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Estados membros - Teoria (parte 2)

Nessa aula, vamos estudar o procedimento de formação de um novo Estado-membro

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    lockUnião - Mapa Mental

    lockEstados membros - Teoria (parte 1)

    lockEstados membros - Mapa mental (parte 1)

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    lockDistrito Federal e Territórios Federais - Teoria

    lockDistrito Federal e Territórios Federais - Mapa Mental

    lockOrganização dos poderes - Resumo

  • Fala, pessoal, tranquilo? Hoje, a gente vai ver a segunda parte do conteúdo sobre os estados-membros.
    O objetivo é entender como rola o processo de formação um novo estado. Vamos ver como se dá esse processo, que começa com um plebiscito, até a possível aprovação da formação de um novo estado.
    O meio usado para aprovar a formação de um novo estado é o plebiscito, como já falamos várias vezes. Nesse plebiscito, a população interessada vai votar, e se não houver aprovação, nem rola a próxima fase do processo.
    Ou seja, o plebiscito é condição prévia essencial e prejudicial à fase seguinte. Se o resultado do plebiscito for favorável à formação de um novo estado, vai ser proposto um projeto de lei complementar perante qualquer das casas do Congresso Nacional.
    Isso está previsto no artigo 4º, parágrafo 1º, da Lei 9709/98. Depois disso, a casa que recebeu o projeto de lei complementar tem que realizar a audiência das respectivas assembleias legislativas, de acordo com o artigo 4º, parágrafo 2º, também da Lei 9709.
    Ao contrário do que acontece com o plebiscito, ainda que o posicionamento das assembleias não seja favorável, o processo de formação do novo estado pode continuar, já que os pareceres das assembleias não são vinculativos. Depois que as assembleias legislativas se manifestam, a gente passa para a fase de aprovação do projeto de lei complementar proposto no Congresso Nacional.
    O quórum de aprovação deve ser pela maioria absoluta, de acordo com o artigo 69 da Constituição. Cabe, então, ao Congresso Nacional aprovar o projeto de lei, e ao Presidente da República, sancionar esse projeto, se baseando na conveniência política da criação do novo estado.
    De acordo com o artigo 3º da Lei 9709/98, nas questões de relevância nacional e de competência do Poder Legislativo ou do Poder Executivo, e no caso do parágrafo 3º, artigo 18 da Constituição, que trata da criação de estados-membros, o plebiscito e o referendo devem ser convocados mediante decreto legislativo por proposta de um terço, no mínimo, dos membros que compõem qualquer das casas do Congresso Nacional. Conforme o artigo 49, inciso XV, a competência de autorizar referendo e convocar plebiscito é exclusiva do Congresso Nacional, por meio de decreto legislativo.
    Isso é um ponto em que a gente precisa prestar atenção aqui. O artigo 18, parágrafo 3º, determina que quem decide no plebiscito é a população diretamente interessada, que a gente já viu aqui durante essas aulas sobre os estados-membros.
    Mas quem seria exatamente essa população diretamente interessada? E aí, a gente vai trazer um caso aqui que rolou no STF em 2011.
    O STF decidiu que o plebiscito para desmembramento de um estado da Federação deve envolver, não só a população do território sendo desmembrado, mas também a de todo o estado-membro. Nessa ocasião, o ministro Marco Aurélio manifestou uma preocupação sobre a maneira como uma mudança no desenho da Federação podia afetar o interesse das populações e dos outros estados, na verdade.
    Ele chegou a afirmar que era necessário fazer a consulta de modo a envolver a população de todo o território nacional. Ele explicou que os estados e os municípios atualmente tem participação em receitas federais e estaduais de modo que o surgimento de um novo município ou de um novo estado podia causar prejuízo para as populações dos outros estados e municípios, porque a mudança ia aumentar o divisor do fundo referente a esses estados e municípios.
    Mas a tese do ministro Marco Aurélio não prevaleceu. Assim, podemos dizer que a população diretamente interessada é a população de todo o estado-membro, ou de todo o município, no caso de seu desmembramento, e não só da população da área a ser desmembrada.
    Em relação ao resto do país, podemos entender, inclusive, como ficou claro no julgamento que rolou no STF, que a consulta é realizada de modo indireto por meio de seus representantes eleitos, já que o Congresso Nacional tem discricionariedade para aprovar ou não um projeto de lei, ainda que o plebiscito seja favorável. Passando por todo esse processo que descrevemos aqui, a aprovação em plebiscito, a aprovação do projeto de lei pelo Congresso Nacional e a sanção do Presidente, que promulga e determina a publicação da nova lei que vai tratar do novo desenho do território nacional, é criado o novo estado.
    E aí, existe um procedimento que começa depois disso. De acordo com o artigo 235 da Constituição, durante os 10 primeiros anos da criação do novo estado, algumas regras precisam ser respeitadas.
    Se a população for inferior a 600 mil habitantes, a Assembleia Legislativa deve ser composta de 17 deputados. Se for igual a 600 mil ou superior, até 1 milhão e 500 mil, deve ter 24 deputados.
    O governo deve ter, no máximo, 10 secretarias. O Tribunal de Contas deve ter três membros nomeados pelo governador eleito.
    O Tribunal de Justiça tem que ter sete desembargadores. Os primeiros desembargadores serão nomeados pelo governador eleito, de acordo com o artigo 235, inciso V, alíneas "A" e "B".
    No caso de um estado proveniente de território federal, os cinco primeiros desembargadores podem ser escolhidos dentre Juízes de Direito de qualquer parte do país. Em cada comarca, o primeiro Juiz de Direito, o primeiro Promotor de Justiça e o primeiro Defensor Público vão ser nomeados pelo governador eleito depois de um concurso público de provas e títulos.
    Até a promulgação da Constituição estadual, a Procuradoria-Geral, a Advocacia-Geral, e a Defensoria-Geral do estado são de responsabilidade de advogados de notório saber, de, no mínimo, 35 anos de idade nomeados pelo governador eleito. As despensas orçamentárias com o pessoal não podem também ultrapassar 50% da receita do estado.
    Por hoje, é isso. Na próxima aula, a gente fecha o conteúdo sobre os estados-membros, com o estudo das competências e outras coisas importantes sobre eles.
    Até lá. ...

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