A maior rede de estudos do Brasil

Alfabetização e Letramento - A contribuição de Vigotsky_ linguagem, aprendizagem e alfabetizaçãovideo play button

Transcrição


ue essa relação possa ser possível bonito, não é verdade. Então, agora sim. A partir disso, vamos pensar em conceitos shape do Vygotsky e que fazem toda a diferença para aquilo que a gente está trabalhando. O primeiro conceito é a linguagem. Vejam o que diz o Vygotsky, sistema especial de símbolos e signos cujo domínio significa uma mudança, critica em todo o desenvolvimento cultural da criança, Claro, quando a criança aprende a falar, ela tem um salto qualitativo no seu processo de desenvolvimento e toda a sua vida. E toda a sua relação com o mundo muda. E a linguagem tem duas funções a função de comunicação, que é fácil de entender a comunicação entre as pessoas. Um pergunta boto, responde você pede o outro, atende ou discorda? Sei lá mais também a função de pensamento generalizante, esse o conceito técnico, mas que é muito interessante porque ele diz que quando uma criança aprende uma determinada palavra, quando a gente chega a nomear alguma coisa de certa forma isso é um ato mental de organização do pensamento. Por exemplo, a hora que eu entendo que a cadeira eu posso colocar todas as cadeiras do mundo dentro dessa categoria. A hora que eu entendo que é cachorro, eu já posso organizar o mundo, pelo menos em dois setores os cachorros e os não cachorros. Então, percebe a linguagem, aquisição da linguagem, você poder nomear você poder compreender que classes de objeto fazem parte daquela ideia. A partir disso, a gente chega ao conceito de alfabetização, que é dado por duas autoras que estão justamente tentando trazer para a gente depurar a partir de vigor. Disse que esse conceito de alfabetização alfabetização permite participar ativamente da vida social. Claro, você se alfabetiza e você usa esse conhecimento para participar na sociedade, agindo e interagindo com as significações e conhecimentos. Sistematizados Historicamente é aquela história de você chegar a ciência ou uma formação técnica, por exemplo, está num processo humanizador que requalifica o psiquismo, como assim porque você vai organizando o seu pensamento e porque é humanizador? Porque você desenvolve funções psicológicas superiores, que é o que nos diferencia dos animais. Então é um processo de organização mental, de organização psíquica que requalifica e nos ajuda a organizar o pensamento, fazendo alcançar patamares cada vez mais elevados. Em então, quanto mais você aprende a linguagem e quanto mais você aprende a língua escrita, você tem mais instrumentos, mais mecanismos de organização do pensamento e de inserção na sociedade. Vamos agora passar para eu. Vou sugerir para vocês um filme que é do seriado A Cidade dos Homens. É um episódio que se chama a coroa do Imperador. Eu sugiro que vocês procurem. Vou deixar no material de apoio, que mostra exatamente a dimensão social dessa aprendizagem. É um episódio muito interessante. Não deixe de ver que vocês vão adorar a história de um menino de comunidades de periferia que está numa sala de aula, Uma professora bem em pista que tem, tem fim ao conhecimento de qualquer jeito, e como é que ele aprende? Ele aprende com elaborações mentais, com mecanismos de internalização, de botar aquela informação para dentro de uma postura ativa. Ele aprende a aula sobre Napoleão, as Guerras Napoleônicas e o menino aprende Napoleão e as Guerras Napoleônicas A partir do referencial que ele tem de mundo, dos valores que ele tem de mundo é um. É um episódio muito curioso, mas muito verdadeiro, que nos permite sustentar a ideia da aprendizagem de uma forma social. Então, não aprendemos em função de um potencial dado de um nível de quem está ou como consequência direta do ensino. A imposição de conhecimentos Não é assim que a gente aprende. Aprendemos na relação com o contexto histórico, por meio de um processo ativo de interiorização e a criança, o estudante. A criança vai trazendo isso com um trabalho intenso de elaboração mental. Em função do que vivemos, valorizamos, desejamos e pelo modo como