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3 - Evolução da Administração Pública - Enfraquecimento da Burocracia e DL 20067video play button

Transcrição


que forças obscuras o impediram de continuar. Vai ser motivo de chacota, motivo de piada E ele era uma contradição ambulante e esse é um período transitório. E para a gente entender como é que vai levar ao golpe militar, tá bom dando indícios já do que vai acontecer. Estão todas esses paradigmas e contradições na estrutura do Estado. Vai fazer ruim a própria democracia. A gente vai ter um golpe militar em breve, tá bom, Então volta aqui para mim. Jango vamos lá. Jango vai assumir já com um anteprojeto de reforma em mil e novecentos e sessenta e dois, Ele vai criar uma comissão importante, que a comissão Amaral Peixoto e ele vai tentar promover a reforma do serviço público federal da ou partes aqui, cinquenta anos e cinco, porque Eu aproveito legislar de dor, o atacante não deveria estar aqui. Está. Ele vai tentar promover reformas de base e tentar reduzir as desigualdades sociais. Essa vai ser a maior frente dele. Gente. Agora, olha o que acontece, ele vai ter uma contradição muito grande também, porque ele vai fazer. Ele vai tentar se aliar, para fazer essas reformas sociais, para implantar tudo o que ele fala. Vai começar a falar, por exemplo, de reforma agrária, coisa do tipo ele vai afetar a gente, muitas pessoas, muitas pessoas não vão se alinhar o discurso dele, isso vai ser pré requisito, vai ser respaldo para um cara chamado Castelo Branco, um general militar, para dar um golpe de Estado, quer para tentar proteger a sociedade das ideias de Jânio. Porque estava se aliando mais à esquerda, estava afetando muitos interesses da direita. Portanto, ele vai ser freado porque a gente vai ter em mil nove, cem, sessenta e quatro, um golpe militar. Esse golpe vai ser dado pelos militares e a gente vai ter a primeira gestão militar, que a gestão do Castelo Branco marcando definitivamente o desenvolvimento brasileiro e o surgimento de um estado empresarial para que a gente vai ter que horror, olha ele aí o Castelo Branco Castelo Branco vai dar um golpe militar, Não vai ser em mil novecentos e sessenta e quatro já tinha sido iniciado na gestão anterior a reforma do Ministério da Fazenda, dando essa característica muito empresarial. Aqui já vai nascer a Lei de contabilidade Pública, a lei quatro mil, trezentos e vinte dando muita importância a questão do orçamento público. E aqui a gente tem de modo desenfreado. Já o nosso desenvolvimentismo bomb ano aqui, a gente de forma vai, vai conseguir de fato promover reforma administrativa, reformas administrativas, e ela vai ser feita pelo decreto lei. Duzentos e sessenta e sete, gente olha que interessante olha que para mim, lá na burocracia, a gente surgem. Trinta, com a reforma do Estado burocrático. Só que depois do golpe de Estado, a gente criou, dar em fortalece a reforma burocrática lá há trinta anos, depois, quase trinta anos depois, a gente vai conseguir reformar de novo, fazer uma reforma administrativa com dele. Duzentos, também por meio de um golpe militar, estão. Vargas deu um golpe de Estado. Aqui a gente vai ter o golpe militar, dando a deixa de que o Brasil só reforma na porrada. Então aqui o Brasil vai conseguir de fato, aplicado descentralização só no período militar tá bom. Antes, várias tentativas foram feitas, ataca, tentou. Dutra, tentou. Já está cá, tentou Jango tentou. Mas a gente só vai conseguir, de fato, promover uma reforma depois do golpe militar, que tem sessenta e quatro, avançando o nosso conhecimento dele duzentos de mil novecentos e sessenta e sete, que pode ser considerado o embrião do gerência lirismo no Brasil. Aqui a gente tem um marco inicial da administração gerencial no Brasil, segundo ditos do Bresser Pereira, que fala isso no pedra e está não era o gerencial mesmo propriamente dito da gente que para ser judicializado, mesmo amadurecido, tem que ter a questão da democracia, da cidadania, da participação que ainda não havia mais gente. Tem um perfil extremamente gerencial esse período da gestão pública brasileira. Porque