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Classificações de Constituição - Teoria - parte 2

Vamos ver de que maneira uma Constituição pode ser classificada. Nesse vídeo veremos as classificações quanto à sistemática, à dogmática, à correspondência com a realidade, ao sistema, à função, à origem de sua decretação e também as classificações propostas por Manoel Gonçalves Ferreira Filho, André Ramos Tavares e Raul Machado Horta.

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    lockClassificações de Constituição - Teoria - parte 1

    lockClassificações de Constituição - Teoria - parte 2

    lockResumo - Constituição - conceito e classificação (tipologia) - Resumo

  • E aí, povo, estudando muito? Vamos ver hoje as classificações que faltam para a gente fechar esse tópico aqui e partir para o próximo.
    Só para retomar rapidinho, na aula passada, a gente falou de seis tipos de classificação para as constituições. A gente falou quanto à origem, quanto à forma, quanto à extensão, quanto ao conteúdo, quanto ao modo de elaboração, e quanto à alterabilidade.
    Hoje, a gente vai apresentar as classificações quanto à sistemática, quanto à dogmática, quanto à correspondência com a realidade, quanto ao sistema, quanto à função, quanto à origem de sua decretação, e também as classificações propostas por Manuel Gonçalves Ferreira Filho, André Ramos Tavares e Raul Machado Horta. De acordo com o critério sistemático, as constituições podem ser reduzidas ou unitárias, conforme a classificação de Pinto Ferreira, ou codificadas, de acordo com a classificação de Paulo Bonavides, e variadas, de acordo com a classificação de Pinto Ferreira também, ou legais, como nomeia Paulo Bonavides.
    As reduzidas são aquelas que se organizam em um único código básico e sistemático, como as constituições brasileiras. Por outro lado, as variadas ou legais se distribuem em diversos textos e documentos e são formadas por várias leis constitucionais.
    A Constituição de 1988 inicialmente seria classificada como reduzida. No entanto, vários artigos de emendas constitucionais não foram inseridos no texto da constituição.
    E aí, tem normas constitucionais que não estão inseridas no texto. É importante termos isso em mente, mas ao mesmo tempo lembrarmos que as provas de concurso continuam definindo a constituição como reduzida.
    Quanto à dogmática, as constituições podem ser ortodoxas e ecléticas. As ortodoxas são formadas por uma ideologia única, como, por exemplo, a extinta Constituição Soviética de 1977, e as constituições da China Marxista.
    Já as ecléticas são formadas por ideologias conciliatórias, que é o caso da nossa Constituição de 1988. Para alguns autores, a constituição eclética se aproxima da constituição compromissória, e inclusive inclui a Constituição de 1988 nessa classificação.
    A constituição compromissória é produto de uma espécie de pacto entre forças políticas e sociais que resulta em um compromisso constitucional. Seria o resultado de acordos que rolam na tentativa de dar conta das várias necessidades que aparecem em uma sociedade plural e complexa.
    A constituição classificada quanto a sua correspondência com a realidade parte de um critério ontológico que busca identificar de que maneira a realidade política do estado e o texto constitucional se correspondem. Ela se divide em constituições normativas, nominalistas, nominativas ou nominais, e semânticas.
    Nas normativas, as normas regulam o processo político, e os limites estabelecidos a esse poder político são de fato respeitados na realidade. São constituições características dos estados democráticos de direito.
    Elas têm plena eficácia e efetividade na realidade social. Já as nominalistas também contêm regras que delimitam o poder, mas essa delimitação não se concretiza na realidade.
    As semânticas não pretendem limitar o poder político. Elas servem só para garantir a legitimidade formal do poder político.
    Elas são características de regimes autoritários. E dá para a gente perceber que da constituição normativa até a semântica existe uma gradação da democracia para o autoritarismo.
    A Constituição de 1988, para alguns autores, pretende ser normativa, mas na verdade se apresenta como uma constituição nominalista. As constituições classificadas quanto ao sistema podem ser principiológicas ou preceituais.
    Na constituição principiológica, o mais importante são os princípios, ou seja, as normas constitucionais que definem valores. Já na preceitual, prevalecem as regras, as normas que concretizam os princípios.