ressignificando as experiências na nossa vida. Então aprendizagem não se dá solta. Essa é a grande inovação do Vygotsky. Ele mostra a importância do social para o processo de aprendizagem e, obviamente, para o processo de ensino e escolaridade, como que se dá à dinâmica dessa aprendizagem. Vou dizer para vocês que a aprendizagem é sempre passar de um nível menos elaborado para um nível mais elaborado e como isso acontece. Digamos que a gente tem aqui um estágio, um patamar do desenvolvimento real, aquilo que a criança consegue fazer sozinha e um patamar de desenvolvimento potencial, que seria a próxima a aprendizagem, por dar um exemplo bem claro, uma criança que consegue se sustentar, que ficar em pé, mais que não consegue andar. Então o real ficar em pé e o potencial que a gente pode antecipar justamente essa criança andar. Mas se um adulto, se alguém dá um mínimo de sustentação. Sidão dedinho às vezes para essa criança e ela sai andando e ela consegue andar com o mínimo de ajuda. Então, a gente tem aqui nessa zona entre o real e o potencial. A gente tem essa zona que o vigor disse, que chamou de zona de desenvolvimento proximal, que é aquilo que as pessoas conseguem fazer com uma pequena ajuda e aquilo que elas fazem hoje, com uma pequena ajuda é aquilo que elas vão fazer amanhã sozinhas, Então essa essa dinâmica que ele explora que ele traz a marca, uma série de tem uma série de consequências na educação, vamos lá, em primeiro lugar, a importância do outro no processo de desenvolvimento é aquela relação do sujeito com o outro. No universo histórico cultural, a valorização da educação como um processo planejado e sistemático, Vejam bem, então a educação não é qualquer coisa é você é justamente puxar o indivíduo para daquilo que ele dá conta de fazer, seja ficar em pé, ou seja, conhecer os números para aquilo que ele não dá conta de fazer, seja andar, ou seja, fazer uma operação matemática, então é o papel da educação. É dar essa pequena ajuda este apoio para que o sujeito possa dar lugar para para patamares cada vez mais elevados. O segundo ponto é que o desenvolvimento é um diálogo com o futuro. Isso é muito bonito de Vygotsky porque a educação tem uma perspectiva prospectiva. Para frente, você não educa o sujeito a partir do que ele já é do que ele já conquistou. Mas no que está por vir. Então essa visão de educação que se volta para o futuro, é maravilhosa e faz com que o professor assume esse papel. Céu de puxar, de estimular, de dar o apoio que o aluno precisa para ele aprender. Está em terceiro lugar a linguagem escrita na escola, que funcionam como mediadores do desenvolvimento cultural e do funcionamento psíquico. Não há linguagem, vai servir não só para acessar novos conhecimentos mais para organizar esse conhecimento e para instrumentalizar o indivíduo para que ele possa lidar no plano mental com a organização do mundo. Vejam só, que bonito e como que fica, digamos assim, a aprendizagem da língua escrita. Qual é o desafio de aprender a ler e escrever por isso? É complicado. A gente tem, está em primeiro lugar, A criança tem que entender que a fala representa o objeto. Essa é uma representação. A gente diz de primeira, de primeira ordem ao simbolismo de primeira ordem, a fala que representa o objeto. E no segundo momento, a gente tem que entender que a escrita representa a fala. Então é um simbolismo de segunda ordem. Na verdade, a complexidade da aprendizagem, da língua escrita está exatamente aí. Você tem que entender que uma coisa representa a outra e por aí vai um simbolismo de primeira ordem num simbolismo de segunda ordem. Depois que você chegou aqui e com a prática, esse elo intermediário da fala desaparece e aí a escrita passa a ser uma representação direta dos objetos. Veja que bonito essas passagens que ele nos explica tão bem que a gente começa a entender por que aprender a ler e escrever é uma coisa tão difícil. Temos aqui as implicações, as implicações pedagógicas. O grande desafio do educador é tornar a escrita diretamente simbólica. Se ele tiver que ficar pensando na fala que representa o objeto e na escrita que representa a fala, i