Expedição no Rio Mearim 2015 Barra do Corda Arari - biolog

Expedição no Rio Mearim 2015 Barra do Corda Arari

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Fazer uma viagem de lancha nas águas do Rio Mearim desde a sua nascente até a foz sempre foi um grande sonho nosso, e melhor dizendo, de muita gente que ama esse sagrado rio e o tem como uma fonte de vida e riqueza. Mas como na vida tudo tem o seu tempo, o dia e a hora marcados, eis que de repente, de forma natura e por acaso surge essa oportunidade: acompanhar uma expedição que realizara uma viagem de inspeção do rio, saindo de Barra do Corda-MA no dia 12 de janeiro e chegando na cidade de Arari-MA no dia 17 de janeiro de 2015, percorrendo uma extensão de 700km, em seis dias, a uma média de velocidade de 33km/h, pois o transporte utilizado foram lanchas rápidas, movidas a motor de popa, num total de quatro lanchas com a participação de 21 pessoas. Itinerário fluvial percorrido: Barra do Corda, São Raimundo do Doca Bezerra, São Roberto, Esperantinópolis, Joselândia, Poção de Pedras, Trizidela do Vale, Pedreiras, São Luís Gonzaga, Bacabal, São Mateus, Matões do Norte, Vitória do Mearim e Arari. Na expedição que tinha como finalidade fazer uma inspeção “in loco” da real situação do Rio Mearim, tínhamos as presenças de vários membros do Comitê de Bacia do Rio Mearim (composto por pessoas de várias cidades que integram a bacia), como também técnicos da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Administração das Hidrovias do Nordeste (AHINOR), Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF), secretários de meio ambiente, geógrafos, presidente de sindicato de pescadores, engenheiros, cinegrafista, fotógrafo, repórter e equipe de apoio por terra no sentido de suprir e atender as necessidades e solucionar os problemas que são normais em uma viagem como esta. A convite do professor Ricardo Gonçalves, membro titular do Comitê de Bacia Hidrográfica do Mearim, o blog Pedras Verdes se integrou à essa comitiva e aproveitou a oportunidade ímpar para registrar todos os momentos desse trabalho que não tem caráter turístico, e sim, de inspecionar e depois emitir uma análise técnica sobre tudo que foi visto em todo o percurso da viagem. E, embora ainda seja feita um relatório técnico sobre essa inspeção, como leigo no assunto, porém, baseado no que vimos podemos dar uma prévia da atual realidade do Rio Mearim: 1. A parte onde mais se constatou uma situação crítica e de verdadeira falta de respeito ao rio foram nas cidades de Bacabal, que é a campeã de degradação e falta de educação ecológica; São Luís Gonzaga e a cidade de Pedreiras, iniciando no povoado Marianópolis, que segundo um dos membros do Comitê, José Filho, o trajeto que corresponde o município está tão crítico que teve lugar que foi preciso os navegantes descer e empurrar as lanchas para não encalharem; 2. Ainda nessas três cidades citadas anteriormente percebeu-se que onde há a presença humana, lá está a degradação do rio, ou seja, nessas localidades ribeirinhas e até mesmo na zona urbana, presença de muito lixo nas margens dos rios, vazantes, criação de gado, captação da água de forma irregular, falta da mata ciliar, falta dos resíduos sólidos, meandros abandonados, desaparecimentos de várias espécies da fauna e da flora, pontos de areia, tirada da areia do rio, pesca durante a piracema; 3. Na cidade de Bacabal a expedição parou para visitar o matadouro público que fora construído a uma distância de 100 metros da margem do rio, que por essa razão, segundo o secretário de meio ambiente Anderson Lima, o mesmo já fora embargado pela SEMA – Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Maranhão; 4. O Rio Mearim, sentido a sua foz, só vai melhorar o seu aspecto já chegando à região de Vitória e Arari, que também não significa que tudo está às mil maravilhas, pois alguns problemas, após a elaboração do relatório técnico, poderão ser resolvidos quando se partir para a prática, pois segundo o administrador da AHINOR Antônio Valente, a intenção é que se crie uma política voltada para o rio onde o Comitê possa solucionar esses problemas. Foi uma viagem inspeção que de certo modo podemos até chamar de aventura, pois muitas pessoas saíram do conforto de suas casas, da tranquilidade do escritório com ar-condicionado, água e algumas mordomias para se lançarem em uma viagem de seis dias levando sol e chuva na cara, sem esquecer-se dos mosquitos e de alguns fatores de riscos que se sujeita em um trabalho como esse.
@biologia-geral UEMA

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