Constituição - conceito e classificação (tipologia) Aprenda tudo que você precisa

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Classificações de Constituição - Teoria - parte 1

Vamos ver de que maneira uma Constituição pode ser classificada. Nesse vídeo veremos as classificações quanto à origem, à forma, à extensão, ao conteúdo, ao modo de elaboração e à alterabilidade.

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    lockClassificações de Constituição - Teoria - parte 1

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    lockResumo - Constituição - conceito e classificação (tipologia) - Resumo

  • E aí, pessoal, beleza? Hoje vai ser a nossa segunda aula no tópico "Constituição", e a gente vai começar a ver de que maneira uma constituição pode ser classificada.
    A gente vai ver um total de 14 tipos de classificação. Os seis primeiros são esses aqui, e a gente vai vê-los hoje.
    A constituição pode ser classificada quanto à origem, quanto à forma, quanto à extensão, quanto ao conteúdo, quanto ao modo de elaboração, e quanto à alterabilidade. No próximo vídeo, a gente vai ver que as constituições podem ser classificadas ainda quanto à sistemática, quanto à dogmática, quanto à correspondência com a realidade, quanto ao sistema, quanto à função, quanto à origem de sua decretação, e a gente vai ver também as classificações propostas por Manuel Gonçalves Ferreira Filho, André Ramos Tavares, e Raul Machado Horta.
    Vamos à primeira classificação. As constituições quando são classificadas quanto à origem podem ser outorgadas ou promulgadas.
    Outras duas classificações que entram nesse critério são as constituições cesaristas ou bonapartistas, e as pactuadas ou dualistas. Essas duas últimas não são muito cobradas em concurso, então a gente só vai mencioná-las.
    As outorgadas são impostas de maneira unilateral por um agente que não foi escolhido legitimamente. Ou seja, não foi escolhido pelo povo para atuar em seu nome.
    E elas são chamadas algumas vezes de cartas constitucionais. No Brasil, a gente tem algumas constituições outorgadas: a de 1824, a de 1937, a de 1967, e alguns autores incluem também nessa lista a emenda constitucional número 1 de 1969.
    Por enquanto, não nos aprofundaremos nas características de cada uma, porque esse é um assunto para a próxima aula. As constituições promulgadas também podem ser chamadas de democráticas, votadas ou populares.
    São resultado do trabalho de uma assembleia nacional constituinte, que nasce da deliberação da representação legítima popular. Isso quer dizer que essa assembleia é eleita diretamente pelo povo para atuar em seu nome, ao contrário da constituição outorgada.
    No Brasil, as constituições promulgadas foram as seguintes: 1891, 1934, 1946 e a atual constituição de 1988. Quanto à forma, as constituições podem ser: escritas ou instrumentais, ou não escritas, que podem ser chamada também de costumeiras ou consuetudinárias.
    A constituição escrita, como a gente pode deduzir, é formada por um conjunto de regras sistematizadas e organizadas em um único documento. Essas regras estabelecem as normas fundamentais de um estado, e a Constituição de 1988 é um exemplo desse tipo.
    Já a constituição não escrita é aquela que não traz as regras em um único texto codificado. Ela é formada por diversos textos, e é baseada em usos, costumes, jurisprudência e convenções.
    O exemplo clássico é a constituição da Inglaterra. As constituições podem ser classificadas em relação à extensão em sintéticas, que podem ser chamadas de concisas, breves, sumárias, sucintas ou básicas, ou analíticas, que podem ser chamadas de amplas, extensas, largas, prolixas, longas, desenvolvidas, volumosas ou inchadas.
    Tem vários nomes. As sintéticas são enxutas e dispõem apenas os princípios fundamentais e estruturais do estado.
    Como elas não apresentam detalhes muito específicos, esses princípios estruturais estão sempre sendo interpretados pelas cortes, e adequados à demanda social, política e econômica. Isso faz com que elas durem mais que outras.
    A constituição americana é o exemplo mais conhecido. Ela está em vigor há 200 anos.
    Por outro lado, as constituições analíticas são mais minuciosas, e abordam vários assuntos entendidos como fundamentais. Elas estabelecem regras, que poderiam ser tratadas em leis infraconstitucionais.
    Isso faz a gente se lembrar da primeira aula, quando a gente viu o conceito de constituição nos sentidos formal e material. E aí, concluímos que algumas normas inseridas no texto da constituição tratavam de assuntos que não eram exatamente regras estruturais e fundamentais da sociedade, e eram apenas formalmente constitucionais.
