to s co m co nheci me nto leg íti mo . Mas de ve -

se enfa ti za r q ue a c ri ança preparada pe la d i dá ti ca de C omeni us esta ria preparada

para a vi da em o utro mundo, o A lé m, i sto é , q ue a educação, seg und o o autor, é o

caminho d a sa lvação d o homem ca ído. O te mpo presente era uma expecta ti va

momentâ nea e a nsio sa da vi da e te r na. P orta nto , ele di sse que a educação é

uni ve rsal , na medi da em q ue de ve a ti ngi r todos os home ns, poi s todos de vem ser

salvos do p ecad o e cair .

A finalidade da e ducação cr istã

C omenius (2006, p . 29) afirma q ue " a educação é a cu ra para a corr upção da

huma ni d ade" . Isso si gnifica q ue o a uto r d o d esen ho di dático consi dero u a e d uca ção

como um meio efeti vo de m udar a socie dad e.

Assi m, para C o meni us, a educaçã o não pode atingi r este o bjetivo sem as

segui ntes t r íade s de p receitos i n terdepe nd entes: educação , mo rali dad e e pied ade .

Pa ra ele, o homem de ve adq ui ri r o con heci mento de tod as a s coi sas, dominar as

coi sas e trazer-se d e vol ta a si mesmo, levar co nsi g o todas a s coi sas p ara D eus,

que é a fo nte de todas as coisas (C O MEN IUS, 200 6, p .5 5) . .

Neste ponto, o ho me m que é cond uzid o po r e ste tri pé , a b ase da sua vi d a

presente e f utura, é cons ti t uído: "Q ua nto mai s traba l hamos nes ta vi d a para a

educação, a vi r t ude, a pi e dad e, mai s nos aproxi ma mos do fi m " . (COME N IUS, 2 006 ,

p.56).

No enta nto , e nte ndemos q ue na co ncep ção de C omeni us, a mora li da de é a

arte de forma r os cost umes f u ndame ntai s, porq ue para ele o home m é uma i magem

de Deus, preci sando se r ve rdadei rame nte trei nado p ara se r um homem .

Para i sso, C omenius (2006 , pp . 26 3 -270) mostra que o homem de ve ap rende r

as vi rtude s: pr udê nci a, temp era nça, força e j usti ça. A lém di sso, de vemo s a prend e r a

cultiva r virt udes po r mei o d e ações e não a pe nas pa la vras. E sse e nsi name nto deve

começar ced o, e tamb é m é f unção dos precepto re s d ar e xemplo s d e vi da co nfiando

nas e scrit u ras, ma nte ndo as cri anças em más companhi as e di sci p li na ndo -as para

se defend e re m co nt ra os ma us cost u mes. .

A pi e dade de C o meni us si gnifica o coração d o homem i mbuído do se nso

correto de fé e reli gi ã o, de spertando no homem o d esejo de buscar a D e us em todos

os luga res, para " segui r o nd e q uer q ue te nha estado e pa ra desfr utar" ( C OME N IUS

2006, p.270).

Todas as coi sas de ve m co nvergi r em D eus, pensame n to , lo uvo r e amor; A lém

di sso, a ra zão para a vid a huma na é adorar a D e us. P ara e xtra i r a p i eda de,

C omenius (2006 , p.272) a prese nta três fo ntes na di dática d a Magna : o te xto b íbli co,

que e m s ua co ncepção é sagrado , o m undo e nós mesmo s.

As fontes s ão as Sagradas Es c rituras , o m undo e

nós m esm os , ou s eja, a pala vra de Deus , s uas

obras e nos s o s entim ento interior. D as Es c rituras

haurem a c onsc iência e o am or de Deus . Q ue,

depois , a partir do m undo e da s ábia c ontem plaç ão

das admiráveis obras divinas nele exis tentes

s ejam os c onduz idos para um s entim ento de

piedade.

