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Poder Constituinte Derivado - Teoria

Apresentação do conceito de Poder Constituinte Derivado e suas subclassificações Poder Constituinte Derivado Reformador, Decorrente e Revisor).

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  • play_arrowPoder Constituinte e Poder Constituinte Originário - Teoria

    lockPoder Constituinte Derivado - Teoria

    lockPoderes Constituintes Difuso e Supranacional e graus de retroatividade - Teoria

    lockResumo - poder constituinte - Resumo

  • Oi, galera. Tudo tranquilo?
    Vamos continuar hoje o nosso tópico sobre poder constituinte. A aula de hoje vai tratar só do poder constituinte derivado e vai ter bastante conteúdo.
    Para começar, vamos recapitular a aula passada sobre o poder constituinte originário. O poder constituinte originário é o poder político de fato, uma força social de natureza pré-jurídica, e que também é o marco inicial de uma ordem jurídica.
    O poder constituinte derivado, como a gente pode deduzir pelo nome, surge do poder constituinte originário. Ele pode ser chamado também de instituído, constituído, secundário, de segundo grau, ou remanescente.
    Por isso, o poder constituinte derivado tem que obedecer às regras definidas pelo poder constituinte originário. Partindo disso, a gente pode concluir algumas coisas.
    Primeiro, que se o originário é ilimitado, o derivado vai ser limitado, porque obedece ao que determina o poder constituinte originário. Se o originário é incondicionado, o derivado vai ser condicionado, por também estar condicionado ao que o originário define.
    E se o originário é inicial, obviamente, o derivado vai ser secundário, porque deriva de uma coisa anterior. O poder constituinte derivado pode ser de três tipos: reformador, decorrente ou revisor.
    O poder constituinte reformador, que é chamado também de competência reformadora, é capaz de modificar a constituição por meio de um procedimento específico. Ou seja, a mudança acontece de modo formal.
    Esse procedimento é definido pelo poder constituinte originário, e essa modificação não surge de uma revolução. A gente está falando de um poder de reforma constitucional que tem natureza jurídica.
    E não é, portanto, um poder de fato, um poder político ou um poder social, como é o caso do originário. Essas reformas surgem a partir de emendas constitucionais que estão previstas no inciso I do artigo 59 e no artigo 60 da Constituição.
    Mas a gente não vai se aprofundar nas emendas agora. O poder constituinte originário, na medida em que define as regras que vão ser obedecidas pelo derivado, autoriza a modificação do texto constitucional, desde que sejam respeitados alguns limites.
    Alguns deles estão previstos nesses parágrafos do artigo 60, os parágrafos 1º, 2º e 4º. Vamos falar do poder constituinte derivado decorrente Para falarmos do poder constituinte derivado decorrente, teremos que pensar separadamente nos estados-membros e depois no distrito federal, nos municípios e nos territórios federais.
    Vamos começar com os estados-membros. O objetivo principal do poder constituinte derivado decorrente é estruturar a constituição dos estados-membros da federação, e isso acontece a partir da auto-organização.
    A auto-organização é uma regra que vem do poder constituinte originário que vai definir a partir de quais parâmetros o poder constituinte derivado decorrente vai se manifestar, como a gente viu que acontece com o derivado reformador também. Por isso, podemos dizer que o poder constituinte derivado decorrente é jurídico, porque ele é definido pelo texto constitucional que foi elaborado a partir do poder constituinte originário.
    A gente primeiro vai ver como isso acontece nos estados-membros e depois vai ver como e se o poder derivado decorrente se manifesta no Distrito Federal, nos municípios e nos territórios federais. Mais para frente, veremos melhor como se organizam os estados-membros, mas para podermos falar do poder constituinte derivado decorrente é importante sabermos algumas coisas.
    Os estados-membros são dotados de autonomia, e essa autonomia se manifesta pela capacidade de auto-organização, que está lá no caput do artigo 25, autogoverno, que está previsto nos artigos 27, 28 e 125, e estabelecem as regras que estruturam os três poderes, os poderes legislativo, executivo e judiciário, e a autoadministração, prevista no artigo 18 e nos artigos 25 a 28, que tratam das regras de competência legislativa e não legislativa. O poder constituinte derivado decorrente determina a organização fundamental das entidades que compõem o estado federal.
    Ele complementa a constituição e finaliza o trabalho do poder constituinte originário dos estados, na medida em que ele estabelece as constituições, ou seja, as constituições estaduais. O artigo 25 caput da Constituição determina que os estados têm que ser organizados e regidos pelas constituições e leis que eles adotarem, mas essas leis e constituições precisam respeitar os princípios da Constituição Federal.
