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o que é crime omisso?

Direito Penal I

ESTÁCIO


9 resposta(s)

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viiih souza

Há mais de um mês

Crime omissivo próprio: há somente a omissão de um dever de agir, imposto normativamente, dispensando, via de regra, a investigação sobre a relação de causalidade naturalística (são delitos de mera conduta). Crime omissivo impróprio: o dever de agir é para evitar um resultado concreto.
Crime omissivo próprio: há somente a omissão de um dever de agir, imposto normativamente, dispensando, via de regra, a investigação sobre a relação de causalidade naturalística (são delitos de mera conduta). Crime omissivo impróprio: o dever de agir é para evitar um resultado concreto.
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Paulo Henrique

Há mais de um mês

No que tange ao Crime Omissivo próprio, o professor Mirabete tece diversos ensinamentos:

"Crimes omissivos próprios (omissivos puros) são os que objetivamente são descritos com uma conduta negativa, de não fazer o que a lei determina,consistindo na omissão na transgressão da norma jurídica e não sendo necessário qualquer resultado naturalístico.Para a existência do crime basta que o autor se omita quando deve agir. Comete crimes omissivos puros os que não prestam assistência a pessoa ferida (omissão de socorro,art. 135), o médico que não comunica a ocorrência de moléstia cuja notificação é compulsória (art. 269), o funcionário que deixa de responsabilizar seu subordinado que cometeu infração no exercício do cargo (condescendência criminosa, art. 320) ou abandona cargo público (art. 323).Nos crimes omissivos impróprios (ou comissivos por omissão, ou comissivos-omissivos),a omissão consiste na transgressão do dever jurídico de impedir o resultado , praticando-se o crime que, abstratamente, é comissivo. A omissão é forma ou meio de se alcançar o resultado (no crime doloso). Nos crimes omissivos impróprios a lei descreve uma conduta de fazer, mas o agente se nega a cumprir o dever de agir, a que já aludimos (...).Exemplos são os da mãe que deixa de amamentar ou cuidar do filho causando-lhe a morte ;do médico;ou da enfermeira que não ministra o medicamento necessário ao paciente , que vem a morrer;do administrador que deixa perecer animal ou deteriorar-se a colheira;do mecânico que não lubrifica a máquina que está a seus cuidados etc. Não havendo obrigação jurídica de agir para evitar o resultado, não se pode falar em crime comissivo por omissão (Mirabete,Julio Fabbrini,Manual de Direito Penal, 22º edição,São Paulo, Atlas,2005,págs. 131/132)."

Na lição do renomado autor, o crime omissivo próprio se constitui em não fazer o que a lei determina, ou seja, a lei é imperativa em dizer "faça isso", no entanto, o sujeito se abstém de agir (nada faz).

Sendo um dos exemplos mais aplicados á esta hipótese, o caso de Omissão de Socorro, capitulado no art. 135 do Código Penal, quando o agente se abstém de prestar socorro à vitima.

Por outro lado, o crime omissivo impróprio a "omissão consiste na transgressão do dever jurídico de impedir o resultado", sendo diametralmente oposto o seu conceito frente ao omissivo proprio, uma vez que é exigido do agente um fazer.

Paulo Queiroz complementa:

"Na omissão imprópria,portanto, a omissão equivale jurídico-penalmente à ação,desde que o agente/garante não aja de modo a evitar um resultado concretamente evitável.Note-se que,para a caracterização de um crime omisso impróprio,é necessário que, além de um dever de agir, o agente tenha o dever de evitar o resultado, nos termos do art. 13 § 2º do Código, por garantidor". (Queiroz, Paulo, Curso de Direito Penal parte Geral 11ºedição, revista,ampliada e atualizada, Editora JusPODIVM, pág.410.)

Nas palavras do autor a relevância na omissão imprópria consiste em não agir para evitar um resultado possivel concretamente, devendo o dever jurídico de agir ser somado com o dever de evitar o resultado na posição de garantidor.

Sendo estas as singelas considerações que teço acerca desta temática.

Bibliografia

Mirabete,Julio Fabbrini,Manual de Direito Penal, 22º edição,São Paulo, Atlas,2005,págs. 131/132)."

Queiroz, Paulo, Curso de Direito Penal parte Geral 11ºedição, revista,ampliada e atualizada, Editora JusPODIVM, pág.410

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Talita Paulino

Há mais de um mês

quando ocorre a negativa da prestação de socorro e a pessoa tem a possibilidade de efetuar

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes