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Preciso saber sobre finnis


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gabi tawil

Há mais de um mês

   John Finnis é tido como o principal filósofo contemporâneo do Direito Natural e buscou em termos contemporâneos examinar o que se pode entender por “direitos naturais”.  Seu livro

Lei Natural e Direitos Naturais

tem como objetivo identificar os “ bens humanos”  e as exigências de “razoabilidade prática”.

    Duas afirmações circunscrevem seu livro: a compreensão do sentido de “bens humanos”  e a existência de exigências relativas à “razão prática” que apenas as “instituições humanas”, tais como as leis humanas, podem satisfazer.

    Ademais, em seu livro,  Finnis se opõe aos modelos de direito natural que haviam sido retratados. Portanto, ele pretende revigorar a teoria do direito natural. Como partida, ele  aponta que Santo Tomás não concedeu a teoria do direito natural à natureza humana em suas manifestações empíricas, mas sim  em “princípios da razão prática”. A diferença é que esses princípios encontram base  na “auto-evidência”, pois para atingi-los basta que se use a razão.

    Deste modo, o “bom e o mau” não resultam de fatores empíricos, mas destes “primeiros princípios” e  a partir dessa incompreensão, que o direito natural foi intensamente repudiado. Logo, para Finnis, a razoabilidade prática é o ponto de vista moral que assuma o direito como uma instituição que merece respeito e obediência, isto é, como exigência razoável para a consecução da felicidade e paz social. Assim, ele acredita que todos os homens agem movidos por valores que são alcançados através da análise das próprias ações e instituições que eles mesmos criam, logo cabe a teoria do direito natural estudá-los.

    Trazendo Aristóteles, Finnis faz referência ao “significado focal”, e afirma que possibilita  a aprendizagem  do significado do que é relevante “caso central”. Diante disso, ele distingue os casos centrais dos casos periféricos,  chegando a conclusão que se as exigências razoáveis são aqueles que promovem a felicidade e a paz social, então o “caso central do direito” são as leis que promovem o “bem comum”, determinado o que seria uma “lei justa”. Assim para Finnis uma teoria da lei natural propõe  identificar as condições e princípios de retidão prática.

    Em seguida, Finnis aborda os Pressupostos da teoria jurídica, os quais informam sua construção. São divididos em três, plano valorativo (bens básicos), plano metodológico (condições de razoabilidade prática) e plano sócio-político (relações entre comunidade e autoridade).

     Posteriormente, Finnis sustenta que toda e qualquer obrigação deve ser explicada a partir do referencial da razoabilidade prática.  Além disso, ele afirma que o vínculo entre “Direito” e “Moral” se dá através dela, assim o  direito é necessário porque há certos valores e determinadas exigências que apenas por intermédio dele podem ser vividos. Aliás, as normas são a fonte principal do Direito, derivam diretamente do princípio da razão prática e ela nos determina que contribuamos para a consecução do bem-comum.

    Dessa maneira, uma lei injusta é aquela que é instituída pela autoridade política que descumpre a razoabilidade prática. Portanto, os princípios do direito natural  explicam a força obrigatória das leis, mas também para que ela seja desobedecida. Isso expressa  que a obrigatoriedade moral de agir incorpora as normas jurídicas na medida em que elas sejam necessárias para consecução do bem comum.

    A justiça, segundo Finnis, regula o tratamento entre os indivíduos.. Encontrando relação com a razoabilidade prática, pois ela busca considerar os bens básicos que a pessoa deve realizar e respeitar em comunidade. São elas: a intersubjetividade, o dever, e a igualdade. Bem como, para ele, “direito natural” é sinônimo de “direitos humanos”. Logo, falar em direitos é sinônimo de falar em razoabilidade prática e bem-comum. Os direitos humanos são uma forma de manifestar todas as exigências da razoabilidade prática. 

    Por conseguinte,  um Estado que é guiado pela combinação de exigências de segurança jurídica com a exigências do bem-comum, é um Estado conforme a justiça. 

    Em suma,  Finnis indagou as análises concebidas por inúmeros autores e buscou fornecer fundamento mais desenvolvido sobre o Direito natural. Logo, percebe-se que Finnis tem uma responsabilidade  humanista para com o homem,  buscando que ele se envolva como ser humano. Finalmente, ele formula um jusnaturalismo intrínseco  no qual no lugar da natureza coloca-se o razoável  e, do razoável, o suporte dos direitos humanos.