é o que a gente chama, segundo Abuja, ao da hemorragia de estado desenvolvimentista empresarial. Eles vão administrar, com forte ênfase na economia, desvinculada do caráter social, como se a administração pública uma empresa, fosse tão. Olha só esse dele, duzentos, que caiu muito em concurso. Ele é orientado a administração federal na administração pública em geral, não é só a federal. Ele definiu com clareza e distinguir o que é que a administração direta e administração indireta, Gente, olha que, para mim, enquanto brincava em carregar a mudar um pouco de posição, quanto ao cansado de olhar só diferente onde acontece nessa administração, aqui a gente vai ter uma clareza do que a administração direta e indireta. Não é que antes não existissem as entidades, mas a gente traçou com clareza o que vem a ser. Cada coisa sabe, são a prova de direito administrativo, ela coppe, cola questões do dele. Duzentos porque vários dispositivos ainda se encontram válidos. Então dele, duzentos, vai dizer para a gente o conceito de órgão. O conceito de entidade vai falar que o órgão não tem personalidade jurídica, que a entidade tem personalidade jurídica, que se divide em autarquia, fundação pública, empresa pública, sociedade de economia mista. A primeira vez que eles ficam, essas figuras jurídicas surgiram traçadas formalmente com nomes próprios, o que o dele, duzentos vai dizer, exatamente porque a administração direta, o que é a administração indireta, isso marca o nosso estado empresarial. Aqui ele vai falar de atuação flexível e descentralizada por meio das entidades. Então, as entidades ganharam uma extrema importância na estrutura da gestão pública a partir da década de sessenta, com dele duzentos, especificamente de mil novecentos e sessenta e sete, não volta aqui para mim, Olha só então aqui a gente vai ter um insulamento burocrático, surgindo isso que é extremamente importante por cento desse contexto está o que acontece é que, para mim, a gestão pública brasileira, doze militares, vai fazer o seguinte Primeiro, que vai desvincular o caráter econômico do social. Eles pensam que, se desenvolver a economia, o caráter social vai ser alcançado automaticamente. Assim, tipo naturalmente, como primeiro bomba na economia, nesse estado empresarial, que o desenvolvimento social, para Salete, vêm automático. Não vai ser isso que vai acontecer, Está bom E o que eles vão fazer? Eles vão começar a administrar só por meio de entidade. Eu costumo sempre brincar que o Brasil, essa época parece um terreiro de macumba. Sabe porque parece um terreiro de macumba. Só tinha a entidade, não. Se criavam órgãos, criavam se entidades porque atuava mais flexível por descentralização, não ficar fazendo concurso. Criava o Legislativo, não tinha que interferir. O Executivo criava hora que quisesse, porque era assim na ditadura militar, porque o Executivo com plenos poderes. Então, as entidades se proliferaram que eles fizeram. Eles olharam para a burocracia na administração central, que nos órgãos da administração direta falassem. Vou mexer com isso. Não desses no canto. Está dando muito trabalho, cria entidade novinha, flexível, descentralizada, relatou. Por meio das entidades, a gente vai nascer banda de estatal, um banco estatal sessenta por cento da administração pública, até hoje vigente foi criada nesse período, entre sessenta e seis e setenta e seis. Para você ter uma ideia de como proliferaram se as entidades Nesse terreiro de Macumba Brasil da década de sessenta, eles negligenciaram a cúpula estratégica. O núcleo estratégico do Estado ficou negligenciada, isolado e sem isso, lamenta e sola isolar a burocracia na administração direta e passará a administrar pela administração indireta. Esse é o fenômeno do insulamento burocrático que vai trazer várias contradições do sistema público brasileiro, criando ilhas de excelência na administração indireta, convivendo com a órgãos extremamente arcaicos, obsoletos, ineficientes. Na administração direta, essa realidade vai ser inerente a esse momento. Está, então, a gente vai ter isso aqui, ao insulamento burocrático, isolamento burocrático