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Constituição de 1824 e 1891 - Teoria

Apresentação do contexto histórico de formação das Constituições de 1824 e de 1891, e principais características dos textos constitucionais.

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    lockConstituições de 1934 e 1937 - Teoria

    lockConstituição de 1946 e 1967 - Teoria

    lockEmenda Constitucional nº 1 de 1969 e a Constituição de 1988 - Teoria

    lockPreâmbulo e ADCT - Teoria

    lockResumo - formação Constitucional do Brasil - Resumo

  • E aí, pessoal? A gente vai começar hoje o nosso quinto tópico do programa Direito Constitucional 1, que vai falar da formação constitucional brasileira e do histórico das constituições.
    A gente vai falar das constituições de 1824, 1891, 1934, 1937, 1946, 1967, da emenda constitucional número 1 de 1969, que, por ter tido um caráter revolucionário, é considerada um novo poder constituinte originário, e por isso vai entrar aqui, e da Constituição de 1988. O nosso último vídeo vai falar da estrutura da Constituição de 1988, e a gente vai ver o preâmbulo da Constituição e o ADCT.
    Essa primeira aula vai falar da Constituição da 1824 e da Constituição de 1891. Vamos começar com a Constituição 1824.
    Em 1808, a família real portuguesa vem para o Brasil, fugindo da ocupação napoleônica que estava rolando em Portugal. A partir de então, a colônia brasileira passa a se chamar Reino Unido a Portugal e Algarves.
    Depois da Revolução do Porto, o rei Dom João VI, pressionado também pela nobreza portuguesa, volta para Lisboa, já em abril de 1821. Dom Pedro de Alcântara fica no Brasil como Príncipe Regente.
    Apesar da pressão da corte portuguesa para que Dom Pedro voltasse para Portugal e o Brasil voltasse a ser colônia, ele resolve ficar aqui. O famoso Dia do Fico foi 9 de janeiro de 1822.
    A independência foi declarada em 7 de setembro de 1823, e, logo depois, Dom Pedro I convocou uma Assembleia Geral Constituinte e Legislativa. Essa assembleia se pautava em ideais explicitamente liberais e foi dissolvida arbitrariamente por conta de várias divergências em relação aos seus ideais e suas pretensões arbitrárias.
    Dom Pedro I substitui, então, a Assembleia pelo Conselho de Estado, para que esse conselho elaborasse um novo projeto mais adequado aos ideais que ele queria. Em 25 de março de 1824, foi outorgada a Constituição Política do Império do Brasil.
    Ela foi a constituição que durou mais tempo. Ficou em vigor por 65 anos e foi inspirada na Constituição Francesa de 1814.
    Ela foi muito marcada pelo centralismo administrativo e político, por conta da figura do Poder Moderador, e também pelo unitarismo, e pelo absolutismo. De acordo com o texto da Constituição de 1824, o governo era monárquico, hereditário, constitucional e representativo.
    Era uma forma unitária de estado marcada pela centralização político-administrativa. Em relação ao território, a gente pode destacar que as capitanias hereditárias foram transformadas em províncias, que poderiam ser subdivididas.
    Essas províncias eram subordinadas ao poder central, e tinham um presidente, que era nomeado pelo imperador e que podia ser removido em qualquer momento, em nome do bom serviço do estado. Estava previsto na Constituição, a dinastia imperante de Dom Pedro I, imperador e defensor perpétuo do Brasil.
    Durante o Império, a gente teve também a Dinastia de Dom Pedro II. A religião oficial do Império era a Católica Apostólica Romana, e as outras religiões, apesar de serem admitidas, só podiam ser cultuadas no âmbito doméstico, ou em locais específicos para isso.
    Ou seja, qualquer manifestação fora dos templos ou fora de casa era proibida. A cidade do Rio de Janeiro foi eleita capital do Império Brasileiro e ocupou esse lugar de 1822 a 1889.
    Em 1834, com o Ato Adicional nº 16, o Rio de Janeiro foi transformado em município neutro ou município da corte. Isso significa que o Rio se relacionava diretamente com o poder central e não estava submetido ao poder da província do Rio de Janeiro.
    Não foi adotada a separação de poderes proposta por Montesquieu, que seria dividida em Legislativo, Executivo e Judiciário. Além desses três poderes, a gente tinha também o Poder Moderador.
    O Poder Legislativo era exercido pela Assembleia Geral com a sanção do imperador. Ela era composta pela Câmara dos Deputados e pela Câmara dos Senadores, ou Senado, e as eleições para o Legislativo se davam de forma indireta.
    O voto era censitário, ou seja, se baseava nas condições econômico-financeiras dos titulares tanto para votar, quanto para ser votado, e o Poder Executivo era exercido pelo imperador, que era o chefe do Poder Executivo por intermédio dos ministros do estado. Em 7 de abril de 1831, Dom Pedro I abdicou do trono e Dom Pedro II assumiu, aos 15 anos, já em 18 de julho de 1841.
