A maior rede de estudos do Brasil

Qual sua opinião sobre política na geral? Mínimo 15 linhas Alguém me ajuda?Pfv​

Sociologia

Emef Tiradentes


1 resposta(s)

User badge image

Marcos Prediger

Há mais de um mês

Em meio à pandemia da Covid-19, centenas de milhões de pessoas em todo o mundo e as economias de mais de 190 países tentam adaptar-se à realidade atual e frear as ameaças de recessão. As orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o assunto são objetivas: para conter o avanço da doença é preciso promover o isolamento social e reforçar os hábitos de higiene.

No Brasil, a propagação do novo coronavírus ampliou também o acirramento político entre a União, os Estados e os municípios; e a situação e a oposição; especialmente após controversos pronunciamentos realizados pela Presidência da República. E o que nos diz a atual conjuntura brasileira? 

Aqui, é importante frisar, que políticas semelhantes, talvez com mudança na forma, também foram defendidas por outras lideranças mundiais como: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson. Na Itália, esse tipo de política também foi inicialmente utilizada, levando o sistema de saúde do país ao colapso e à inúmeras mortes, servindo como exemplo mundial de como não se deve enfrentar a pandemia. De qualquer forma, através de suas atitudes controversas, ele vem representando a ala ideológica de seu governo e uma parcela expressiva de sua base de apoio. O processo de massificação da desinformação por meio das redes sociais e da grande mídia corporativa criou as condições necessárias para amplificação do alcance desse tipo de “propaganda” junto à população, e dessa forma, apesar da incompetência e inaptidão para o cargo, ele vai se mantendo, ainda, como opção da burguesia para o enfrentamento à crise do capital que tende a se aprofundar bastante com a pandemia do COVID-19. Por outro lado, não é possível separar as atitudes do Bolsonaro, das ações do Governo Federal. É fundamental denunciar que para além do “reality show” de desinformação criminosa protagonizado pelo Jair Bolsonaro, o Governo Federal tem se mostrado praticamente imóvel com relação à defesa da população, enquanto transfere recursos vultuosos para o mercado financeiro. A política de testagem de casos de COVID-19 no país chega a ser criminosa, o fechamento de fronteiras é tímido, a política de isolamento social é pequena e questionada por parte do próprio Governo, as iniciativas de proteção econômica à população trabalhadora e pobre são inadequadas e irrisórias. Somando a isso, o Governo Federal ainda avança contra a educação publica com propostas de ensino a distância, contra a ciência e tecnologia com corte de bolsas e ataques às ciências sociais e humanas e contra os servidores públicos com o corte de salários através da suspensão de benefícios. Neste momento, precisamos combater a desinformação com informação. É necessário, de imediato, efetivar a ampla testagem de casos a fim de oferecer números mais próximos da realidade para a população e para a definição de políticas de atenção adequadas ao processo de contaminação a atendimentos. Adicionalmente, a subnotificação dificulta o planejamento de ações de combate à pandemia. O que me parece certo afirmar é que no Brasil, o desfinanciamento do sistema público de saúde combinado com o enorme aumento do desemprego e da informalidade, bem como com a subnotificação, fazem com que não tenhamos ainda a idéia da dimensão da “nossa” pandemia. Precisamos defender, incondicionalmente, as políticas de isolamento social para que o sistema de saúde possa dar a assistência necessária aos acometidos pela COVID-19.

Em meio à pandemia da Covid-19, centenas de milhões de pessoas em todo o mundo e as economias de mais de 190 países tentam adaptar-se à realidade atual e frear as ameaças de recessão. As orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o assunto são objetivas: para conter o avanço da doença é preciso promover o isolamento social e reforçar os hábitos de higiene.

No Brasil, a propagação do novo coronavírus ampliou também o acirramento político entre a União, os Estados e os municípios; e a situação e a oposição; especialmente após controversos pronunciamentos realizados pela Presidência da República. E o que nos diz a atual conjuntura brasileira? 

Aqui, é importante frisar, que políticas semelhantes, talvez com mudança na forma, também foram defendidas por outras lideranças mundiais como: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson. Na Itália, esse tipo de política também foi inicialmente utilizada, levando o sistema de saúde do país ao colapso e à inúmeras mortes, servindo como exemplo mundial de como não se deve enfrentar a pandemia. De qualquer forma, através de suas atitudes controversas, ele vem representando a ala ideológica de seu governo e uma parcela expressiva de sua base de apoio. O processo de massificação da desinformação por meio das redes sociais e da grande mídia corporativa criou as condições necessárias para amplificação do alcance desse tipo de “propaganda” junto à população, e dessa forma, apesar da incompetência e inaptidão para o cargo, ele vai se mantendo, ainda, como opção da burguesia para o enfrentamento à crise do capital que tende a se aprofundar bastante com a pandemia do COVID-19. Por outro lado, não é possível separar as atitudes do Bolsonaro, das ações do Governo Federal. É fundamental denunciar que para além do “reality show” de desinformação criminosa protagonizado pelo Jair Bolsonaro, o Governo Federal tem se mostrado praticamente imóvel com relação à defesa da população, enquanto transfere recursos vultuosos para o mercado financeiro. A política de testagem de casos de COVID-19 no país chega a ser criminosa, o fechamento de fronteiras é tímido, a política de isolamento social é pequena e questionada por parte do próprio Governo, as iniciativas de proteção econômica à população trabalhadora e pobre são inadequadas e irrisórias. Somando a isso, o Governo Federal ainda avança contra a educação publica com propostas de ensino a distância, contra a ciência e tecnologia com corte de bolsas e ataques às ciências sociais e humanas e contra os servidores públicos com o corte de salários através da suspensão de benefícios. Neste momento, precisamos combater a desinformação com informação. É necessário, de imediato, efetivar a ampla testagem de casos a fim de oferecer números mais próximos da realidade para a população e para a definição de políticas de atenção adequadas ao processo de contaminação a atendimentos. Adicionalmente, a subnotificação dificulta o planejamento de ações de combate à pandemia. O que me parece certo afirmar é que no Brasil, o desfinanciamento do sistema público de saúde combinado com o enorme aumento do desemprego e da informalidade, bem como com a subnotificação, fazem com que não tenhamos ainda a idéia da dimensão da “nossa” pandemia. Precisamos defender, incondicionalmente, as políticas de isolamento social para que o sistema de saúde possa dar a assistência necessária aos acometidos pela COVID-19.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes