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Municípios - Teoria

Nessa aula, vamos ver as características principais, competências e processo de formação dos Municípios.

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    lockEstados membros - Teoria - parte 1

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    lockEstados membros - Teoria - parte 3

    lockMunicípios - Teoria

    lockDistrito Federal e Territórios Federais - Teoria

    lockResumo - organização dos poderes - Resumo

  • Fala, pessoal. Tudo na paz?
    Hoje, a gente vai falar da organização dos municípios. O município é uma pessoa jurídica de direito público e interno, e autônoma de acordo com as regras previstas na Constituição Federal.
    Apesar de rolar uma discussão sobre os municípios serem ou não parte integrante da Federação, a análise dos artigos 1 a 18 da Constituição mostra que os municípios são entes federativos dotados de autonomia própria, materializada pela capacidade de auto-organização, autogoverno, auto-administração e autolegislação. Além disso, o artigo 34, inciso VII, alínea C, da Constituição, determina a intervenção federal na hipótese de o estado não respeitar a autonomia municipal.
    Como a gente já disse, não se trata de soberania, mas de autonomia, já que a soberania é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil. A partir da auto-organização, que está prevista no artigo 29, caput, da Constituição, os municípios se organizam por meio de Lei Orgânica, votada em dois turnos, com intervalo mínimo de 10 dias.
    A lei deve ser aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal, que vai ser responsável pela promulgação, de acordo com os princípios definidos na Constituição, na Constituição Estadual e nos preceitos do artigo 29, incisos I a XIV da Constituição Federal. O autogoverno é responsável pela eleição direta do prefeito, do vice-prefeito e dos vereadores.
    Vamos ver aqui como funciona a formação dos municípios. O artigo 18, parágrafo 4º, da Constituição estabelece as regras para a criação, incorporação, fusão, e desmembramento de municípios.
    Vamos ver como se dá esse processo. Em primeiro lugar, é importante a gente saber que uma Lei Complementar Federal vai determinar um período para a criação, incorporação, fusão ou desmembramento, e também sobre o procedimento.
    E aí, precisa ser apresentado, publicado e divulgado um estudo que demonstre a viabilidade da criação, incorporação, fusão ou desmembramento dos municípios, na forma da lei. Se esse estudo for positivo, as populações dos municípios envolvidos têm que ser consultadas para que seja aprovada essa formação de um novo município.
    O plebiscito, então, precisa ser convocado pela Assembleia Legislativa de acordo com a Lei Federal e a Lei Estadual. A população interessada é a de todos os municípios envolvidos, e não só a da área que vai ser desmembrada, como no caso dos estados.
    Respeitando o período que a Lei Complementar Federal vai definir, diante de um estudo de viabilidade e da aprovação do plebiscito, os municípios vão ser criados, incorporados, fundidos ou desmembrados através de uma lei estadual. Disso, a gente pode concluir que o plebiscito, mais uma vez, é condição de procedibilidade para o processo legislativo da lei estadual.
    Se ele for favorável, o legislador estadual aprova ou rejeita o projeto de lei de criação do novo município. Além disso, a lei pode ser vetada pelo governador do estado, mesmo tendo sido aprovada pelo legislador estadual.
    A observação aqui é que a Emenda Constitucional 15/96 mudou a redação do parágrafo 4º do artigo 18 da Constituição. Entre outras regras, a gente destaca a necessidade de lei complementar federal determinando o período de criação de novos municípios.
    Essa mudança na redação do texto constitucional, na verdade, demonstra a intenção do constituinte reformador de dificultar o processo, para evitar o surgimento desenfreado de novos municípios, e, como constava na redação original do parágrafo, sob o controle exclusivo de lei complementar estadual. Vamos ver agora as competências.
    Como você já deve imaginar, elas podem ser não legislativas e legislativas. As não legislativas, também chamadas de administrativas ou materiais, podem ser comuns ou privativas.
    A comum, também chamada de cumulativa ou paralela, como a gente também já viu, é aquela que é comum aos quatro entes federativos, que está prevista no artigo 23 da Constituição. A privativa, ou enumerada, está enumerada no artigo 30, incisos III a IX.
    Eu coloquei os incisos com algumas palavras para a gente ir lendo junto. "Instituir e arrecadar os tributos de sua competência," "bem como aplicar suas rendas sem prejuízo da obrigatoriedade" "de prestar contas e publicar balancetes" "nos prazos fixados em lei.
    " "Criar, organizar e suprimir distritos," "observada a legislação estadual." "Organizar e prestar, diretamente" "ou sob regime de concessão ou permissão," "os serviços públicos de interesse local," "incluindo os de transporte coletivo, que têm caráter essencial.
    " "Manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do estado," "programas de educação infantil e de ensino fundamental." "Prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do estado," "serviços de atendimento à saúde da população.
    " "Promover, no que couber, adequado ao ordenamento territorial," "mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento" "e da ocupação do solo urbano." E, por último, "promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local," "observada a legislação e a ação fiscalizadora federal" "e estadual.
    " A competência legislativa pode ser expressa, ou seja, a capacidade de auto-organização dos municípios através de Lei Orgânica, conforme o artigo 29, caput. De interesse local, ou seja, aquela de matérias que dizem respeito às peculiaridades e às necessidades da localidade, prevista no inciso I do artigo 30.
    Suplementar, que determina que cabe aos municípios suplementar a legislação federal e a estadual no que couber, prevista no artigo 30, inciso II. E essa competência também se aplica nos casos do artigo 24, suplementando normas gerais e específicas.
    Plano Diretor. Primeiro, a gente precisa dizer que o Plano Diretor é um instrumento básico da política de desenvolvimento de expansão urbana.
    Ele é obrigatório para cidades com mais de 20 mil habitantes, e deve ser aprovado pela Câmara Municipal. Essa competência está prevista no artigo 182, parágrafo 1º, da Constituição.
    E, obviamente, a Tributária Expressa, que também é matéria de Direito Tributário, que, claro, não veremos aqui. É isso, galera.
    Fechamos o que precisávamos saber sobre a organização dos municípios. No próximo vídeo, a gente encerra o conteúdo desse tópico, falando do Distrito Federal e dos territórios federais.
    Até. ...

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