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Eficácia das normas constitucionais - Teoria

Nessa aula, vamos apresentar as classificações das normas constitucionais quanto à eficácia (plena, contida, limitada, exaurida e de aplicabilidade esgotada, definidoras dos direitos e garantias fundamentais, e ainda as classificações de Celso Bastos e Carlos Ayres Brito e Maria Helena Diniz).

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    lockResumo - normas constitucionais - Resumo

  • E aí, galera, tranquilo? Vamos começar o nosso terceiro tópico, que vai falar sobre eficácia das normas constitucionais.
    Ele é bem curtinho, e a gente vai conseguir fazê-lo todo em uma única aula. A gente vai trazer as seguintes classificações Normas constitucionais de eficácia plena, eficácia contida, eficácia limitada, eficácia exaurida, normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais mais gradualismo eficacial, e as classificações de Celso Bastos e Carlos Ayres Britto, e Maria Helena Diniz.
    Em primeiro lugar, a gente precisa entender que toda norma constitucional apresenta eficácia jurídica e social, ou só jurídica. A gente observa eficácia social quando a norma vigente é efetivamente aplicada a casos concretos.
    Já a eficácia jurídica representa a capacidade uma norma de produzir efeitos diante de um caso concreto, mas ela por si só já produz efeitos jurídicos, porque, a partir do momento em que essa norma é editada, ela já provoca a revogação das normas anteriores que conflitavam com ela. Eu achei melhor colocar essas três aqui, a eficácia plena, a contida e a limitada, em um único quadro, para vocês poderem dar uma olhada e comparar uma com a outra.
    Vamos começar pelas normas constitucionais de eficácia plena. Elas têm aplicabilidade direta, imediata e integral, e são aquelas que, a partir da vigência da Constituição, podem produzir todos os seus efeitos, independentemente de uma norma integrativa infraconstitucional.
    Ou seja, não precisa de nenhuma providência normativa posterior para que elas sejam aplicadas. Elas em geral criam órgãos ou atribuem competências aos entes federativos e não têm a necessidade de serem integradas.
    A gente pode citar como exemplos os artigos 2º, 19, 22, 30, 51, 52, 76, 156, entre outros da Constituição. As normas constitucionais de eficácia contida, que também pode ser chamada de prospectiva, e, para quem está estudando para concurso, é bom lembrar que elas podem ser chamadas de normas constitucionais de eficácia redutível ou restringível também.
    Elas têm aplicabilidade direta e imediata, mas possivelmente não integral. A partir da vigência da Constituição, elas podem produzir todos os seus efeitos, mas podem ter abrangência reduzida.
    E essa abrangência pode ser reduzida por uma norma infraconstitucional, por normas da própria Constituição em algumas situações específicas, como acontece durante o estado de defesa e o estado de sítio, quando vários direitos são limitados, ou por motivos de ordem pública, bons costumes e paz social. Esses conceitos são vagos a princípio, mas são esclarecidos pela administração pública.
    A limitação, então, se dá quanto à eficácia e à aplicabilidade, e enquanto o fator que restringe a norma não se materializa, ela tem eficácia plena. Essas normas são encontradas em vários incisos do artigo 5º, no inciso IV do artigo 15, no inciso I do artigo 37, e no parágrafo único do artigo 170.
    As normas constitucionais de eficácia limitada têm aplicabilidade imediata, reduzida, e, para alguns autores, diferida. A partir da vigência da Constituição ou da introdução de novos preceitos a partir de emendas constitucionais, elas não podem produzir todos os seus efeitos e precisam de uma lei integrativa infraconstitucional.
    A eficácia jurídica dessas normas é imediata, direta e vinculante. Elas também criam um dever para o legislador ordinário, condicionam a legislação futura, que pode ser inconstitucional se ferir essas normas, informam a concepção do estado e da sociedade, inspiram a ordenação jurídica do estado e da sociedade, condicionam a atividade discricionária da administração e do judiciário, entre outras coisas, e criam também situações subjetivas de vínculo.
    As normas constitucionais de eficácia limitada podem ser divididas em normas declaratórias de princípio institutivo ou organizativo, e normas declaratórias de princípio programático. As normas constitucionais de eficácia exaurida e aplicabilidade esgotada são aquelas que não podem mais produzir efeitos, já que esses efeitos foram extintos.
    São específicas do ADCT e são normas que já cumpriram a tarefa à qual foram designadas. Alguns exemplos são os artigos 1º, 2º e 3º, 14, 20, 25 e 48, entre outros do ADCT.
    Já as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais estão previstas no parágrafo 1º do artigo 5º. Lá no parágrafo 1º, está previsto que elas têm aplicação imediata.
    Para entendermos isso melhor, precisamos primeiro saber que aplicação e aplicabilidade não são a mesma coisa. Ter aplicação imediata significa que as normas constitucionais são dotadas de todos os meios e elementos necessários para que possam incidir sobre os fatos, situações, condutas e comportamentos que elas regulam.
    Em regra, as normas que definem os direitos e garantias individuais têm aplicabilidade imediata. Já as que definem direitos sociais, culturais e econômicos nem sempre têm aplicabilidade imediata, porque muitas vezes dependem de definições posteriores que completem a sua eficácia e possibilitem sua aplicação.
    Essa regra prevista no parágrafo 1º do artigo 5º tem dois objetivos. O primeiro é garantir que elas sejam aplicáveis ao máximo, até onde as instituições forem capazes de aplicá-las, e o segundo é garantir que o judiciário não deixe de aplicá-las diante de um caso concreto.
    Celso Bastos e Carlos Ayres Britto classificam as normas constitucionais em normas de aplicação, que já estão aptas a produzirem efeitos, e algumas são classificadas como irregulamentáveis e outras como regulamentáveis; as normas de integração, que, como a gente pode deduzir, são integradas pela legislação infraconstitucional, ou seja, é necessária outra norma integradora de sentido. Elas podem ser completáveis ou restringíveis.
    As completáveis acontecem quando a legislação integrativa permite a produção completa dos efeitos da norma, e as restringíveis, quando o legislador infraconstitucional pode reduzir o comando constitucional. Para a Mariana Diniz, as normas constitucionais se classificam em normas super-eficazes ou com eficácia absoluta, que são intangíveis, não podem ser emendadas.
    Elas têm uma força paralisante. Ou seja, qualquer legislação que for de encontro a elas vai sofrer o efeito delas, e elas são, por exemplo, o modelo federativo, o direito ao voto e as suas características, a separação dos poderes, direitos e garantias intangíveis, e estão presentes também nas cláusulas pétreas, artigo 60, parágrafo 4º da Constituição.
    Ela também vai falar em normas de eficácia plena, que são aquelas que têm todos os elementos necessários para que possam produzir efeitos a partir do texto constitucional, ou seja, que não exigem legislação integradora; normas com eficácia relativa restringível, que correspondem às normas de eficácia contida, têm aplicabilidade imediata ou plena, e admitem legislação integradora, mas, caso não tenha essa legislação, a norma continua produzindo efeitos. E ela fala também das normas com eficácia relativa complementável ou dependente de complementação legislativa, quando a produção de efeitos depende da elaboração de legislação integradora.
    Elas são dividas em normas de princípio institutivo e normas de princípio programático. É isso, galera.
    Na próxima aula, a gente começa o nosso quarto tópico. Bom estudo para vocês.
    Até. ...

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