    Em relação à função, a constituição pode ser classificada em provisória e definitiva. Uma constituição provisória é um conjunto de normas que surge durante o processo constituinte, ou seja, o processo de elaboração de uma nova constituição formal.
    Ela vai ter duas finalidades. A primeira é definir o regime de elaboração e de aprovação da constituição formal, e de estruturação do poder político.
    A segunda é eliminar qualquer resquício do regime anterior ao que se está pretendendo organizar com a nova constituição. Já a constituição definitiva é a constituição que resulta desse processo constituinte.
    Em relação à origem de decretação, as constituições podem ser heterônomas, que são as heteroconstituições, ou autônomas, as autoconstituições ou homoconstituições. Para entender essa classificação, primeiro precisamos pensar um pouco sobre como surge uma nova constituição a partir de um estado.
    E aí, a gente vai considerar três situações diferentes O surgimento de um novo estado, a restauração de um estado que já existia, e uma transformação radical na estrutura de um estado. Nesses três casos, essa nova manifestação, seja o surgimento, a restauração ou a transformação do estado, vem atrelada a uma constituição material, que seria as normas fundamentais e estruturais do estado, a organização de seus órgãos, e direitos e garantias fundamentais.
    Essa constituição material já pode vir acompanhada de uma constituição formal, ou seja, o próprio texto constitucional, ou passa a ter uma constituição formal em um momento seguinte A constituição material fundamenta a soberania do estado e a constituição formal deriva desse estado. Em alguns casos, algumas constituições são decretadas fora do estado, por um ou mais estados diferentes, ou por organizações internacionais.
    Isso é o que a gente vai chamar de heteroconstituição, e é uma constituição muito rara. Por outro lado, as constituições autônomas são aquelas elaboradas e decretadas dentro do estado que vão reger, que é o caso de todas as constituições brasileiras.
    Segundo Ferreira Filho, as constituições podem ser classificadas como constituição garantia, constituição balanço e constituição dirigente. A constituição garantia pretende garantir a liberdade a partir da limitação do poder.
    Essa classificação surge para se contrapor à ideia de constituição balanço, que surgiu a partir da doutrina soviética. Durante o processo de instauração do socialismo, a cada novo estágio que era atingido, uma nova constituição era adotada.
    Ou seja, cada vez que um novo estágio das relações de poder fosse atingido, uma nova constituição faria um balanço no novo estágio. Essa é a constituição balanço.
    Já a constituição dirigente busca estabelecer um projeto de estado, um ideal a ser concretizado, e que define a implantação progressiva de um modelo de estado. Segundo Tavares, as constituições têm que ser classificadas de acordo com o conteúdo ideológico.
    Elas podem ser liberais ou negativas, ou sociais ou dirigentes. As liberais surgem a partir do sucesso dos ideais de liberalismo.
    Elas se baseiam na não intervenção do estado e na proteção das liberdades públicas, e por isso são chamadas de constituições negativas, por conta da não intervenção. Já as sociais surgem em um momento posterior, quando surge a necessidade de intervenção estatal e de valorização dos direitos sociais.
    Elas refletem uma atuação positiva do estado, que o Canotilho vai chamar de dirigismo estatal, e por isso, elas são chamadas de dirigentes. O Horta vai apresentar para a gente o conceito de constituição expansiva, e inclui a Constituição Federal de 1988 nessa classificação.
    Essa expansividade se deve à inclusão de novos temas no texto constitucional, a ampliação de temas permanentes, como os direitos e garantias fundamentais. E essa expansividade pode ser medida em três planos: o conteúdo anatômico e estrutural da constituição, que se refere à estruturação do texto e a divisão dele em capítulos, seções, subseções e artigos, a comparação constitucional interna, que se apresenta a partir da relação da constituição com as constituições anteriores, e que tem por objetivo considerar a extensão de cada uma e as alterações que rolaram, para avaliar a evolução das constituições ao longo do tempo, e, por fim, a comparação constitucional externa, que relaciona a constituição brasileira com as estrangeiras mais extensas.
    A gente fecha aqui o nosso primeiro tópico, e no próximo vídeo, começaremos a falar de poder constituinte. Espero que as aulas estejam ajudando nos estudos de vocês.
    Até lá. ...

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