Intervenção - Intervenção federal e intervençao estadual - Teo

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Intervenção federal e intervençao estadual - Teoria

Apresentação dos conceitos, das hipóteses e dos critérios acerca da Intervenção Federal e da Intervenção Estadual.

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    lockResumo - intervenção - Resumo

  • Oi, pessoal. A gente vai começar agora o nosso último tópico, que também é o nosso último vídeo.
    Ele encerra o módulo Direito Constitucional 1. Esse tópico vai falar sobre intervenção federal e intervenção estadual.
    Como a gente já viu várias vezes aqui nas últimas aulas, o artigo 18, caput, dispõe sobre a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil, que compreende a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios, entes autônomos, de acordo com a previsão do texto constitucional. No entanto, a Constituição prevê algumas situações nas quais acontece a intervenção.
    A autonomia, nesses casos, é suprimida temporariamente. As hipóteses em que isso acontece trazem regras de anormalidade e exceção, e, por isso, elas precisam ser interpretadas restritivamente.
    A intervenção pode ser federal, quando a União intervém nos estados e no Distrito Federal, conforme o artigo 34, e nos municípios localizados em território federal, de acordo com a previsão do artigo 35. Então, a intervenção federal tem dois tipos: a União intervindo nos estados e no Distrito Federal, no artigo 34, e a União intervindo em municípios ou território federal, no artigo 35.
    A intervenção estadual acontece quando o estado intervém nos seus municípios, que segue também o artigo 35. Vamos começar vendo a intervenção federal.
    As hipóteses, como a gente falou, estão aqui no artigo 34. A gente vai ver só aqueles casos em que a União intervém nos estados.
    Os casos da intervenção em municípios ou território federal, a gente vai ver quando for falar de intervenção estadual, logo adiante. Os incisos aqui do artigo 34.
    "A União não intervirá nos estados, nem no Distrito Federal," "exceto para manter a integridade nacional," "repelir invasão estrangeira" "ou de uma unidade da Federação em outra," "pôr termo a grave comprometimento da ordem pública," "garantia ou livre exercício de qualquer dos poderes" "nas unidades da Federação," "reorganizar as finanças da unidade da Federação que" Alínea "a": "Suspender o pagamento da dívida" "fundada por mais de dois anos consecutivos," "salvo motivo de força maior." E alínea "b": "Deixar de entrega, aos municípios, receitas tributárias" "fixadas nesta Constituição" "dentro dos prazos estabelecidos em lei.
    " Inciso VI: "Prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial." Inciso VII: "Assegurar a observância" "dos seguintes princípios constitucionais" Alínea "a": "Forma republicana, sistema representativo" "e regime democrático.
    " Alínea "b": "Direitos da pessoa humana." Alínea "c": "Autonomia municipal.
    " E alínea "d": "Prestação de contas" "da administração pública direta e indireta." Essas são as hipóteses de intervenção da União nos estados.
    Vamos ver agora as espécies de intervenção federal. No caso da intervenção espontânea, o Presidente age de ofício nos casos previstos no inciso I, II, III e V do artigo 34, que a gente acabou de ver.
    Aqui, a Provocada por Solicitação, que acontece no caso previsto no inciso IV, artigo 34, combinado com a primeira parte do inciso I, artigo 36. Esse tipo de intervenção acontece nos casos de coação ou impedimento sobre o poder legislativo ou sobre o poder executivo, impedindo o livre exercício desses poderes nas unidades da Federação.
    Então, a decretação da intervenção federal pelo Presidente vai depender de solicitação do Poder Legislativo ou do Poder Executivo que estiver envolvido. A Provocada por Requisição acontece em dois casos: no caso previsto no artigo 34, inciso IV, combinado com a segunda parte do inciso I do artigo 36.
    Ou seja, se a coação for exercida contra o Poder Judiciário, a decretação da intervenção federal vai depender de requisição do STF. O segundo caso está previsto no artigo 34, inciso VI, segunda parte, combinado com o artigo 36, inciso II.
    Ou seja, no caso de desobediência a ordem ou decisão judicial, a decretação depende de requisição do STF, do STJ ou do TSE, de acordo com a matéria. A Provocada, dependendo de provimento de representação, acontece em dois casos também No caso previsto no artigo 34, inciso VII, combinado com o artigo 36, inciso III, primeira parte.
    Ou seja, no caso de ofensa aos princípios constitucionais sensíveis previstos no inciso VII do artigo 34, a intervenção federal vai depender de provimento de representação do Procurador-Geral da República pelo STF. No caso previsto no artigo 34, inciso VI, primeira parte, combinado com o artigo 36, inciso III, segunda parte.
    Ou seja, em um caso, em que rola uma recusa ao cumprimento de uma lei federal, para prover essa execução, a intervenção vai depender de provimento de representação do Procurador-Geral da República pelo STF. Vamos dar uma olhada aqui em algumas coisas importantes sobre a intervenção federal.
    De acordo com o artigo 84, inciso X, a decretação e a execução da intervenção federal é de competência privada do Presidente da República, e pode ser espontânea ou provocada. Tem que rolar também a oitiva de dois órgãos superiores de consulta: o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional.
    Mas a decisão do Presidente não está vinculada a esses pareceres. A decretação, então, se materializa a partir de decreto presidencial de intervenção.
    Esse decreto precisa especificar a amplitude, o prazo, as condições de execução, e, quando for necessário, também deve nomear o interventor. Quando o Presidente decreta a intervenção, e rola tudo isso aqui que a gente acabou de ver, ele afasta também as autoridades que estão envolvidas.
    E aí, quando os motivos da intervenção acabam, essas autoridades voltam aos seus cargos, desde que não tenha nenhum impedimento legal, conforme o artigo 36, parágrafo 4º. De acordo com o artigo 36, parágrafo 1º e 2º, o Congresso Nacional tem que fazer o controle político sobre o decreto de intervenção, que é expedido pelo Executivo.
    Isso tem que acontecer em 24 horas, e, caso a casa legislativa esteja em recesso, é preciso que seja feita uma convocação extraordinária, que também tem que acontecer no prazo de 24 horas. Nesse contexto, então, o Congresso Nacional, por meio de decreto legislativo, vai aprovar ou rejeitar a intervenção federal.
    No caso de rejeição, a decisão suspende a execução do decreto interventivo. Caso o Presidente não cesse imediatamente o decreto interventivo, ele pode vir a cometer crime de responsabilidade, e o ato passa a ser inconstitucional.
    O artigo 36, parágrafo 3º, dispensa a apreciação do Congresso nos casos previstos nos artigos 34, incisos VI e VII, que a gente também já viu. Nesses casos, então, o decreto se limita a suspender a execução do decreto que foi impugnado, caso essa suspensão seja suficiente para restabelecer a normalidade da situação.
    Se essa medida não for suficiente, o Presidente decreta a intervenção federal e submete o ato ao Congresso Nacional, para que ele seja analisado no prazo de 24 horas, de acordo com o artigo 36, parágrafo 1º. Vamos ver agora como se dá a intervenção estadual.
    Como a gente falou lá no começo, as hipóteses estão previstas no artigo 35. Diz o artigo 35: "O estado não intervirá em seus municípios," "nem a União nos municípios localizados em território federal," "exceto quando:" "deixar de ser paga, sem motivo de força maior," "por dois anos consecutivos, a dívida fundada," "não forem prestadas contas devidas na forma da lei," "não tiver sido aplicado o mínimo exigido" "da receita municipal," "na manutenção e desenvolvimento do ensino" "e nas ações e serviços públicos de saúde," "e exceto quando o Tribunal de Justiça der provimento à representação" "para assegurar a observância" "de princípios indicados na Constituição Estadual" "ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial.
    " A decretação e a execução da intervenção estadual são de competência privada do governador do estado por meio de decreto de intervenção. Esse decreto tem que especificar também a amplitude, o prazo e as condições da execução, podendo nomear o interventor, se for necessário.
    Da mesma forma que na intervenção federal, as autoridades envolvidas são afastadas, e quando os motivos da intervenção acabam, as autoridades voltam aos cargos, desde que não tenha nenhum impedimento legal. O decreto de intervenção precisa ser apreciado pela Assembleia Legislativa no prazo de 24 horas.
    Caso a Assembleia não esteja funcionando, deve ser feita uma convocação extraordinária também nesse prazo. De acordo com o artigo 36, parágrafo 3º, a apreciação da Assembleia Legislativa Estadual sobre a intervenção estadual também é dispensada.
    Nesses casos, o decreto também se limita a suspender a execução do ato impugnado, se a medida for suficiente para restabelecer a normalidade. No caso da intervenção estadual, a apreciação do legislativo é dispensada no caso previsto no artigo 35, inciso IV.
    Caso a suspensão do ato não seja suficiente, o governador decreta a intervenção no município, submetendo o decreto interventivo à Assembleia Legislativa. ...

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