C omenius (2006 , p . 27 3) ainda p ropõe um mé to do pa ra ha urirmos a

pi edade:

O m odo de haurir a pied ade d es s as fontes é

trípl ic e: Medi tação, Prece e Tent aç ão. Es s as três

c ois as faz em o teólogo, c omo afirm a M. Lutero ,

m as tam bém s ão ess ênc ias para faz er o c ristão. A

Me ditação é a ref lexão c ont ínua, ac urada e devot a

s obre as obras , as palavras e os dons de D eus [...]

A prec e é a tensão freqüe nte e c ont ín ua em direção

a Deus e s úplic a por s ua m is eric órdia, para que nos

am pare e guie c om s eu Es pírito. A tentaç ão, enfim,

c ons is te no freqüente tente ar, nos s o e alhei o, dos

progress os que realiz amos na piedad e; aqu i

tam bém c abem , a s eu m odo, as tentaç ões

humanas , diabólic as e divinas.

C omo o ensi no da mo rali dad e, a pi e dade deve se r i nc uti d o de sde a

i nfâ nci a, é i mpor ta nte e nsi nar as c ri anças a i déi a de q ue e les não estão lá p a ra a

vi da presente , mas p ara se preparar para entra r na di gni da de eterno e se preparar

adeq uadamente (C OMEN IUS, 2006 , 2 75) .

Po rtanto, C ome ni us e nfati zo u a i mpor tâ nci a de ensi na r a e nsi nar todas a s

coi sas gradual mente e sucessi vame nte , seg ui ndo o próprio c urso da nat u reza .

Na concepção d e C omeni us, o ensi no deve estar mai s p róxi mo da reali d ade

da criança de acordo com sua faixa e tári a e d o ensi no d i reto pa ra que a cria nça

aprenda coi sas simple s (co ncre tas) às coisas comple xas.

D e acordo com C omenius, as esco las não de ve m s ufocar o e sp írito de

estuda ntes a lta mente compete nte s a pre nder sem ca usar co nfusão no se nti d o de

que "aq ue les que p restar a te nção a coi sas di fere ntes tê m me nos se nsibi li d ade a

cada um deles" (C omeni us de 2006 a apre ndi zagem não se tor na signi ficati va .

A preocupação d e e nsinar qualq uer méto do de e nsino será g rad ualme n te

perfei ta se você p reparar os ho mens não ape nas para a ci ênci a, mas ta mbém

para a vi da pi ed os a. C omeni us (2006: 2 27) d i z que " nada é apre ndi do ap enas

para a escola , mas p ara a vid a, então q ua ndo você va i p ara a e scola , tudo nã o é

levado embora" .

C om o p ressupo s to de uma ação grad ual no desenvo l vi me nto huma no ,

C omenius propõe a o rganização escolar de acordo com o desenvo l vi mento f ísi co

do i ndi víd uo até os 24 a nos, di vi di d o em q ua tro etapas de sei s a nos cad a. E sta

di stri bui çã o se gui ria os n íve i s e ducaci onai s na seg uin te ordem : crec he, esco la

ve r nac ular e escola lati na o u gi nási o e acad emia.

Na práti c a e ducati va de C omenius , todos d evem te r acesso à ed ucação

porque ele vê o homem como a cri at ura mai s e splê ndi da já cria da e co mo tal deve

ser ensi nado: " Todo s têm a tarefa de treina r home ns, ed ucá - los sobre s ua

di gni da de e exce lê ncia , pa ra q ue procurem di reci onar se us esforço s p ara esse fi m

supremo ”(C O ME N IUS , 2 006, 42 ) .

Esse resumo fala muito bem de sua pergunta.Espero ter ajudado

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Karen Augusta Rinaldi

Há mais de um mês

Ele defendia a necessidade da educação das crianças em idade tenra, que se construissem escolas maternais, para que assim o conhecimento seria conquistado desde cedo,a pedagogia de Comenius até hoje pode e deve ser abordada, mesmo nos dias atuais sua pedagogia é de grande validade e importancia.

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fernanda silva

Há mais de um mês

Houveram muitas alteracoes se comparada. De fato atualmente a vertente educacional sofreu um grande avanco

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes