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Distrito Federal e Territórios Federais - Teoria

Nessa aula, vamos ver as características principais e competências do Distrito Federal, e as características principais e o processo de formação de Territórios Federais.

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    lockResumo - organização dos poderes - Resumo

  • E aí, galera? Hoje é o nosso último vídeo do tópico 7, e a gente vai falar sobre o Distrito Federal e os territórios federais.
    Vamos começar com o Distrito Federal. Como a gente viu ao longo das aulas de formação constitucional, o Distrito Federal surgiu da transformação do antigo município neutro, que era a sede da corte e capital do Império.
    Com a Constituição de 1988, o Distrito Federal deixa de ser capital federal. De acordo com o artigo 18, parágrafo 1º, a capital do país é Brasília, que se situa dentro do território do Distrito Federal.
    Brasília também é, como a gente já viu, sede do governo do Distrito Federal. Ele é, portanto, uma unidade federada autônoma, porque possui auto-organização, auto-administração, autogoverno e autolegislação.
    A partir da auto-organização, que está prevista no caput do artigo 32, o Distrito Federal deve ser regido por Lei Orgânica votada em dois turnos com intervalo mínimo de 10 dias e aprovada por dois terços da Câmara Legislativa. A Câmara deve promulgar a lei, desde que os princípios estabelecidos pela Constituição Federal sejam atendidos.
    O autogoverno está previsto no artigo 32, parágrafos 2º e 3º, que preveem a eleição de governador, vice-governador e deputados distritais. O Distrito Federal tem que obedecer a duas regras importantes.
    O caput do artigo 32 veda a divisão do Distrito Federal em municípios, ao contrário do que acontece com os estados e territórios. O Distrito Federal tem autonomia parcialmente tutelada pela União.
    O artigo 32, parágrafo 4º, declara que não existem polícias civil, militar, e corpo de bombeiros militar pertencentes ao Distrito Federal. Essas instituições estão subordinadas ao governador do Distrito Federal, de acordo com o artigo 144, parágrafo 6º, mas são organizadas e mantidas diretamente pela União.
    A utilização dessas instituições pelo Distrito Federal tem que ser regulada por lei federal e pelo capítulo sobre segurança pública da Constituição. O artigo 21, incisos XIII e XIV, e o artigo 22, inciso XVII, determinam que o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública do Distrito Federal têm que ser organizados e mantidos pela União.
    Vamos ver aqui as competências do Distrito Federal. Elas podem ser não legislativas, administrativas ou materiais, ou legislativas.
    As não legislativas são comuns. É aquela competência não legislativa comum aos quatro entes federativos e que está prevista no artigo 23 da Constituição Federal.
    As legislativas estão previstas no artigo 32, parágrafo 1º, que estabelece que as competências reservadas aos estados e municípios são atribuídas ao Distrito Federal. Ou seja, tudo que foi dito sobre os estados e municípios, no que se refere à competência para legislar, se aplica ao Distrito Federal.
    A competência legislativa pode ser expressa, residual, delegada, concorrente, suplementar, de interesse local, e tributária expressa. A competência legislativa expressa está prevista no caput do artigo 32 e determina a elaboração da própria Lei Orgânica.
    A residual está prevista no artigo 25, parágrafo 1º, que diz que toda competência que não for vedada ao Distrito Federal está reservada a ele. A delegada, que está lá no parágrafo único do artigo 22, que, como a gente já viu, diz que a União pode autorizar o Distrito Federal a legislar sobre questões específicas das matérias que são competência privativa da União.
    É bom lembrar que essa autorização se dá por lei complementar. A concorrente, prevista no artigo 24, que define a concorrência entre a União, os estados e o Distrito Federal para legislar, cabendo à União legislar sobre normas gerais, e ao Distrito Federal, sobre normas específicas.
    A gente tem também a competência legislativa suplementar, que está prevista no artigo 22, parágrafos 1º e 4º da Constituição. A gente viu que a União estabelece as normas gerais, e o Distrito Federal, as normas específicas.
    Como a gente já pode imaginar, em caso de inércia da União, o Distrito Federal pode suplementar as leis e regulamentar as regras gerais, e, no caso de uma lei federal posterior tratar da norma geral, a norma distrital geral tem eficácia suspensa no que for contrária à lei federal. A competência legislativa de interesse local está prevista no artigo 30, inciso I, combinado com o artigo 32, parágrafo 1º.
    Obviamente, da tributária expressa, a gente não vai falar, porque é matéria de direito tributário. Vamos falar agora dos territórios federais.
    Apesar de ter personalidade, o território não é dotado de autonomia política. Isso é bem importante.
    De acordo com o artigo 18, parágrafo 2º, o território é uma autarquia que integra a União. Ou seja, o que acontece no caso dos territórios é uma descentralização administrativo-territorial da União.
    Não existem territórios no Brasil atualmente. Até 1988, tinha três territórios: Roraima, Amapá e Fernando de Noronha.
    Roraima e Amapá foram transformados em estados, de acordo com o caput do artigo 14 do ADCT. Fernando de Noronha foi extinto e a área foi reincorporada ao estado de Pernambuco.
    A gente vai se aprofundar aqui no caso de Fernando de Noronha. De acordo com o artigo 96 da Constituição Estadual de Pernambuco, o arquipélago de Fernando de Noronha constitui uma região geoeconômica, social e cultural do estado de Pernambuco, sob a forma de distrito estadual.
    Ele é dotado de estatuto próprio e tem autonomia administrativa e financeira. O artigo 1 da lei estadual 11304/95, do estado de Pernambuco, caracteriza o distrito estadual de Fernando de Noronha como uma entidade autárquica integrante do Poder Executivo Estadual, que exerce jurisdição plena, atribuídas à competência estadual e à competência municipal, poder administrativo e poder de polícia sobre toda a extensão da área territorial do arquipélago.
    De acordo com o artigo 96, parágrafo 1º, também da Constituição Estadual de Pernambuco, o distrito estadual de Fernando de Noronha é dirigido por um administrador-geral, que é nomeado pelo Governador do Estado, com aprovação prévia da Assembleia Legislativa. Já o parágrafo 2º determina a eleição direta por voto secreto pelos cidadãos que residem no arquipélago, de sete conselheiros com um mandato de quatro anos, para a formação de um conselho distrital.
    O conselho distrital é um órgão que exerce funções consultivas e de fiscalização. Essa eleição acontece junto com a eleição do Governador do Estado.
    Uma observação aqui é que, apesar de Fernando de Noronha ser atualmente um distrito estadual, o parágrafo 3º do artigo 96 da Constituição Estadual de Pernambuco prevê que ele vai ser transformado em município assim que alcançar os requisitos e as exigências mínimas que estão previstas em lei complementar estadual. Vou passar rápido por algumas características importantes dos territórios.
    De acordo com o caput do artigo 33, cabe à lei federal dispor sobre a organização administrativa e judiciária dos territórios. O parágrafo 1º do mesmo artigo estabelece que há possibilidade de que os territórios sejam divididos em municípios.
    As regras dos artigos 29 e 31 da Constituição são aplicadas a esses municípios, obviamente. A direção dos territórios é feita por um governador, que é nomeado pelo Presidente da República depois da aprovação pelo Senado Federal.
    Isso está no artigo 84, inciso XIV. De acordo com o artigo 45, parágrafo 2º, cada território deve eleger um número fixo de quatro deputados federais.
    Isso é uma exceção ao princípio proporcional para a eleição de deputados federais, ou seja, não tem variação no número de representantes da população local dos territórios. O artigo 33, parágrafo 2º, prevê que o Congresso Nacional é responsável pela fiscalização das contas do governo do território, depois de um parecer prévio do Tribunal de Contas da União.
    Nos territórios federais com mais de 100 mil habitantes, o governador, de que acabamos de falar aqui, os órgãos judiciários de primeira e segunda instâncias, os membros do Ministério Público e os Defensores Públicos Federais têm que ser organizados e mantidos pela União. Isso, a gente encontra no artigo 33, parágrafo 3º.
    Combinado com o artigo 21, inciso XIII. A Emenda Constitucional 19/98, quando alterou a redação do artigo 21, inciso XIV, da Constituição não estabeleceu mais, para a União, a atribuição de organização e manutenção da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros dos territórios.
    Então, essa regra só vale para o Distrito Federal. E, por fim, a gente vê, no artigo 211, parágrafo 1º, que o sistema de ensino deve ser organizado pela União.
    Para fechar, a gente vai ver a formação dos territórios federais. É importante lembrar que, apesar de não haver nenhum território federal no Brasil atualmente, é totalmente possível a criação de novos territórios.
    Vamos ver como é esse processo. A criação se dá mediante lei complementar, de acordo com o artigo 18, parágrafo 2º.
    É necessário também que haja plebiscito aprovando a criação do território. De acordo com o parágrafo 3º do artigo 18, pode rolar a incorporação, a subdivisão ou o desmembramento de um dos estados, para que possa se anexar a outros ou formar territórios, como a gente já viu várias vezes aqui, desde que se tenha a aprovação da população diretamente interessada, que precisa aprovar através do plebiscito ...

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