Nietzsche e a Filosofia do Martelo — por Clóvis de Barros Filh

Nietzsche e a Filosofia do Martelo — por Clóvis de Barros Filho

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Nesta aula, Clóvis de Barros Filho — filósofo, advogado, jornalista e professor universitário — elucida o método nietzschiano de desconstrução dos pretensos "valores absolutos" e tece digressões, de forma contundente e com singular irreverência, sobre a declaração de guerra de Nietzsche aos ídolos. Há mais ídolos do que realidades no mundo: é o meu "olho maligno" para esse mundo, é também meu "ouvido maligno" ... Colocar aqui questões com o martelo e ouvir talvez como resposta esse famoso som oco que fala de entranhas insufladas — que arrebatamento para alguém que, atrás dos ouvidos, possui outros ouvidos ainda — para mim, velho psicólogo e apanhador de ratos chega a fazer falar o que justamente desejaria permanecer mudo... Este escrito, ele também — o título o revela — é acima de tudo um relaxamento, uma mancha luminosa, um salto à ociosidade dum psicólogo. Quem sabe seja igualmente uma guerra nova? ... Este pequeno livro é uma grande declaração de guerra; e quanto a surpreender os segredos dos ídolos, desta vez não são mais os deuses em voga, mas ídolos eternos que são aqui tocados pelo martelo como se faria com um diapasão — não há, em última análise, ídolos mais antigos, mais persuasivos, mais inflados... não há mais ocos também. O que não impede que sejam aqueles em que se crê mais; e não são, mesmo nos casos mais nobres chamados de ídolos ... — Friedrich Wilhelm Nietzsche, in O Crepúsculo dos Ídolos - escrito em Turim, 30 de setembro de 1888, dia em que foi terminado o primeiro livro de "A Transmutação de Todos os Valores". Assista à aula "Negar a Fórmula e Viver a Vida" subsequente a esta, também ministrada por Clóvis de Barros Filho Negar; aqui: https://www.youtube.com/watch?v=UW99XDmvcBU
@filosofia UNISEP

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