    Dom Pedro II tinha um perfil mais moderado, o que contribuiu para a instituição do parlamentarismo monárquico no Brasil durante o Segundo Reinado. O parlamentarismo se consolidou algum tempo depois com a criação do cargo de Presidente do Conselho de Ministros, a partir do Decreto 523 de 1847.
    De acordo com esse decreto, o Presidente do Conselho, que era escolhido por Dom Pedro II, escolhia os demais ministros. O então chamado Poder Judicial era independente e era composto por juízes que aplicavam as leis e tinham cargo vitalício, e por jurados, que se manifestavam em relação aos fatos.
    As causas de segunda e última instância eram julgadas nas províncias do Império pelas Relações. Na capital, o órgão de cúpula do judiciário era o Supremo Tribunal de Justiça, que era composto por juízes provenientes das Relações.
    O Poder Moderador servia para assegurar a estabilidade do trono do imperador. Benjamin Constant foi o criador do Poder Moderador, chamado por ele também de Poder Real.
    Segundo ele, o Poder Moderador é a chave de toda a organização política e é delegado apenas ao imperador, para que mantenha a independência, o equilíbrio e a harmonia entre os demais poderes políticos. O imperador, no âmbito do Legislativo, era responsável pela nomeação de senadores, pela convocação extraordinária da Assembleia Geral, pela sanção e pelo veto de proposições legislativas, e também pela dissolução da Câmara dos Deputados.
    No âmbito do Executivo, ele podia nomear e demitir livremente os ministros de estado, e no âmbito do Judiciário, ele estava autorizado a suspender os magistrados. De acordo com o artigo 178, a Constituição de 1824 era uma constituição semirrígida.
    Como a gente viu, essa é uma classificação quanto à alterabilidade, e, nesse tipo de constituição, algumas normas precisam passar por um procedimento mais difícil para serem mudadas, enquanto outras podem ser modificadas a partir de um processo legislativo ordinário. Por ter sofrido influência das revoluções americanas de 1776 e da Revolução Francesa em 1789, a Constituição de 1824 trazia direitos civis e políticos que influenciaram as declarações de direitos e garantias das constituições que vieram depois.
    O regime econômico era baseado na monocultura latifundiária e democrata, e, por isso, a escravidão foi mantida em tese até 1888, com a assinatura da Lei Áurea. Antes de falar da Constituição de 1891, a gente precisa lembrar que a república foi proclamada em 15 de novembro de 1889.
    Desde 1860, a monarquia já vinha se enfraquecendo até que em 1889, a república é proclamada e Dom Pedro II é afastado do poder. É importante lembrar que a república nasceu sem legitimidade, já que foi resultado de um golpe de estado militar e armado, e não de movimentos populares.
    Entre 1889 e 1891, foi instalado um governo provisório presidido por Deodoro da Fonseca. Ele procurava consolidar o novo regime e promulgar a primeira constituição da república.
    Em 1890, foi eleita a Assembleia Constituinte, e em fevereiro de 1891, foi promulgada a primeira constituição da República do Brasil, com grande influência da Constituição Norte Americana de 1787. Vamos ver algumas previsões aqui da Constituição de 1891.
    De acordo com o artigo 1º, foi adotada república federativa como forma de governo sob o regime representativo. Foi declarada a união perpétua e indissolúvel das antigas províncias, que foram transformadas em Estados Unidos do Brasil.
    Era vedada, portanto, qualquer possibilidade de secessão. De acordo com o artigo 2º, o então município neutro, quer dizer, o Rio de Janeiro, seria transformado em Distrito Federal e continuaria a ser capital da União até que fosse poss��vel fazer essa transferência para uma área que era no Planalto Central do país e que passou a pertencer à União.
    O país deixa de ter uma religião oficial e passa a ser laico. O casamento religioso perde efeitos civis, cemitérios que antes eram controlados pela Igreja passam a ser administrados pelos municípios, e o ensino religioso passou a ser proibido nas escolas públicas.
    A expressão "Sob a proteção de Deus" não foi invocada no preâmbulo da Constituição. Isso aqui parece estranho por enquanto, sobre a invocação de Deus na Constituição, mas lá para frente quando formos ver o preâmbulo da Constituição de 1988, a gente vai entender melhor.
    O Poder Moderador deixa de existir, e a divisão tripartida do poder de Montesquieu passou a ser adotada. O Poder Legislativo Federal era exercido pelo Congresso Nacional, com sanção do Presidente da República.
    Foi fixado também o bicameralismo federativo, ou seja, a divisão do Congresso Nacional em duas casas: a Câmara dos Deputados, que comporta representantes do povo eleitos pelos estados e pelo Distrito Federal a partir de voto direto e que deveriam cumprir mandatos de três anos, e o Senado Federal, composto de três senadores de cada estado ...

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