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Transcrição


voltamos à nossa aula e vamos ver qual é a alternativa para essa interatividade alternativa de foi aquela que eu tenho certeza que você indicou primeiro, porque ela estava em algum dos os limites anteriores. Eu também abordei o assunto aqui na minha fala. Então, a dívida externa brasileira, ela vai crescer da década de mil nove. Cem setenta para frente, em função da alta dos preços internos por conta internos e internacionais, por conta da crise do petróleo do ano de sete, três e do ano de mil e novecentos e setenta e nove e a opção do governo brasileiro à época de tomar empréstimos exteriores para fazer investimentos no desenvolvimento, isso no brasileiro. Daí então que nós tivemos uma explosão da dívida internacional. E essa dívida internacional que vai ser vai ter a tentativa de ser paga no período subsequente, durante diferentes governos e atravessa a adoção de diferentes tipos de política econômica. E o que basta discutir ainda sobre a questão da globalização é a questão democrática. Porque se você lembra, logo no início da nossa aula desta unidade, eu fiz duas perguntas. Quais são os benefícios que a globalização traz e de que forma a aldeia global e de que forma a sociedade inserida no processo de globalização apresenta melhorias A partir do sistema? Então o modelo de globalização o modelo globalizada dor, ele é alvo de críticas, países centrais ou periféricos, políticos, acadêmicos, representantes, importantes, segmentos da sociedade. Todos são unânimes em apontar os problemas de um processo que só vem criando desigualdades e injustiças. Uma visão não apenas os países ricos ficaram mais ricos e os países pobres ficaram mais pobres, não essa questão. A questão que se coloca é quais são as condições que o país enfrenta para sair do empobrecimento. E quais são as condições que são impostas a países desenvolvidos, a causar consequências, para que esses não consigam se desenvolver e sair do empobrecimento. Então, mais do que pensar que uns ficam mais ricos e outros ficam mais pobres, é pensar nas condições de sair desse start, tentar soluções para sair do empobrecimento de um país pobre, de um país em desenvolvimento e assim por diante. Daí é que entra a expressão sobre democratizando a globalização. Então podemos dizer que as possibilidades de mudança tornaram se mais improváveis e a mobilidade social, um pouco mais complexa, ou seja, com a globalização, há crescimento da produção industrial e do comércio, ao mesmo tempo em que, ao encolhimento dos postos de trabalho, então tem mais produto, mais inovação tecnológica que é poupadoras de mão de obra, diminui a quantidade de pessoas empregadas. Diminuem se ali, Então, os postos de trabalho. Neste modelo, o estado de bem estar social, ele perde espaço quando deveria ser mais forte nas questões sociais. Então, como a globalização, ela está envolvida no neoliberalismo e o neoliberalismo, ele prega distanciamento do estado do mercado, menor participação do Estado em relação ao mercado. O ajuste, o auto ajuste ou auto regulação que é efetuada dentro dos mercados, acaba por gerar injustiça para esse próprio mercado. O Brasil, ele não foi diferente de todo esse quadro, que foi apresentado à entrada da Honda globalizante. Deu se no Brasil, a partir do governo Collor, Fernando Collor de Mello, onde, na década de mil, e novecentos e noventa, na efervescência do consenso de Washington e das políticas neoliberais, então o Brasil ele entra na gol, na onda da globalização econômica, através do governo Collor, no momento em que um governo novo assume a Presidência da República tentando trazer inclusive para o Brasil, além da modernidade, da produção a modernidade política, lembrando que nós estávamos saindo. O Brasil estava saindo de uma ditadura militar, estava ingressando na Nova República, que vai começar no Brasil a partir da década de mil e novecentos e oitenta principalmente no ano de mil novecentos e oitenta e cinco, com o advento das Diretas Já, depois a Constituição da República Federativa em mil novecentos e oitenta e oito, marcando novamente uma questão de democracia instaurada efervescente no país. E aí o Fernando Collor de Mello, ele ingressa o Brasil nessa onda globalizante, assumindo as propostas neoliberais e assumindo também as propostas preconizadas no âmbito do Consenso de Washington. E o que o consenso de Washington ele pregava para os países da América Latina, de que forma os países da América Latina? Eles teriam que adotar a sua política econômica para ingressarem numa trajetória de crescimento e de desenvolvimento econômico? Então o consenso de Washington ele pregava disciplina fiscal, priorização de gastos públicos, ou seja, que o governo não fosse tão gastador, mais austero e para ser austero, formar poupança e ver muito bem onde o dinheiro seria gasto, empreender a reforma fiscal, reforma monetária, reforma tributária e administrativa para diminuir o tamanho do Estado, prioridade ao investimento externo direto, como exportação de capitais em investimentos. Avanço nos programas de privatizações. Para distanciar o estado do mercado, o Estado deixa de ser produtor. Transfere a produção de uma empresa estatal para um capital privado para gerar mais eficiência para gerar mais competição que se libera Lise comércio, que se liberaliza e finanças, que haja a adoção de regimes cambiais facilitadores ao ingresso de importação de mercadorias, que haja a quebra de barreiras financeiras e comerciais e que se promova o processo de desintermediação e de desburocratização. Então são basicamente essas propostas que são ditadas pelo consenso de Washington para que um país que da América Latina e subdesenvolvido até então, para que esse país consiga ingressar numa trajetória de crescimento econômico, que ele adote essas prerrogativas. Aqui Os resultados da política do consenso de Washington, adotado no Brasil por Collor geraram que e justiça na distribuição de renda e diminuição do trabalho na composição do PIB do Produto Interno Bruto, então, com as propostas introduzidas pelo consenso de Washington no governo Collor, que nós tivemos uma questão social sendo deixada de lado e uma questão do capital sendo valorizada, valoriza se muito mais o capital, o empresário, a produção, o lucro do que se valoriza, a sociedade, que é a base de consumo e que é a base de produção, mas é um pensamento político adotado num determinado momento da história. Pensar na globalização requer, portanto, que sejam repensadas as estratégias de crescimento e desenvolvimento e não somente no que diz respeito à geração do presente, mas especialmente das gerações futuras. Qual é o mundo que nós estamos deixando para as gerações futuras? Enquanto se pensa em bem esta enquanto se pensa em política pública, enquanto se pense mercado de trabalho, enquanto se pensar as condições do ar na condução da água, na condição de sustentabilidade e assim por diante. De que forma a sociedade que virá depois de nós encontrará esse mundo com mais justiça, com mais justiça, com mais condições de produção e crescimento, com com condições mais paupérrimas em relação a essa atualidade? E assim por diante. Os críticos da globalização, eles resumem a questão da seguinte forma é necessário, mais do que nunca, a rever as políticas preconizadas pelo consenso de Washington. E o principal idealizador do consenso à época foi John Williamson, um grande estudioso das relações internacionais foi esse camarada. Aqui, idealizou o consenso e chegou, portanto, naquelas políticas que deveriam ser adotadas pelos países da América Latina para melhorar o seu ambiente econômico e o seu ambiente político. Há, na atualidade de que se repensar. Há uma necessidade que para a atualidade, se repense as prerrogativas do consenso de Washington para que elas não sejam causadoras de injustiça, como foram até então ou no passado. E nós temos um outro estudioso da globalização, Kelly Ignacy Sachs, e nos livro dele o problema da democracia, democracia económica y social. Ele faz algumas perguntas. Qual será o efeito de uma abertura indiscriminada das economias? Então se todo mundo