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Alfabetização e Letramento II - Sondagem diagnóstica e frentes cognitivas na construção da escritavideo play button

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voltamos à nossa disciplina, alfabetização e letramento. Dois Vou dizer para vocês que depois que a Emília Ferreiro e a sua equipe traçaram a psicogênica da língua escrita, mostrando as várias os vários momentos, as várias hipóteses na progressão a da aprendizagem da escrita, muitas escolas, mas principalmente o sistema público de educação, adotaram uma diretriz de acompanhar as crianças no seu processo de aprendizagem. Isso é interessante porque a professora pode ter uma noção de a quantas anda cada criança e também pode ter uma noção da evolução dessas crianças e no plano mais amplo. No plano da rede estadual da rede municipal, por exemplo, você pode ter um levantamento de como é que as crianças estão aprendendo a ler e escrever. Então é isso que a gente chama de sondagem. Diagnóstico o tema da aula de hoje, a sondagem Diagnóstico e frentes cognitivas na construção da escrita. Vou mostrar para vocês como que se faz essa sondagem diagnóstico que é uma coisa muito simples, mas que precisa ser feita com certo cuidado e depois vamos problematizar um pouco isso vamos é um exemplo de uma sondagem. Diagnóstico o que a gente faz em primeiro lugar, é deixar as crianças muito à vontade, escreva do seu jeito, escreva do jeito que você consegue. Isso tem que ser muito enfatizado nas séries iniciais, porque se a criança tem medo de escrever, dificilmente ela avança como cada um de nós quando está aprendendo uma língua estrangeira. Se você tem medo de falar, você não avança no aprendizado da língua na mesma. Então aí, para fazer essa sondagem, o que o que os professores fazem? Eles colocam uma palavra polícia borboleta, uma palavra entre sílaba, cavalo, uma palavra de sílaba, vaca e uma palavra monossílabo. É importante. E depois eles propõe uma frase bem simples com alguma dessas palavras, é importante que essas palavras estejam dentro de um contexto semântico. Então aqui a conversa sobre bichos, então isso, como é que tem que começar de uma forma muito natural, perguntando para as criança a qual e quais bichos você gosta? Quais você já viu tal bicho? Você conhece tal bicho sequer? Então vou escrever uma lista de bichos. Então é essa é a produção do Thiago, que tem seis anos em março, está exatamente começando o primeiro ano aí quando, quando a gente, quando a professora pediu para escrever borboleta, ele escreveu quaisquer letras, mas vejam letras convencionais. Depois a professora pediu cavalo. Ele escreveu letras convencionais também, mas bem maior, porque provavelmente ele está achando que o cavalo é maior do que a borboleta vaca. Ele escreveu também com letras convencionais e ele procurou variar de borboleta para cavalo para Vaccari. Procurou e mudando o Irã que ele também colocou essas letras, obviamente menor do que cavalo e do que a vaca. O que a gente vê aqui é que o Tiago, os as letras do seu próprio nome. Ele só conhece as letras do seu próprio nome. Então ele vai fazer uma verdadeira análise combinatória para escrever palavras diferentes com de diferentes formas, mais usando letras convencionais. E aí a gente deu uma frase o cavalo come capim e ele escreveu tudo isso. Vejam que o cavalo, apesar de ter cavalo que cavalo que ele não tenta reproduzir, e quando a gente pede para ele ler, ele é de uma forma global. Assim ou cavalo come capim, então é uma criança que está entrando no primeiro ano e que está como vocês estão vendo nessa fase pré silábica com letras convencionais com variação intra figurar dentro da palavra e também Inter figurar entre as várias palavras. Aí a vida corre, A professora cria situações, o menino leu o menino, troca ideias e tal. E quando chega lá para junho, o Thiago tem seis anos e três meses. E aí a professora cria uma outra situação para testar as hipóteses de escrita do Thiago. E aí ela começa a conversar sobre o campo semântico, meios de transporte a você já andou de barco, seja andou de trem no que você gostou que você gosta? Então