   John Finnis é tido como o principal filósofo contemporâneo do Direito Natural e buscou em termos contemporâneos examinar o que se pode entender por “direitos naturais”.  Seu livro

Lei Natural e Direitos Naturais

tem como objetivo identificar os “ bens humanos”  e as exigências de “razoabilidade prática”.

    Duas afirmações circunscrevem seu livro: a compreensão do sentido de “bens humanos”  e a existência de exigências relativas à “razão prática” que apenas as “instituições humanas”, tais como as leis humanas, podem satisfazer.

    Ademais, em seu livro,  Finnis se opõe aos modelos de direito natural que haviam sido retratados. Portanto, ele pretende revigorar a teoria do direito natural. Como partida, ele  aponta que Santo Tomás não concedeu a teoria do direito natural à natureza humana em suas manifestações empíricas, mas sim  em “princípios da razão prática”. A diferença é que esses princípios encontram base  na “auto-evidência”, pois para atingi-los basta que se use a razão.

    Deste modo, o “bom e o mau” não resultam de fatores empíricos, mas destes “primeiros princípios” e  a partir dessa incompreensão, que o direito natural foi intensamente repudiado. Logo, para Finnis, a razoabilidade prática é o ponto de vista moral que assuma o direito como uma instituição que merece respeito e obediência, isto é, como exigência razoável para a consecução da felicidade e paz social. Assim, ele acredita que todos os homens agem movidos por valores que são alcançados através da análise das próprias ações e instituições que eles mesmos criam, logo cabe a teoria do direito natural estudá-los.

    Trazendo Aristóteles, Finnis faz referência ao “significado focal”, e afirma que possibilita  a aprendizagem  do significado do que é relevante “caso central”. Diante disso, ele distingue os casos centrais dos casos periféricos,  chegando a conclusão que se as exigências razoáveis são aqueles que promovem a felicidade e a paz social, então o “caso central do direito” são as leis que promovem o “bem comum”, determinado o que seria uma “lei justa”. Assim para Finnis uma teoria da lei natural propõe  identificar as condições e princípios de retidão prática.

    Em seguida, Finnis aborda os Pressupostos da teoria jurídica, os quais informam sua construção. São divididos em três, plano valorativo (bens básicos), plano metodológico (condições de razoabilidade prática) e plano sócio-político (relações entre comunidade e autoridade).

     Posteriormente, Finnis sustenta que toda e qualquer obrigação deve ser explicada a partir do referencial da razoabilidade prática.  Além disso, ele afirma que o vínculo entre “Direito” e “Moral” se dá através dela, assim o  direito é necessário porque há certos valores e determinadas exigências que apenas por intermédio dele podem ser vividos. Aliás, as normas são a fonte principal do Direito, derivam diretamente do princípio da razão prática e ela nos determina que contribuamos para a consecução do bem-comum.

    Dessa maneira, uma lei injusta é aquela que é instituída pela autoridade política que descumpre a razoabilidade prática. Portanto, os princípios do direito natural  explicam a força obrigatória das leis, mas também para que ela seja desobedecida. Isso expressa  que a obrigatoriedade moral de agir incorpora as normas jurídicas na medida em que elas sejam necessárias para consecução do bem comum.

    A justiça, segundo Finnis, regula o tratamento entre os indivíduos.. Encontrando relação com a razoabilidade prática, pois ela busca considerar os bens básicos que a pessoa deve realizar e respeitar em comunidade. São elas: a intersubjetividade, o dever, e a igualdade. Bem como, para ele, “direito natural” é sinônimo de “direitos humanos”. Logo, falar em direitos é sinônimo de falar em razoabilidade prática e bem-comum. Os direitos humanos são uma forma de manifestar todas as exigências da razoabilidade prática. 

    Por conseguinte,  um Estado que é guiado pela combinação de exigências de segurança jurídica com a exigências do bem-comum, é um Estado conforme a justiça. 

    Em suma,  Finnis indagou as análises concebidas por inúmeros autores e buscou fornecer fundamento mais desenvolvido sobre o Direito natural. Logo, percebe-se que Finnis tem uma responsabilidade  humanista para com o homem,  buscando que ele se envolva como ser humano. Finalmente, ele formula um jusnaturalismo intrínseco  no qual no lugar da natureza coloca-se o razoável  e, do razoável, o suporte dos direitos humanos.

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