    Essa limitação, ou seja, o fato de que os princípios da Constituição Federal têm que ser respeitados na elaboração das constituições estaduais deixará claro de que maneira o poder constituinte derivado decorrente deriva do originário, e de que maneira está atrelado a ele também. E aí, quais são esses princípios limitadores do poder constituinte derivado decorrente?
    Eles podem ser princípios constitucionais sensíveis, estabelecidos ou organizatórios, ou extensíveis. Os sensíveis estão expressos no texto constitucional, e também por isso são chamados de princípios apontados ou enumerados.
    No momento em que os estados forem elaborar as constituições e as leis, eles devem respeitar os limites previstos no artigo 34, inciso VII, alínea "a" e "e". Caso isso não aconteça, a norma será considerada inconstitucional, e aí, pode ter até intervenção federal naquele estado.
    Os princípios constitucionais estabelecidos ou organizatórios são aqueles que limitam, vedam ou proíbem a ação indiscriminada do poder constituinte derivado decorrente. Eles regulam a capacidade de auto-organização dos estados, e eles surgem da interpretação das normas centrais da constituição, como, por exemplo, a divisão de competências, o sistema tributário, a organização de poderes, e os direitos políticos e sociais.
    O Bulos vai dividir os princípios constitucionais estabelecidos em limites explícitos vedatórios, que obviamente vedam a prática de procedimentos contrários ao que foi definido pelo poder constituinte originário, limites explícitos mandatórios, que restringem a liberdade de organização, limites inerentes, que vedam a invasão de competência pelos estados-membros, e eles podem ser tácitos ou implícitos, e limites decorrentes, que decorrem de disposições expressas, como a obrigatoriedade de se respeitar princípios, como a igualdade, a legalidade e a moralidade. Os princípios constitucionais extensíveis são aqueles que integram a estrutura da Federação Brasileira.
    Como exemplo, a gente pode citar o processo legislativo, que está no artigo 59 e seguintes, os orçamentos, no artigo 165 e seguintes, e as regras de administração pública que estão no artigo 37 e seguintes. Vamos passar agora para o Distrito Federal, para os municípios e para os territórios federais.
    De acordo com o caput do artigo 32 da Constituição, o Distrito Federal é regido por uma lei orgânica, que tem que ser votada em dois turnos em um intervalo mínimo de 10 dias, e aprovada por dois terços da câmara legislativa responsável. Além disso, deve também obedecer os princípios definidos pela Constituição Federal.
    O Distrito Federal ocupa um lugar particular na Federação, e isso acontece por dois motivos. O primeiro é o fato de que a autonomia do Distrito Federal é parcialmente tutelada pela União.
    Isso está previsto nos artigos 21, incisos XIII e XIV, artigo 22, inciso XVII. O segundo é o fato de que o Distrito Federal acumula competências legislativas que são reservadas tanto aos estados quanto aos municípios.
    Isso, a gente encontra previsto no parágrafo 1º do artigo 32, tudo da Constituição. Apesar de estar submetido a um regime constitucional diferenciado, o Distrito Federal acaba se aproximando mais dos estados-membros, em relação à estrutura.
    E aí, o Distrito Federal está sujeito aos mesmos limites definidos para os estados-membros. Por isso, o artigo 11 do ADCT tem ser aplicado por analogia.
    Esse artigo prevê que cada assembleia legislativa tem que elaborar a constituição do estado no prazo de um ano, contada da promulgação da Constituição, de acordo com os princípios da Constituição, é claro. A lei orgânica que regula o Distrito Federal também está diretamente vinculada à Constituição Federal.
    E aí, a gente pode dizer que o poder constituinte derivado decorrente se manifesta no âmbito do Distrito Federal. Ou seja, o Distrito Federal tem competência para elaborar a sua lei orgânica.
    Isso seria uma constituição distrital. Os municípios têm que elaborar as leis orgânicas como se fossem constituições municipais.
    Elas têm que ser votadas em dois turnos, com um intervalo mínimo de 10 dias, e aprovadas por dois terços dos membros da Câmara Municipal, e também têm que obedecer os princípios previstos na Constituição Federal e na constituição estadual do estado respectivo. O poder constituinte derivado decorrente tem que ser de segundo grau.
    Ou seja, a fonte de legitimidade direta desse poder tem que ser a Constituição Federal. Como nos municípios a lei orgânica obedece a dois graus de imposição legislativa constitucional, ou seja a Constituição Federal e a estadual, a gente conclui que poder constituinte decorrente não se estende aos municípios.
    E aí, qual a importância dessa conclusão? Isso serve para entendermos que um ato que questiona uma lei orgânica distrital é um ato de controle de constitucionalidade.
    No caso das leis orgânicas municipais, esse ato é de controle de legalidade, já que elas não decorrem diretamente da Constituição Federal. Mas veremos isso mais adiante quando a gente for ver controle de constitucionalidade.
    Em relação aos territórios, o artigo 18 do parágrafo 2º dispõe que eles integram a União, ...

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