Provocações com Rubem Alves - Abujamra - filosofia-da-educacao

Provocações com Rubem Alves - Abujamra

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Provocações - Rubem Alves (Programa 513) - Abujamra "Educador, filósofo, teólogo, psicanalista! Professor emérito da Unicamp, escreveu tanto que acabou membro da academia campinense de letras, o que, convenhamos, não quer dizer muito. O que quer, sim, dizer muito é o embate que o nosso provocador mantém contra as idéias retrógradas que atrapalham a educação e a cultura deste país. Ele é... Rubem Alves!". Abujamra "Os nossos programas seguem o modelo da linha de montagem, todos querem aprender a mesma coisa, no mesmo momento, na mesma velocidade". Rubem Alves. O convidado deste Provocações não veio falar do setor industrial, e sim de Educação, essa "palavra" tão machucada, como diz Abujamra. Teólogo, psicanalista, escritor, Rubem Alves, autor da frase acima, afirma: "eu sou educador não por dar aula, eu sou educador por escrever". Autor de diversas crônicas, contos, ensaios e livros infanto-juvenis, seu interesse é claro: "me interessam as pessoas que estão em busca, são essas pessoas que podem ser educadas." Opositor enfático do sistema educacional atual, Rubem Alves é bastante claro quando fala sobre grades curriculares: "eu digo que grade curricular foi uma expressão inventada por um carcereiro desempregado" e "a maioria das pessoas simplesmente aceita a grade curricular e os professores tem que dar o programa, e não fazem, essa pergunta: para que serve isso?". Para sanar essa questão, propõe: "eu pensei em construir um currículo que tivesse a casa como seu laboratório" e defende que a escola tem que estar a favor dos talentos da criança e não impo—los a ela, a criança precisa aprender aquilo que será útil a ela na prática: "a criança é o centro do mundo do ponto de vista educacional. O Sol não é o centro, o centro é uma criança que está com vontade de viver, vontade de brincar, vontade de aprender". Além de educador, Rubem Alves foi pastor da Igreja Presbiteriana, da qual resolveu sair - "eu aprontei o crime supremo das igrejas: eu pensei diferente" - questiona a postura da Igreja Católica com relação ao celibato: "o que faz com que os católicos tenham esse medo do sexo?" e critica a postura da mesma: "ela [a Igreja católica] não muda. E esse é um dos problemas da Igreja, a dificuldade de mudar e aceitar que não foi perfeita, e que portanto ela pode mudar".
@filosofia-da-educacao UERN

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