    É isso que acaba acontecendo nas constituições analíticas. Elas trazem normas que nem sempre são materialmente constitucionais.
    Ou seja, que tratam de regras estruturais e fundamentais. Paulo Bonavides vai explicar por que as constituições acabam muitas vezes sendo analíticas e, por isso, volumosas, como é o caso da nossa constituição.
    Segundo ele, isso se dá pelos seguintes motivos: garantir estabilidade ao direito legislado sobre determinados pontos, proteger de forma eficaz certos institutos, ter o sentimento de que essa rigidez impede o exercício discricionário de autoridade, e atribuir ao estado as ferramentas necessárias para manter a paz social. De acordo com o conteúdo, as constituições podem ser materialmente constitucionais ou formalmente constitucionais.
    O texto materialmente constitucional, como a gente já pode deduzir a partir do que a gente viu na primeira aula, é aquele que contém as normas fundamentais e estruturais do estado, a organização dos seus órgãos, e direitos e garantias fundamentais. Já o texto formalmente constitucional é aquele que se baseia no processo de formação para definir a classificação das normas enquanto constitucionais.
    Não se preocupe com o conteúdo dessas normas. Assim, qualquer regra contida no texto vai ser, portanto, constitucional.
    Com base no modo de elaboração, as constituições podem ser dogmáticas ou sistemáticas, ou históricas. As dogmáticas são sempre escritas, trazem dogmas estruturais e fundamentais do estado, e são elaboradas de uma só vez por uma assembleia constituinte.
    Já as históricas não são elaboradas de uma só vez, e sim por um processo lento e contínuo ao longo do tempo, e elas reúnem a história e as tradições de um povo. Elas se aproximam das constituições costumeiras, como as constituição inglesa.
    Para falar de alterabilidade, em primeiro lugar, a gente precisa ressaltar que esse critério pode ser chamado além de alterabilidade, de mutabilidade, estabilidade, ou ainda de consistência. Independentemente disso, as constituições nesse caso podem ser rígidas, flexíveis ou plásticas, e semirrígidas ou semiflexíveis.
    As rígidas exigem um processo legislativo mais complexo e solene para que seja realizada qualquer alteração das normas. No Brasil, a Constituição de 1824 foi a única não considerada rígida.
    Na Constituição de 1988, o artigo 60 prevê essa rigidez constitucional. O parágrafo 2º, por exemplo, estabelece um quórum de votação de três quintos dos membros de cada casa, em dois turnos de votação, para a aprovação de emendas constitucionais.
    Esse processo de votação é muito mais complexo do que o processo para votar leis ordinárias e complementares. As constituições flexíveis não exigem um processo legislativo muito complicado para a alteração das normas, e é bastante parecido com aquele usado para o caso de normas infraconstitucionais.
    Já a semiflexível e semirrígida é simultaneamente rígida e flexível, já que algumas matérias demandam um processo de alteração mais complexo, enquanto outras não exigem tanta formalidade. Alguns autores mencionam também as constituições fixas ou silenciosas, transitoriamente flexíveis, imutáveis, permanentes, graníticas ou intocáveis, e as super-rígidas.
    As fixas são aquelas que só podem ter o texto alterado pelo poder constituinte originário. Ou seja, o poder competente para criar a constituição.
    Como eu disse na aula anterior, em breve, entenderemos melhor o que é o poder constituinte. Ele é o nosso segundo tópico do programa.
    As transitoriamente flexíveis são as que podem ter o texto alterado com base no mesmo rito das leis comuns, mas só por um período determinado. Depois que esse momento passa, ela volta a ser uma constituição rígida e demanda um procedimento mais solene para que seja feita alguma alteração.
    As imutáveis, que também têm todos esses nomes aqui, como já podemos imaginar, não podem sofrer nenhuma alteração no texto. A Constituição de 1988 é um caso de constituição super-rígida.
    Isso porque ela simultaneamente exige um processo legislativo diferenciado para a alteração das normas, e por isso ela é rígida, e ela apresenta algumas matérias imutáveis, as chamadas cláusulas pétreas, que estão no parágrafo 4º do artigo 60. Essa classificação não é adotada pelo STF.
    O STF admite a alteração das matérias no parágrafo 4º do artigo 60 desde que a mudança não tenha a intenção de abolir os preceitos que esses pontos pretendem resguardar, e que tudo isso seja feito de uma maneira ponderada e razoável. Bom, é isso, galera.
    Por hoje, a gente vai ficar por aqui. No próximo vídeo, a gente fecha o primeiro tópico, fazendo as classificações.
    Até. ...

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