vamos fazer uma lista de de meios de transportes, aí ela ditou helicóptero e ele pensou, pensou e ele fez assim, com a mãozinha? Ele inteiro, clima cop ter. Então aqui a gente vê que é uma escrita silábica ele cop. Depois aqui carroça, então de novo ele não pensou mais na carroça ele pensa, ele está pensando enquanto as letras têm que ter, porque ele já sabe que a escrita representa a oralidade, então carroça, depois carro, carro e depois trem ele botou. Então essa criança, a gente percebe que ela está numa fase silábica porque ela atribui uma letra para cada sílaba e as letras já têm valores sonoros convencionais. Ou seja, olha o avanço do Thiago de de março para junho. Finalmente, a professora pediu para escrever. O carro anda na rua e daí ele escreveu ou carro na rua, uma escrita silábica. Mas ele já avançou muito, porque ele já percebi que a escrita tem unidades. Ele procurou dividir as palavras. Se eu acho isso legal, super legal, como eu disse para vocês, é uma forma de acompanhar as crianças. O problema do meu ponto de vista quando você só avalia por esse tipo de testar isso, não acho justo porque justamente a criança aprende a partir de uma porção de outros conhecimentos, como eu disse já para vocês a cabeça de uma criança pensante é como um caldeirão onde borbulham muitas ideias recuperando aquela ideia da aprendizagem do Piaget. É como uma tessitura como matei aonde coisas vão se ligando com coisas e aí então a gente pode perguntar o que? Mais que a criança aprende fora isso, vou mostrar para vocês então a construção da língua escrita. Então aqui está a ideia da teia, mostrando que, como que as ideias tem que se ligar eu vou fazer aqui uma breve explanação para vocês terem uma ideia de quantas coisas estão rolando na cabeça dessa criança e que muitas vezes não são percebidas pelo professor. O primeiro eixo cognitivo que dizer frente de elaboração mental, os usos da língua escrita, para que afinal, serve a língua escrita. Ora, serve para garantir a memória quando eu vou num no supermercado e faça uma lista para convidar alguém para vir na minha casa. Quando eu faço um convite para fazer um relatório para marcar o nome de um remédio que eu tenho que tomar para fazer uma receita de cozinha, então a gente percebe que a escrita tem diferentes funções. E isso a criança tem que aprender no contexto do seu dia a dia, mas também, e principalmente incentivado pela escola, porque as crianças que vivem no ambiente de baixo letramento, elas não conseguem entender essa amplitude dos usos da língua escrita. Depois, relações entre imagem e texto. Isso para nós, adultos, alfabetizados, uma coisa muito simples, só que as relações entre a imagem e o texto não são as mesmas quando você está lendo uma história em quadrinhos, quando você está vendo um gráfico, quando você está lendo um livro de contos de fadas e as crianças elaboram muito, elas pensam muito sobre a escrita tem a ver com desenho e como essas duas coisas se conjugam. Outra coisa hipóteses da escrita variações qualitativas e quantitativas. Com quantas letras eu vou escrever e com quais letras eu vou escrever aqui nesse eixo? Nesse veio que estão todas aquelas hipóteses da psicose, genes e da língua escrita que eu mostrei para vocês. Toda a todas aquelas etapas. O silábico parece lado a lado com alfabético alfabético está aqui. Então vocês vão percebendo que aquela sondagem que eu mostrei para você está se está testando um dos aspectos. Enquanto muitos outros estão em curso, outra outra outro veio outro eixo de pensamento de construção intelectual as relações entre a leitura e a escrita. Tem coisas que a gente lê, tem coisas que a gente não lê, por exemplo, um conto de fadas. Você leu um livrinho de conto de fadas. Você lê milhões de vezes, mas a carteira de identidade é uma coisa que ninguém fica lendo, porque é que é assim. Então as crianças têm que tem que gastar e muita energia pensando O que é que a gente lei, como que como que a leitura se vincula com a escrita? Mais um relações entre a oralidade e a língua escrita. Vocês sabem que a oralidade a língua escrita são completamente diferentes na oralidade. A gente fala era uma vez u